Prime Video recebe terror de 2026 com 90% de aprovação da crítica

Um dos filmes de terror que mais chamou atenção da crítica em 2026 ganhou uma nova oportunidade de encontrar o público. Depois de uma passagem relativamente discreta pelos cinemas, a produção chegou ao Prime Video e aparece como uma opção especialmente interessante para quem procura suspense sobrenatural.
O número que mais chama atenção é a recepção da crítica: 90% de aprovação no Rotten Tomatoes. O público também reagiu de forma positiva, enquanto a produção conseguiu se destacar em um ano movimentado para o gênero.
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A história acompanha um escritor que viaja até a Irlanda carregando as cinzas dos pais e acaba hospedado em um antigo hotel cercado por uma floresta. O que deveria ser uma viagem de despedida rapidamente se transforma em algo muito mais perturbador.
Uma suíte mantida fechada, uma antiga história sobre uma bruxa e um desaparecimento inexplicável formam o ponto de partida para um terror que aposta na atmosfera e na sensação constante de que existe alguma coisa errada naquele lugar.
E há outro motivo para prestar atenção: o protagonista é vivido por um ator conhecido por uma das séries de suspense mais comentadas dos últimos anos.
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Qual é o filme de terror que chegou ao Prime Video?
O filme é Hokum: O Pesadelo da Bruxa, produção de 2026 escrita e dirigida pelo cineasta irlandês Damian McCarthy.
O longa tem Adam Scott como protagonista. O ator ficou especialmente conhecido nos últimos anos por interpretar Mark Scout em Ruptura, série da Apple TV que mistura ficção científica, suspense psicológico e mistério.
Em Hokum: O Pesadelo da Bruxa, porém, Scott assume um personagem bastante diferente.
Ele interpreta Ohm Bauman, um escritor norte-americano de sucesso que atravessa um momento complicado da vida e decide viajar até a Irlanda.
A viagem possui duas motivações. Ohm precisa encontrar inspiração para concluir sua famosa saga literária, mas também pretende cumprir uma missão muito mais pessoal: espalhar as cinzas dos pais.
O local escolhido não é aleatório.
Ele segue até a região onde seus pais passaram a lua de mel décadas antes. É justamente essa decisão que o coloca no caminho de uma história muito mais antiga e perigosa.
Sobre o que é Hokum: O Pesadelo da Bruxa?
A trama começa quando Ohm Bauman chega a um antigo hotel campestre na Irlanda.
Cercado por uma floresta e distante da rotina que o escritor conhece nos Estados Unidos, o lugar deveria funcionar como uma espécie de refúgio. Ohm espera trabalhar em seu novo livro e resolver a questão envolvendo as cinzas dos pais.
Mas o protagonista está longe de encarar a viagem de maneira tranquila.
Ohm é apresentado como um homem amargurado, cínico e impaciente. Ele não demonstra grande interesse pelos costumes locais e muito menos pelas histórias sobrenaturais que cercam a região.
Essa personalidade se torna importante quando começam os primeiros alertas.
Durante a estadia, o escritor conhece funcionários e moradores que parecem saber mais sobre aquele lugar do que estão dispostos a revelar imediatamente.
Entre eles está Fiona, bartender do hotel que conta a Ohm uma história bastante peculiar.
Uma suíte fechada esconde uma história assustadora
Existe no hotel uma antiga suíte de núpcias que permanece fechada.
O quarto está relacionado a uma lenda envolvendo uma bruxa e acontecimentos ocorridos naquela região. Para quem conhece a história, existem bons motivos para manter distância.
Ohm, naturalmente, não acredita.
A descrença do protagonista coloca o filme dentro de uma tradição bastante conhecida do terror: alguém racional e cético entrando em contato com acontecimentos que desafiam qualquer explicação convencional.
Só que a situação deixa de parecer uma simples história local depois de uma noite de Halloween.
Um acontecimento sombrio muda completamente a viagem, enquanto Fiona desaparece de maneira inexplicável.
Ohm decide descobrir o que aconteceu.
