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Review TBX | Girl: Um recorte da adolescência pela ótica de uma garota trans

 

Confira a crítica de ‘Girl’, drama LGBT+ protagonizado por Victor Polster

 

Está disponível na Netflix o filme Girl. Dirigido por Lukas Dhont, o filme belga de 2018 é um drama escrito pelo diretor em parceria com Angelo Tijssens.

 

 

A trama gira em torno de Lara, uma adolescente trans que vive os desafios da puberdade, juntamente com a pressão do seu sonho de se tornar bailarina em uma escola renomada de balé, e a transição que promove a terapia hormonal.

 

 

O longa usa da delicadeza dos detalhes, em espaços fechados e intimistas, a relação da protagonista com seu preocupado pai que a apoia, o seu irmão de seis anos por quem ela nutre um terno afeto, o vizinho que lhe desperta seus primeiros desejos e curiosidades sexuais e os colegas de classe e do balé, por quem ela tem seus momentos agridoces causados pelo preconceito e falta de maturidade e conhecimento dos outros jovens.

 

 

O filme contrasta bem o drama pesado, com a leveza de focar nas expressões dos personagens com takes de olhares, sorrisos e gestos, que causam no espectador uma sensação empática em que está sendo contada a história.

O ator protagonista e estreante Victor Polster, entrega com maestria um papel tão bem desempenhado, que, por vários momentos, é impossível distingui-lo do seu personagem, ainda mais tratando-se de um intérprete homem e cis.

 

 

Dançarino, o também ator belga é jovem, ao passo que soma atualmente os seus 19 anos.

Sensações de constrangimento, incertezas e até certo desespero, são transmitidas pelas vivências do personagem, que apresenta com realismo um recorte das vivências de uma jovem trans em um país tido como desenvolvido. Isso nos coloca ainda em ponto de reflexão, ao compararmos a realidade brasileira que personifica o país que mais mata pessoas trans e travestis no mundo.

 

 

Aclamado, o filme foi exibido na seção Un Certain Regard do Festival de Cannes 2018 , onde ganhou o prêmio Caméra d’Or.

 

 

Em língua francesa e flamenga, o título conta ainda com Arieh Worthalter, Katelijne Damen Valentijn Dhaenens no elenco.

 

 

Como se trata de um recorte, o fim pode vir a decepcionar o coração dos mais ávidos por um fechamento mais completo. No entanto, a tônica mais artística e erudita do cinema europeu anuncia o tipo de conclusão que a história se enveredou.

Vale a pena conferir.

 

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