Série medieval supera Game of Thrones em avaliações e tem 5 temporadas na Netflix

Poucas produções conseguiram conquistar o público apaixonado por histórias medievais depois do sucesso de Game of Thrones. Entretanto, uma série disponível na Netflix se destaca por reunir batalhas impressionantes, disputas políticas e personagens complexos, além de apresentar avaliações superiores às da produção da HBO em um dos principais agregadores de críticas.
Com cinco temporadas e uma história que acompanha a formação da Inglaterra, The Last Kingdom se tornou uma das produções históricas mais elogiadas dos últimos anos. A série combina acontecimentos inspirados em fatos reais com uma narrativa de vingança, lealdade e conflitos entre diferentes povos.
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O sucesso também aparece nas avaliações. No Rotten Tomatoes, a produção registra 91% de aprovação da crítica e 95% do público, enquanto Game of Thrones apresenta 89% e 85%, respectivamente, conforme os índices apresentados no levantamento que motivou a comparação.
Embora as duas séries tenham propostas diferentes, os números ajudam a explicar por que The Last Kingdom continua sendo uma recomendação frequente para quem procura uma história épica, com personagens marcantes e uma trama que se desenvolve ao longo de várias temporadas.
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The Last Kingdom apresenta uma história de guerra, vingança e identidade
A trama de The Last Kingdom começa na Inglaterra do século IX, período marcado por invasões vikings e disputas territoriais entre diferentes reinos anglo-saxões. Nesse cenário de instabilidade, o jovem Uhtred de Bebbanburg tem sua vida transformada após a invasão de sua terra natal.
Nascido saxão, Uhtred é levado pelos dinamarqueses e acaba sendo criado entre aqueles que inicialmente considerava seus inimigos. Com o passar dos anos, ele incorpora os costumes, as crenças e a cultura dos guerreiros que o acolheram, desenvolvendo uma identidade dividida entre dois mundos.
Quando chega à idade adulta, o protagonista precisa enfrentar uma escolha difícil. Enquanto deseja recuperar Bebbanburg, território que considera sua herança legítima, também mantém vínculos profundos com os dinamarqueses responsáveis por sua criação.
Essa dualidade acompanha praticamente toda a narrativa. Uhtred não se encaixa completamente entre os saxões, que frequentemente desconfiam de sua educação pagã, nem entre os dinamarqueses, que reconhecem suas origens cristãs e sua ligação com a nobreza inglesa.
A situação se torna ainda mais complicada quando ele passa a participar dos conflitos envolvendo Alfredo, o Grande, governante de Wessex. O rei pretende fortalecer os territórios saxões e construir as bases de uma Inglaterra unificada, objetivo que frequentemente entra em conflito com os interesses pessoais de Uhtred.
Por que The Last Kingdom é comparada a Game of Thrones?
A principal semelhança entre The Last Kingdom e Game of Thrones está na maneira como as duas produções apresentam as disputas pelo poder. Em ambas, alianças podem mudar rapidamente, personagens importantes enfrentam consequências inesperadas e decisões políticas influenciam o destino de milhares de pessoas.
Outra característica compartilhada é a construção de protagonistas moralmente complexos. Os personagens não são definidos exclusivamente como heróis ou vilões, já que suas escolhas frequentemente envolvem interesses familiares, ambições pessoais e compromissos políticos.
Entretanto, existe uma diferença fundamental entre as produções. Enquanto Game of Thrones utiliza dragões, magia e elementos sobrenaturais para construir o universo de Westeros, The Last Kingdom desenvolve sua narrativa a partir de um contexto histórico reconhecível.
A série da Netflix utiliza acontecimentos, conflitos e figuras associados à Inglaterra medieval como base para sua história. Isso não significa que todos os episódios reproduzam os fatos com precisão, mas a ambientação permite compreender aspectos importantes daquele período.
O resultado é uma produção que aposta menos na fantasia e mais nas consequências humanas das guerras. Questões religiosas, diferenças culturais e disputas territoriais ocupam uma posição central, criando conflitos que vão além dos confrontos nos campos de batalha.
As avaliações realmente são superiores?
O Rotten Tomatoes reúne avaliações profissionais e opiniões do público, utilizando indicadores diferentes para apresentar a recepção das produções. Na comparação divulgada, The Last Kingdom aparece à frente de Game of Thrones tanto entre críticos quanto entre espectadores.
Os índices citados são de 91% de aprovação da crítica e 95% do público para The Last Kingdom, contra 89% e 85%, respectivamente, para Game of Thrones.
É importante destacar que esses percentuais representam a proporção de avaliações consideradas positivas, e não uma nota média de qualidade. Além disso, os indicadores podem mudar conforme novas análises e avaliações são incorporadas à plataforma.