E essa investigação o aproxima justamente do lugar que deveria permanecer fechado.
O hotel transforma a viagem em um pesadelo
Grande parte da força de Hokum: O Pesadelo da Bruxa está na ambientação.
Damian McCarthy utiliza o hotel como algo maior do que um simples cenário. Corredores pouco iluminados, quartos antigos, áreas fechadas e a floresta ao redor ajudam a criar uma sensação constante de isolamento.
O protagonista está em território desconhecido.
Ele também não consegue determinar exatamente quais histórias são verdadeiras e quais pertencem ao folclore da região.
Essa dúvida acompanha o espectador.
Em vez de mostrar imediatamente a ameaça, o longa prefere construir a sensação de que alguma coisa está escondida naquele espaço.
Sombras, ruídos e ambientes aparentemente vazios passam a ter importância dentro da narrativa.
Por que Hokum: O Pesadelo da Bruxa recebeu tantos elogios?
A recepção crítica é um dos principais destaques do filme.
Hokum: O Pesadelo da Bruxa alcançou 90% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, enquanto a avaliação da audiência ficou em 82%.
No IMDb, a produção registra nota na faixa de 6,7 de 10.
As métricas utilizam metodologias diferentes e, portanto, não devem ser comparadas diretamente. No Rotten Tomatoes, por exemplo, a porcentagem representa a proporção de críticas classificadas como positivas.
Ainda assim, os resultados ajudam a mostrar que o filme encontrou uma recepção especialmente favorável entre especialistas.
E alguns elementos aparecem repetidamente entre os elogios.
Adam Scott surpreende como protagonista
A atuação de Adam Scott é um deles.
Ohm Bauman não foi construído para conquistar imediatamente a simpatia do público. Pelo contrário.
O escritor é arrogante, desagradável e frequentemente hostil com quem encontra pelo caminho.
Essa característica poderia afastar o espectador, mas acaba funcionando como parte da proposta do filme.
Scott precisa sustentar uma história em que o público acompanha o terror vivido por alguém que nem sempre parece merecer sua torcida.
A transformação do personagem conforme os acontecimentos ficam mais assustadores permite ao ator abandonar gradualmente a segurança e o sarcasmo apresentados no início.
É uma atuação bastante diferente de Mark Scout em Ruptura, apesar de ambos os trabalhos explorarem personagens cercados por mistérios.
O terror não depende apenas de sustos
Outro aspecto que diferencia Hokum: O Pesadelo da Bruxa é a forma como Damian McCarthy trabalha o medo.
Existem sustos, mas eles não são o único recurso.
O diretor aposta principalmente na expectativa.
Um corredor pode parecer vazio por tempo demais. Uma porta fechada passa a representar uma ameaça. Um ruído aparentemente insignificante pode indicar que alguma coisa está acontecendo fora do campo de visão.
Esse tipo de construção exige paciência.
Por isso, o ritmo inicial pode parecer mais lento para quem está acostumado a filmes de terror que apresentam a ameaça rapidamente.
Quando a história entra em sua parte mais claustrofóbica, porém, essa preparação começa a fazer sentido.
O folclore irlandês ajuda a construir o mistério
A Irlanda não funciona apenas como uma paisagem bonita para a produção.
As lendas locais e a ideia de histórias transmitidas durante gerações possuem papel importante na narrativa.
Ohm chega como um estrangeiro que não conhece aquelas tradições e, principalmente, não acredita nelas.
O espectador descobre esse universo junto com ele.
A presença de uma suposta bruxa associada ao hotel acrescenta uma camada de folk horror ao longa, aproximando a produção de histórias em que crenças antigas entram em choque com personagens modernos.
Ao mesmo tempo, o roteiro mistura essa mitologia com questões pessoais envolvendo o protagonista e sua família.
A viagem para espalhar as cinzas dos pais deixa de ser apenas uma justificativa para colocá-lo na Irlanda.
Nem tudo é explicado no filme de terror
Apesar da excelente aprovação crítica, o filme também recebeu ressalvas.
