Robin Hood: A Origem chega à Sessão da Tarde hoje (21); vale a pena assistir?

A Sessão da Tarde desta sexta-feira, 21 de agosto, exibe Robin Hood: A Origem, aventura de 2018 estrelada por Taron Egerton e Jamie Foxx. O filme tenta renovar uma das figuras mais famosas da cultura popular, deixando de lado o estilo clássico para apostar em muita ação.
Nesta versão, Robin Hood é apresentado antes de se tornar o lendário fora da lei. O espectador acompanha desde sua participação nas Cruzadas até o treinamento que o transforma em um arqueiro capaz de enfrentar os poderosos de Nottingham.
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A proposta dividiu opiniões quando chegou aos cinemas. Robin Hood: A Origem foi mal recebido por boa parte da crítica e teve desempenho comercial decepcionante, mas possui um elenco conhecido e sequências de ação que podem funcionar para quem procura diversão sem grandes compromissos.
Afinal, Robin Hood: A Origem vale a pena assistir? Antes da exibição na Sessão da Tarde, veja o que o filme oferece e para qual público essa versão de Robin Hood pode funcionar melhor.
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Sobre o que é Robin Hood: A Origem?
Robin Hood: A Origem começa antes de Robin de Loxley assumir a identidade pela qual ficaria conhecido.
Interpretado por Taron Egerton, Robin leva uma vida privilegiada e mantém um relacionamento com Marian, personagem de Eve Hewson. Tudo muda quando ele é convocado para participar das Cruzadas.
A guerra coloca Robin diante de uma realidade completamente diferente. Durante o conflito, ele conhece um guerreiro mouro que posteriormente passa a ser chamado de John, vivido por Jamie Foxx.
Quando Robin Hood retorna à Inglaterra, encontra sua antiga vida destruída.
Robin foi considerado morto, perdeu suas propriedades e descobre que Marian seguiu em frente. Nottingham também mudou enquanto ele esteve longe.
A população enfrenta impostos elevados e sofre com a exploração comandada pelo xerife de Nottingham, interpretado por Ben Mendelsohn.
É nesse momento que John reaparece.
Ele percebe que Robin possui algo extremamente útil: por pertencer à elite, consegue circular perto daqueles que controlam Nottingham sem despertar imediatamente suspeitas.
Os dois desenvolvem então uma estratégia.
Robin mantém publicamente a aparência de um aristocrata interessado em recuperar seu espaço. Secretamente, passa a atacar os interesses dos poderosos.
Assim começa a nascer Robin Hood.
O filme transforma essa passagem em uma típica história de origem. Antes de se tornar símbolo de resistência, Robin precisa aprender a lutar, esconder sua identidade e entender exatamente contra quem está combatendo.
Taron Egerton transforma Robin Hood em um herói de ação
Uma das decisões mais evidentes de Robin Hood: A Origem é transformar o personagem em algo próximo de um herói moderno.
Taron Egerton havia conquistado grande projeção interpretando Eggsy em Kingsman: Serviço Secreto, e parte daquela energia aparece novamente.
Seu Robin Hood é jovem, rápido e muito mais físico do que algumas versões tradicionais do personagem.
O arco e flecha também recebe tratamento diferente.
Em vez de mostrar Robin esperando longos segundos pelo momento perfeito para disparar, o filme aposta em tiros sucessivos e movimentos rápidos.
Taron Egerton passou por treinamento específico para essas sequências. Um dos profissionais envolvidos foi o arqueiro Lars Andersen, conhecido por demonstrar técnicas de disparo em alta velocidade.
Essa preparação aparece principalmente nas cenas entre Robin e John.
Jamie Foxx assume praticamente a função de mentor.
John não quer simplesmente ensinar Robin a acertar um alvo. Ele precisa transformar o jovem em alguém capaz de utilizar o arco durante confrontos rápidos e a curta distância.
São justamente essas cenas que estão entre as partes mais divertidas de Robin Hood: A Origem.
A dinâmica entre Egerton e Foxx funciona porque os dois personagens possuem características diferentes. Robin tem habilidade e impulsividade; John oferece experiência e disciplina.
Aos poucos, surge o homem encapuzado que começa a chamar a atenção da população.
O problema é que quanto mais Robin Hood se torna conhecido, maior fica o risco de alguém descobrir quem está por trás do capuz.
Robin Hood: A Origem é bem diferente das versões clássicas
Quem assistir a Robin Hood: A Origem esperando fidelidade histórica provavelmente estranhará o filme rapidamente.
A produção não tenta recriar a Inglaterra medieval com precisão.
Figurinos, cenários e sequências de ação misturam elementos de épocas diferentes. Em alguns momentos, Nottingham parece pertencer a um universo próprio.
As cenas das Cruzadas deixam essa proposta particularmente evidente.
A maneira como os confrontos são filmados lembra produções modernas de guerra. Arcos e flechas assumem funções visualmente semelhantes às de armas contemporâneas.
É uma escolha deliberada.
O diretor Otto Bathurst quis oferecer uma interpretação estilizada de Robin Hood, utilizando uma linguagem mais próxima dos grandes filmes de ação.
Essa abordagem possui vantagens e problemas.
O lado positivo está no ritmo. Quando Robin Hood: A Origem entra em uma sequência de treinamento, perseguição ou combate, existe energia suficiente para sustentar a aventura.
O problema aparece quando a produção tenta colocar muitas histórias dentro do mesmo filme.
