Série criminal com 98% de aprovação merece sua próxima maratona no Disney+

Escolher uma série para maratonar pode ser difícil diante do catálogo cada vez maior dos serviços de streaming. No Disney+, porém, um suspense policial lançado em 2026 desponta como uma opção certeira para quem procura tensão, investigação e episódios carregados de reviravoltas.
A produção em questão é Fúria, série criminal protagonizada por Emmy Rossum e Lola Petticrew. Com apenas oito episódios, a trama apresenta uma perseguição entre uma agente do FBI e uma assassina em série, mas vai além do conhecido jogo de gato e rato.
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O grande atrativo está na construção das protagonistas. Em vez de esconder completamente a identidade da criminosa, Fúria concentra sua força nas motivações, nos traumas e nas contradições das personagens. O resultado é uma história em que a fronteira entre justiça e vingança se torna progressivamente mais difícil de identificar.
A recepção reforça o interesse em torno do título. A primeira temporada alcançou 98% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, com base em 56 avaliações contabilizadas até agosto de 2026. A nota confirma a série como uma das estreias criminais mais elogiadas do ano.
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Qual é a história de Fúria?
Fúria acompanha Alice Black, interpretada por Emmy Rossum. Ela é uma ex-detetive de homicídios do Departamento de Polícia de Nova York que tenta reconstruir a carreira ao ingressar no FBI.
Embora tenha experiência na investigação de crimes violentos, Alice começa sua trajetória na agência ocupando uma posição inferior à que tinha anteriormente. Essa situação cria uma protagonista competente, mas obrigada a recuperar a confiança profissional e conquistar espaço em uma nova instituição.
Sua rotina muda quando aparecem indícios de que mortes aparentemente isoladas podem estar conectadas. O caso leva Alice ao caminho de Catherine, personagem de Lola Petticrew, uma mulher calculista que consegue se aproximar de suas vítimas antes de executar seus planos.
A série não transforma Catherine em uma criminosa misteriosa cujo rosto permanece escondido durante toda a temporada. O público conhece a personagem e acompanha parte de seus movimentos, enquanto Alice tenta compreender a lógica por trás dos crimes.
Esse formato muda a principal pergunta da história. Mais importante do que descobrir quem está matando é entender por que os assassinatos acontecem, quem são os alvos e até onde as personagens estão dispostas a chegar em nome daquilo que consideram justiça.
Por que esta série criminal recebeu 98% de aprovação?
A avaliação registrada no Rotten Tomatoes representa a porcentagem de críticas profissionais consideradas positivas. Isso significa que os 98% não correspondem necessariamente a uma nota média de 9,8, mas indicam um elevado grau de aprovação entre os veículos que analisaram a temporada.
Entre os elementos mais reconhecidos estão o desempenho de Emmy Rossum, a intensidade de Lola Petticrew e a capacidade do roteiro de trabalhar questões complexas sem abandonar a estrutura de suspense.
A série combina investigação policial com drama psicológico. Os crimes movimentam a narrativa, mas as consequências emocionais e institucionais recebem uma atenção igualmente importante.
Emmy Rossum assume uma personagem marcada pelo passado
Conhecida principalmente por interpretar Fiona Gallagher em Shameless, Emmy Rossum aparece em um papel mais contido e sombrio. Alice carrega marcas de experiências anteriores na polícia e precisa lidar com a desconfiança de colegas enquanto conduz a investigação.
A atriz constrói a personagem por meio de pequenos gestos, silêncios e reações. Alice não é apresentada como uma investigadora infalível. Ela comete erros, enfrenta dificuldades emocionais e toma decisões influenciadas por acontecimentos pessoais.
Essa vulnerabilidade ajuda a tornar a protagonista mais humana. Ao mesmo tempo, sua experiência como detetive justifica a percepção aguçada diante das pistas que outras pessoas não conseguem reconhecer.
Lola Petticrew evita uma vilã convencional
Catherine poderia ser tratada apenas como uma antagonista cruel, mas Fúria escolhe um caminho mais complexo. A personagem é perigosa, manipuladora e capaz de invadir a intimidade de suas vítimas sem despertar suspeitas.
No entanto, o roteiro também investiga as experiências que formaram sua visão de mundo. Essa abordagem não elimina a responsabilidade pelos crimes, mas permite que o espectador compreenda de onde nasce sua revolta.
Lola Petticrew equilibra fragilidade e ameaça. Em determinados momentos, Catherine parece estar sob controle absoluto da situação. Em outros, as lembranças e os vínculos pessoais revelam que existe uma pessoa profundamente ferida por trás de suas ações.
Fúria não funciona como um suspense policial tradicional
Muitas produções criminais dependem da revelação final da identidade do assassino. Fúria apresenta outra proposta: o interesse está em acompanhar duas mulheres que se aproximam por caminhos opostos.
Alice representa a tentativa de buscar respostas dentro da lei. Catherine age de acordo com um código próprio, criado a partir de sua experiência e da percepção de que as instituições falharam.
O conflito se torna mais interessante porque nenhuma dessas trajetórias é completamente simples. Alice trabalha para uma estrutura que pode proteger, mas também pode cometer injustiças. Catherine confronta pessoas poderosas, porém utiliza métodos violentos e irreversíveis.
A série leva o público a observar essas contradições sem oferecer respostas fáceis. A cada novo episódio, informações adicionais modificam a compreensão sobre os acontecimentos anteriores.
A ambiguidade moral sustenta a tensão
O suspense não depende apenas do risco de uma personagem ser capturada. A principal tensão surge das escolhas feitas durante a investigação.