Portanto, os números não comprovam que uma produção seja objetivamente melhor que a outra. Eles mostram, porém, que The Last Kingdom alcançou uma recepção bastante favorável, mesmo sem atingir o mesmo nível de popularidade mundial de Game of Thrones.
Quem é Uhtred de Bebbanburg, protagonista da série?
Interpretado por Alexander Dreymon, Uhtred é o personagem central das cinco temporadas. Sua trajetória acompanha diferentes fases da vida, desde a juventude marcada pela perda da família até o envolvimento em acontecimentos decisivos para o futuro dos reinos ingleses.
Ao contrário de protagonistas que seguem uma missão claramente definida desde o início, Uhtred precisa rever suas prioridades constantemente. Seu desejo de recuperar Bebbanburg permanece importante, mas as relações construídas ao longo dos anos transformam suas decisões.
O personagem também se destaca pela personalidade impulsiva, pelo senso de honra e pela dificuldade em aceitar determinadas autoridades. Essas características provocam conflitos com aliados e inimigos, especialmente quando suas convicções entram em choque com os interesses políticos de Wessex.
Sua relação com Alfredo, interpretado por David Dawson, representa um dos pontos mais interessantes da produção. Enquanto o rei prioriza a estabilidade política e a consolidação de seu projeto de unificação, Uhtred costuma agir de maneira mais direta, colocando suas próprias lealdades em primeiro plano.
Apesar das divergências, os dois desenvolvem uma relação marcada por respeito, desconfiança e necessidade mútua. Essa dinâmica ajuda a sustentar a narrativa e demonstra como decisões individuais podem interferir em acontecimentos históricos de maior dimensão.
Além de Dreymon e Dawson, o elenco reúne nomes como Emily Cox, Eliza Butterworth, Millie Brady, Mark Rowley e Arnas Fedaravicius. Os personagens interpretados por esses atores contribuem para ampliar os conflitos familiares, religiosos e militares apresentados na história.
A história de The Last Kingdom é baseada em fatos reais?
The Last Kingdom é uma adaptação da saga literária Crônicas Saxônicas, escrita pelo britânico Bernard Cornwell. Os livros apresentam uma versão ficcional dos acontecimentos relacionados à formação da Inglaterra, utilizando personagens históricos e figuras inventadas para desenvolver a narrativa.
Entre os elementos baseados na história está a existência de Alfredo, o Grande, que governou Wessex durante o século IX. Seu reinado foi marcado pela resistência às invasões vikings e por iniciativas que contribuíram para fortalecer os territórios anglo-saxões.
A produção também aborda as tensões entre comunidades cristãs e pagãs, além da presença dos dinamarqueses em diferentes regiões da atual Inglaterra. Esses conflitos tiveram importância significativa na transformação política e cultural das Ilhas Britânicas.
Entretanto, Uhtred, como apresentado na série, é um protagonista ficcional. Embora seu nome e determinados elementos de sua origem tenham inspiração histórica, sua participação nos acontecimentos foi construída para conectar diferentes momentos da narrativa.
O próprio processo de formação da Inglaterra aconteceu ao longo de várias gerações, envolvendo governantes, alianças e conflitos que não podem ser atribuídos a um único personagem.
Por isso, The Last Kingdom funciona melhor como um drama histórico do que como uma reprodução documental. A produção utiliza acontecimentos reais para construir uma história envolvente, mas modifica cronologias, relações pessoais e situações para atender às necessidades da ficção.
Quantas temporadas tem The Last Kingdom na Netflix?
The Last Kingdom possui cinco temporadas, totalizando 46 episódios. A produção estreou originalmente em 2015, com participação da BBC, antes de passar a ser desenvolvida exclusivamente pela Netflix a partir da terceira temporada.
A primeira temporada apresenta as origens de Uhtred e estabelece os principais conflitos entre saxões e dinamarqueses. Os episódios seguintes ampliam a dimensão política da história, introduzindo novas lideranças e disputas territoriais.
Ao longo das temporadas, o público acompanha o amadurecimento do protagonista e as transformações dos reinos ingleses. Personagens importantes deixam a narrativa, novas gerações assumem responsabilidades e antigas rivalidades passam a ter consequências cada vez maiores.
A quinta temporada, lançada em 2022, encerra o arco principal da série. Diferentemente de produções canceladas antes de concluir suas histórias, The Last Kingdom apresenta um desfecho planejado para parte importante da trajetória de Uhtred.
Os episódios costumam ter aproximadamente uma hora de duração, embora existam variações. Isso significa que assistir à produção completa exige dezenas de horas, tornando-a uma opção para quem procura uma maratona de longa duração.
A história continua depois da quinta temporada?