Uma delas envolve justamente sua mitologia.
O roteiro apresenta diferentes elementos relacionados à bruxa, ao passado do hotel e aos traumas do protagonista, mas nem todas as perguntas recebem respostas detalhadas.
Para determinados espectadores, isso aumenta a sensação de mistério.
Para outros, pode causar frustração.
Também existem críticas ao número de subtramas utilizadas durante a história. Em alguns momentos, Hokum: O Pesadelo da Bruxa tenta equilibrar terror sobrenatural, drama psicológico, folclore e ameaças humanas.
O resultado é propositalmente estranho, mas nem sempre simples de acompanhar.
Quem é Damian McCarthy?
O nome por trás do longa já era conhecido entre fãs de terror independente.
Damian McCarthy é um cineasta irlandês que ganhou reconhecimento principalmente pela maneira como trabalha ambientes fechados, personagens isolados e ameaças que não são completamente compreendidas.
Seu primeiro longa-metragem foi Caveat, lançado em 2020.
Depois veio Oddity, de 2024, produção que ampliou consideravelmente a visibilidade do diretor entre fãs e críticos especializados.
Hokum: O Pesadelo da Bruxa representa um novo passo nessa trajetória.
Desta vez, McCarthy trabalha com um ator bastante conhecido do público internacional, mas preserva características presentes em seus trabalhos anteriores.
A preferência por lugares perturbadores continua evidente.
Por que o hotel é tão importante para o terror?
Hotéis são cenários particularmente eficientes para histórias assustadoras.
São lugares familiares, mas que nunca pertencem completamente aos hóspedes.
Existem corredores desconhecidos, quartos ocupados anteriormente por centenas de pessoas e áreas às quais visitantes normalmente não têm acesso.
Em Hokum: O Pesadelo da Bruxa, essa sensação é explorada constantemente.
Ohm está dormindo em um prédio cuja história desconhece.
Quando descobre que existe uma suíte mantida fechada por causa de uma antiga lenda, o espaço passa a esconder literalmente algo que ele não consegue compreender.
A floresta ao redor aumenta ainda mais o isolamento.
Sair do hotel não significa necessariamente escapar do problema.
Hokum: O Pesadelo da Bruxa é para quem gosta de qual tipo de terror?
O longa é especialmente indicado para espectadores que preferem terror atmosférico.
Quem espera criaturas aparecendo a todo momento ou uma sequência contínua de cenas violentas pode encontrar uma proposta diferente.
O filme trabalha mais com desconforto, isolamento e expectativa.
Também existe uma forte presença de mistério.
A pergunta não é apenas se existe algo sobrenatural acontecendo, mas o que exatamente ocorreu naquele lugar e até que ponto as histórias contadas pelos moradores podem ser verdadeiras.
Fãs de folk horror também encontram elementos conhecidos, principalmente pela relação entre uma comunidade, suas antigas crenças e um estrangeiro que inicialmente trata tudo como superstição.
Vale a pena assistir a Hokum: O Pesadelo da Bruxa?
Os 90% de aprovação da crítica são suficientes para colocar Hokum: O Pesadelo da Bruxa no radar de quem acompanha os principais lançamentos de terror de 2026.
Mas a avaliação não é seu único atrativo.
Adam Scott assume um personagem bastante diferente daquele que popularizou em Ruptura, enquanto Damian McCarthy reforça sua identidade como diretor interessado em terror psicológico, ambientes claustrofóbicos e situações difíceis de explicar.
A premissa também é simples o suficiente para despertar curiosidade: um escritor viaja para espalhar as cinzas dos pais, hospeda-se em um antigo hotel irlandês e descobre que existe um quarto que ninguém deveria abrir.
Naturalmente, ele chega perto demais desse segredo.
Para quem procura um terror recente que prefere construir tensão antes de revelar seus horrores, Hokum: O Pesadelo da Bruxa é uma das novidades que merecem atenção no Prime Video.
Imagem: Reprodução Ingresso.com




