Review TBX | O Diabo de Cada Dia: A maturidade de Holland e Pattinson em um thriller sobre conservadorismo

Quando a boa atuação salva um filme morno

 

Estreou recentemente na Netflix o filme O Diabo de Cada Dia.

Estrelado por Tom Holland, o filme conta com elenco de peso formado por Robert Pattinson, Sebastian Stan e Mia Wasikowska, entre os atores.

Baseado no romance de mesmo nome escrito por Donald Ray Pollock, o título leva ainda a produção executiva de Jake Gyllenhaal e direção de Antonio Campos.

 

 

A história traz um thriller de horror focada no personagem Arvin Eugene Russell, um orfão que tem sua vida despedaçada após a morte de sua mãe Charlotte, vítima de um câncer e o suicídio de seu pai Willard , diante do mesmo desastre.

O longa conta as desventuras do personagem com mortes brutais que cruzam o seu destino, e suas reações diante dos sucessivos traumas, bem como o seu desejo por vingança.

 

Bill Skarsgård está igualmente com alta qualidade de entrega no papel.

 

É a partir da Ohio da década de 60 que o filme coloca em pauta a hipocrisia do conservadorismo religioso presente em tais cidades bem como o conceito de justiça relacionado a cada morte que acontece enquanto o filme avança.

Sem objetivo de trazer uma moral da história, o filme estabelece uma narrativa com fatos ocorrendo em linearidade do começo ao fim.

 

Nada surpreende, mas também nada decepciona

 

 

A interpretação dos atores é exemplar e de nível similar. Tom Holland consegue mostrar um viés mais maduro daqueles em que apresentava nos filmes pastelões da Marvel, enquanto Robert Pattinson reafirma mais uma vez que sabe atuar bem.

 

 

O figurino deixa um pouco a desejar, parecendo atemporal demais para uma história que se passa na década de 60 e 70.

Ligeiramente morno, o veredicto é de que o filme é uma ótima aposta para fugir do convencional quando a ideia é reunir-se para ver um bom filme no catálogo.

Tire suas conclusões.

 

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