Embora a série tenha terminado oficialmente em sua quinta temporada, a trajetória de Uhtred recebeu uma continuação cinematográfica.
Lançado em 2023, o filme The Last Kingdom: Seven Kings Must Die retoma acontecimentos posteriores ao encerramento da produção e apresenta novos conflitos relacionados à unificação da Inglaterra.
Alexander Dreymon retorna ao papel principal, acompanhado por outros personagens conhecidos do público. O longa funciona como uma conclusão adicional para a saga, aprofundando as consequências políticas dos acontecimentos apresentados anteriormente.
Para quem pretende acompanhar a história na ordem narrativa, o ideal é assistir primeiro às cinco temporadas de The Last Kingdom e, posteriormente, ao filme.
Essa sequência permite compreender melhor as relações entre os personagens, as disputas territoriais e as motivações que influenciam os acontecimentos finais.
O que torna as batalhas de The Last Kingdom tão marcantes?
Um dos principais atrativos da série está na representação dos confrontos militares. Em vez de depender de criaturas fantásticas ou poderes sobrenaturais, a produção utiliza estratégias de combate, formações defensivas e disputas territoriais para criar tensão.
Entre os elementos recorrentes está a formação conhecida como parede de escudos, utilizada por guerreiros para proteger suas linhas durante confrontos. A estratégia aparece em diferentes momentos e ajuda a demonstrar a importância da organização coletiva nas batalhas medievais.
As cenas também destacam as limitações dos equipamentos disponíveis naquele período. Espadas, lanças, machados e escudos fazem parte dos confrontos, enquanto o terreno e a posição dos combatentes podem influenciar os resultados.
Outro aspecto importante é que as batalhas não acontecem isoladamente. Geralmente, cada confronto representa a consequência de negociações fracassadas, alianças rompidas ou decisões tomadas por governantes e líderes militares.
Dessa forma, o público compreende não apenas quem está lutando, mas também os interesses envolvidos e os possíveis efeitos de uma vitória ou derrota.
A produção ainda explora as consequências pessoais da guerra. Ferimentos, perdas familiares e mudanças de liderança afetam diretamente os personagens, impedindo que os confrontos sejam apresentados apenas como grandes espetáculos visuais.
Vale a pena assistir a The Last Kingdom em 2026?
Mesmo anos depois do encerramento, The Last Kingdom continua sendo uma alternativa interessante para espectadores que procuram séries históricas com várias temporadas e uma narrativa concluída.
Um dos pontos positivos é a continuidade da história. Como os acontecimentos se desenvolvem ao longo de décadas, o público acompanha mudanças políticas e pessoais que tornam os conflitos progressivamente mais complexos.
A produção também oferece uma experiência diferente de outras histórias medievais populares. A ausência de magia e criaturas fantásticas permite concentrar a atenção nas disputas religiosas, nas relações familiares e nas estratégias utilizadas pelos governantes.
Quem gostou das primeiras temporadas de Game of Thrones, especialmente pela presença de intrigas políticas e alianças instáveis, encontrará elementos semelhantes em The Last Kingdom.
Entretanto, espectadores interessados principalmente em fantasia podem perceber diferenças importantes. A série aposta em acontecimentos inspirados na história medieval e apresenta um universo menos dependente de elementos sobrenaturais.
Outro atrativo é a possibilidade de acompanhar a narrativa principal do começo ao fim. Com cinco temporadas e um filme de continuação, a franquia oferece uma trajetória extensa sem depender de uma nova temporada para concluir seus principais acontecimentos.
Onde assistir a The Last Kingdom no Brasil?
As cinco temporadas de The Last Kingdom estão disponíveis na Netflix, que também lançou o filme The Last Kingdom: Seven Kings Must Die, responsável por continuar a história depois do encerramento da série.
Para quem pretende começar a assistir, a recomendação é seguir a ordem original dos episódios, pois os acontecimentos são diretamente conectados. Iniciar a produção por temporadas posteriores pode comprometer a compreensão das relações políticas e familiares.

A série é especialmente indicada para quem aprecia dramas históricos, histórias de vingança, conflitos militares e personagens que precisam escolher entre diferentes formas de lealdade.
Com avaliações expressivas, um protagonista carismático e uma narrativa que acompanha momentos decisivos da Inglaterra medieval, The Last Kingdom demonstra que uma produção não precisa recorrer à fantasia para construir uma história épica.
Embora a comparação com Game of Thrones seja inevitável, a série desenvolveu uma identidade própria e conquistou um público fiel. Para quem procura uma maratona medieval na Netflix, suas cinco temporadas oferecem uma história extensa, repleta de conflitos e com um encerramento definido.
Imagem: Reprodução Netflix