Policiais, agentes federais, vítimas e suspeitos carregam interesses próprios. Alguns tentam preservar a carreira, outros buscam reparação, enquanto determinadas figuras usam o poder para impedir que a verdade venha à tona.
Essa ambiguidade torna Fúria uma série adequada para quem gosta de produções como Killing Eve e The Fall, nas quais investigadores e criminosos estabelecem relações psicológicas mais complexas do que uma perseguição convencional.
As comparações ajudam a identificar o estilo, mas a produção do Disney+ desenvolve sua própria identidade. O foco em trauma, violência institucional e dificuldade de responsabilizar pessoas influentes dá atualidade ao enredo.
O elenco amplia os conflitos da investigação
Além de Emmy Rossum e Lola Petticrew, o elenco de Fúria conta com Quincy Tyler Bernstine, Scoot McNairy e Jake Lacy.
Quincy Tyler Bernstine interpreta Nora, uma agente veterana do FBI com mais de duas décadas de experiência. Ela conhece as limitações do sistema e funciona como uma presença importante na formação profissional de Alice.
Nora não é apenas uma mentora responsável por entregar respostas. Sua experiência mostra como anos de contato com casos graves podem transformar a maneira como uma pessoa enxerga justiça, vítimas e instituições.
Scoot McNairy vive Danny, um detetive de homicídios cínico e leal. O personagem representa parte da ligação de Alice com sua vida anterior na polícia de Nova York e contribui para mostrar os conflitos existentes entre diferentes órgãos durante uma investigação.
Jake Lacy interpreta Marshall, policial que teve uma relação intensa e complicada com Alice. A presença dele acrescenta uma dimensão pessoal à narrativa e obriga a protagonista a enfrentar situações que tentou deixar no passado.
Quantos episódios tem a série?
A primeira temporada de Fúria possui oito episódios. O Disney+ lançou os três primeiros capítulos em 27 de julho de 2026 e adotou um calendário semanal para a continuação.
Os episódios seguintes foram programados para as segundas-feiras de agosto. O oitavo e último capítulo está marcado para 31 de agosto de 2026.
Com sete episódios disponíveis até 27 de agosto, o público brasileiro já pode assistir a praticamente toda a temporada. Quem começar agora terá tempo de conhecer a trama e chegar ao desfecho sem enfrentar uma espera prolongada.
A quantidade reduzida de capítulos também favorece a maratona. A série desenvolve um arco completo sem acumular histórias paralelas desnecessárias ou prolongar artificialmente o mistério.
Vale a pena assistir à série no Disney+?
Fúria vale a pena principalmente para espectadores que procuram um suspense adulto, com atmosfera sombria e personagens moralmente complexos.
A produção não se limita a apresentar pistas, interrogatórios e perseguições. O roteiro discute como traumas alteram comportamentos, como instituições lidam com denúncias e o que acontece quando alguém deixa de acreditar que a Justiça será capaz de oferecer respostas.
Também é uma boa escolha para quem sente falta de séries policiais mais concentradas. Os oito episódios permitem desenvolver as personagens sem transformar a história em uma narrativa longa demais.
Por outro lado, é importante considerar que a trama aborda violência, abuso, exploração sexual e assassinatos. Mesmo sem depender exclusivamente de cenas gráficas, os assuntos tratados podem ser desconfortáveis para parte do público.
Uma história para assistir com atenção
Esta não é uma série indicada para ser deixada apenas como companhia enquanto o espectador realiza outras atividades. Diálogos, olhares e pequenas informações apresentadas no começo podem ganhar novos significados posteriormente.
A estrutura recompensa quem presta atenção aos detalhes. As reviravoltas não servem apenas para provocar surpresa, mas também para mudar a interpretação sobre as decisões das protagonistas.
Rever alguns momentos depois de conhecer novas informações pode ser especialmente interessante. Essa característica aumenta o potencial de maratona e ajuda a explicar por que a série conquistou uma recepção crítica tão positiva.
Onde assistir a Fúria no Brasil?
No Brasil, Fúria está disponível exclusivamente no Disney+. É necessário possuir uma assinatura ativa de um dos planos que ofereçam acesso ao catálogo de séries e filmes da plataforma.
Nos Estados Unidos, a produção foi lançada originalmente pelo Hulu. A distribuição internacional ocorre por meio do Disney+, onde o título aparece traduzido oficialmente como Fúria.
A produção foi desenvolvida por Elizabeth Meriwether, responsável pela criação, roteiro e produção executiva. A equipe também inclui Emmy Rossum entre as produtoras executivas, enquanto a realização envolve a 20th Television e a Searchlight Television.
Fúria merece entrar na lista de maratonas
Com apenas oito episódios, elenco consistente e 98% de aprovação da crítica, Fúria reúne características que tornam a série uma das opções mais interessantes do Disney+ em 2026.
O suspense consegue trabalhar crimes, investigação e reviravoltas sem abandonar os conflitos emocionais. Alice e Catherine não ocupam apenas posições opostas em uma perseguição. Elas representam respostas diferentes aos efeitos da violência e às falhas das instituições.
Emmy Rossum entrega uma protagonista vulnerável e determinada, enquanto Lola Petticrew transforma Catherine em uma figura ameaçadora, imprevisível e difícil de reduzir ao papel tradicional de vilã.
Para quem deseja uma série curta, intensa e capaz de provocar discussões depois dos episódios, Fúria merece atenção. Com o encerramento da temporada marcado para 31 de agosto, este é um bom momento para iniciar a maratona e acompanhar o desfecho assim que ele chegar ao Disney+.
Imagem: Reprodução Disney+