Além da transformação de Robin, existem a relação com Marian, o conflito com Will Scarlet, a parceria com John, as ações do xerife e uma conspiração envolvendo o poder político.
O resultado é que alguns personagens recebem menos desenvolvimento do que poderiam.
Marian, por exemplo, possui participação ativa nos acontecimentos de Nottingham e não aparece apenas como interesse amoroso de Robin Hood. Mesmo assim, sua relação com Robin e Will Scarlet poderia ter sido trabalhada com mais profundidade.
Jamie Dornan interpreta Will.
Já Ben Mendelsohn assume o papel do xerife de Nottingham e entrega um vilão propositalmente ameaçador.
O xerife representa tudo aquilo que Robin Hood começa a combater: concentração de poder, corrupção e exploração da população.
Por que Robin Hood: A Origem foi tão criticado?
Robin Hood: A Origem chegou aos cinemas em 2018 cercado por expectativas, principalmente por reunir Taron Egerton, Jamie Foxx, Jamie Dornan e Ben Mendelsohn.
O resultado, porém, ficou distante de uma unanimidade.
No agregador Metacritic, o longa ficou com 32 pontos em 100, indicando uma recepção predominantemente negativa entre os críticos avaliados pela plataforma.
Uma das principais reclamações envolveu justamente a tentativa de modernizar demais Robin Hood.
Para alguns críticos, o filme misturava tantos elementos contemporâneos à lenda medieval que perdia uma identidade clara.
O desempenho comercial também decepcionou.
Com orçamento estimado em aproximadamente US$ 100 milhões, Robin Hood: A Origem arrecadou cerca de US$ 86 milhões mundialmente.
Para uma produção desse porte, foi um resultado insuficiente.
Isso teve uma consequência importante.
O filme havia sido pensado com potencial para iniciar uma nova franquia de Robin Hood. A própria ideia de apresentar “A Origem” deixava espaço para continuar a trajetória do personagem.
A sequência nunca aconteceu.
A recepção do público, entretanto, não foi exatamente igual à dos críticos.
O CinemaScore, que pesquisa espectadores nos cinemas norte-americanos, registrou nota B para Robin Hood: A Origem.
Não é uma avaliação excepcional, mas mostra que parte do público encontrou mais diversão no filme do que as análises profissionais sugeriam.
E essa diferença é especialmente relevante quando pensamos na exibição na Sessão da Tarde.
Assistir ao filme em casa, na televisão aberta, é uma experiência diferente de pagar um ingresso esperando o início de uma nova grande franquia cinematográfica.
Robin Hood: A Origem vale a pena assistir na Sessão da Tarde?
Depende principalmente da expectativa.
Quem procura uma versão tradicional de Robin Hood, com forte preocupação histórica e uma aventura medieval clássica, provavelmente encontrará opções melhores entre as diversas adaptações já realizadas.
Robin Hood: A Origem não está interessado nisso.
O filme trata Robin quase como um personagem de quadrinhos.
Existe uma origem, um mentor, treinamento, identidade secreta, um grande vilão e a transformação do protagonista em símbolo para a população.
Quando visto dessa maneira, algumas escolhas começam a fazer mais sentido.
Taron Egerton possui energia suficiente para sustentar o protagonista e sua parceria com Jamie Foxx está entre os melhores elementos da produção.
As cenas com arco e flecha também são um diferencial.
O Robin Hood desta versão não é simplesmente um homem com excelente pontaria. Ele utiliza o arco como parte de um estilo completo de combate.
Ben Mendelsohn também funciona bem como xerife de Nottingham, especialmente porque o filme não exige sutileza de seu vilão.
Outro ponto positivo é o ritmo.
Apesar de ter quase duas horas, Robin Hood: A Origem tenta manter a história em movimento e oferece sequências de ação regularmente.
Por outro lado, o roteiro poderia desenvolver melhor vários personagens e conflitos.
A tentativa de preparar terreno para uma franquia também deixa algumas ideias abertas além do necessário.
Ainda assim, isso não impede que a história principal tenha uma conclusão compreensível.
Para quem gosta de Taron Egerton, Jamie Foxx e aventuras estilizadas, Robin Hood: A Origem vale uma chance.
O segredo é não esperar um grande épico medieval.
Robin Hood: A Origem é a aventura desta sexta na Globo
A Sessão da Tarde encerra a semana nesta sexta-feira (21) com uma produção bastante diferente dos filmes exibidos nos dias anteriores.
Robin Hood: A Origem aposta em ação para apresentar como Robin de Loxley teria se transformado no famoso fora da lei.
O filme possui defeitos claros, principalmente no roteiro e na quantidade de ideias que tenta desenvolver simultaneamente.
Mas também tem qualidades.
Taron Egerton entrega um Robin Hood ágil, Jamie Foxx funciona como mentor, Ben Mendelsohn assume bem o papel de vilão e as sequências com arco e flecha dão personalidade à produção.
É justamente essa combinação que torna o longa uma opção interessante para a televisão.
Robin Hood: A Origem não é a melhor adaptação de Robin Hood já produzida, mas pode funcionar como uma aventura descompromissada para a tarde desta sexta-feira.
Para quem pretende acompanhar a Sessão da Tarde, vale assistir principalmente se a ideia de encontrar um Robin Hood transformado em herói moderno de ação parece mais interessante do que uma reprodução tradicional da famosa lenda.
Imagem: Reprodução Ingresso.com




