Sessão da Tarde hoje: Tomb Raider: A Origem tem final surpreendente
Publicado em 24 de abril de 2026 às 09:30Angela Schmidt5 tags
Quem ligar a TV nesta sexta-feira vai se deparar com uma produção que marcou uma tentativa ousada de reiniciar uma franquia famosa dos videogames. A Sessão da Tarde aposta em Tomb Raider: A Origem para atrair o público com uma mistura de ação, aventura e mistério.
O longa, estrelado por Alicia Vikander, apresenta uma versão mais jovem e realista da icônica Lara Croft, diferente da abordagem mais estilizada vista nos filmes anteriores. A exibição em TV aberta reacende o interesse pelo filme, especialmente entre quem não acompanhou o reboot nos cinemas ou no streaming.
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Mas afinal, por que um filme com tanto potencial não virou uma grande franquia? E o que realmente acontece no final da história? A seguir, você confere uma análise completa, com explicação do desfecho e curiosidades que ajudam a entender o destino da produção.
Tomb Raider: A Origem esconde bastidores surpreendentes e um final que muda tudo
O filme Tomb Raider: A Origem chegou aos cinemas em 2018 com uma missão ambiciosa: reiniciar uma das franquias mais conhecidas dos videogames e transformá-la em um novo universo cinematográfico. Inspirado diretamente no reboot dos jogos lançado em 2013, o longa apostou em uma abordagem mais realista e humana da protagonista Lara Croft.
Apesar de não ter sido um fracasso absoluto, o desempenho abaixo do esperado fez com que os planos de expansão fossem abandonados. Ainda assim, o filme ganhou relevância entre os fãs — seja pelas curiosidades de bastidores ou pelo final que deixou portas abertas para continuações.
Neste artigo, você vai entender o final explicado, os bastidores pouco conhecidos e por que o filme acabou não se tornando a franquia que os estúdios imaginavam.
A trama: origem, perda e transformação
A história acompanha Lara Croft, uma jovem de 21 anos que vive em Londres sem aceitar a herança deixada por seu pai, Richard Croft, desaparecido há anos. Ao encontrar pistas escondidas, ela decide investigar o paradeiro dele, o que a leva até a misteriosa ilha de Yamatai.
Ao longo da jornada, Lara enfrenta perigos naturais, mercenários e a ameaça da organização Trinity, liderada por Mathias Vogel. O objetivo do grupo é encontrar o túmulo da lendária rainha Himiko, que supostamente possui poderes sobrenaturais.
No entanto, o filme rapidamente desconstrói esse mito.
O final explicado: ciência, sacrifício e legado
O clímax acontece dentro da tumba de Himiko. Diferente do que se imaginava, a rainha não possuía poderes mágicos. Na verdade, ela era portadora de uma doença altamente contagiosa e mortal, transmitida pelo toque.
Essa revelação muda completamente o tom da história.
A verdade sobre Himiko
Ao descobrir que a “maldição” era, na verdade, uma arma biológica, o filme reforça sua proposta mais realista. Em vez de sobrenatural, a ameaça é científica — algo que dialoga com produções modernas que buscam maior plausibilidade.
Essa escolha também aproxima o filme do reboot dos jogos, que segue a mesma linha narrativa.
O sacrifício de Richard Croft
Durante o confronto final, Richard Croft decide se sacrificar para impedir que a doença saia da tumba. Ele destrói o local e enfrenta Vogel, garantindo que o segredo permaneça enterrado.
Antes de morrer, deixa um último pedido à filha: continuar protegendo o mundo de ameaças como aquela.
Esse momento é o ponto de virada emocional da história e marca a transformação definitiva de Lara.
A morte do vilão
Em um dos momentos mais tensos, Lara força Vogel a entrar em contato com a doença. O vilão sucumbe rapidamente, evidenciando o perigo real da ameaça.
A cena reforça o contraste entre ganância e responsabilidade — tema central do filme.
Mais do que encerrar a trama, o final de Tomb Raider: A Origem simboliza o nascimento da heroína.
Até então, Lara era uma jovem perdida, fugindo de responsabilidades. Ao final, ela:
Aceita a herança do pai
Assume o controle da empresa da família
Decide continuar investigando a Trinity
A cena final, em que ela compra suas icônicas pistolas, é um marco simbólico. É ali que Lara Croft se torna, de fato, a personagem conhecida pelos fãs dos jogos.
Tomb Raider: A Origem tem cena final e gancho para sequência
Embora o filme não tenha uma cena pós-créditos tradicional, o roteiro deixa pistas claras de continuação.
Uma das principais é a suspeita sobre Ana Miller, que pode estar envolvida com a Trinity. Esse detalhe indicava que o universo da organização seria expandido nos próximos filmes.
No entanto, esses planos nunca se concretizaram.
Curiosidades de bastidores que poucos conhecem
Além da história principal, o filme guarda diversas curiosidades interessantes que ajudam a entender suas escolhas criativas.
Quase teve outra protagonista
Antes de Vikander, nomes como Daisy Ridley, Saoirse Ronan e Kristen Stewart foram considerados para o papel.
A escolha final seguiu a proposta de uma Lara mais jovem e realista.
Tentativas anteriores de reboot
A ideia de reiniciar a franquia surgiu ainda em 2009, com planos completamente diferentes — incluindo a possibilidade de Megan Fox como protagonista.
O projeto só ganhou forma anos depois, já com outra abordagem.
Direção quase feminina
O estúdio buscava uma diretora para comandar o filme, convidando nomes como Kathryn Bigelow. No entanto, após recusas, o projeto ficou nas mãos de Roar Uthaug.
Transformação física impressionante
Alicia Vikander passou por um treinamento intenso para o papel, ganhando massa muscular e realizando boa parte das cenas de ação sem dublês.
Curiosamente, a atriz revelou que perdeu grande parte dessa transformação poucos meses após o fim das gravações.
Comparação com versões anteriores
Antes do reboot, a personagem já havia sido interpretada por Angelina Jolie, em filmes lançados no início dos anos 2000.
A principal diferença entre as versões está no tom:
Jolie: abordagem mais estilizada e exagerada
Vikander: interpretação realista e emocional
Essa mudança acompanha a evolução dos videogames e do próprio público, que passou a valorizar personagens mais humanos.
O legado do filme
Mesmo sem uma continuação direta, Tomb Raider: A Origem deixou contribuições importantes:
Reposicionou Lara Croft como personagem mais complexa
Influenciou adaptações futuras de videogames
Mostrou que o gênero pode funcionar com abordagem mais séria
Além disso, abriu caminho para novos projetos envolvendo a franquia, agora sob comando da Amazon.
Vale a pena assistir Tomb Raider: A Origem hoje?
Para quem gosta de ação com elementos de aventura e mistério, o filme continua sendo uma boa opção — especialmente para quem acompanha adaptações de jogos.
Apesar de falhas no roteiro e ritmo irregular, a atuação de Alicia Vikander e o tom mais pé no chão garantem uma experiência diferente das versões anteriores.
Considerações finias
Tomb Raider: A Origem é um caso clássico de filme que não fracassou, mas também não alcançou o sucesso necessário para se transformar em franquia.
Seu final deixa claro que havia planos maiores, mas fatores como bilheteria, mudanças na indústria e decisões estratégicas impediram sua continuidade.
Ainda assim, o longa cumpre um papel importante: mostrar a origem de uma das personagens mais icônicas dos videogames de forma mais humana, realista e conectada com o público atual.