Com 154 episódios e 96% de aprovação, série policial merece entrar na sua lista

Quem gosta de séries policiais capazes de render semanas de maratona encontra no Paramount+ uma produção que pode ter passado despercebida por muita gente. São sete temporadas, 154 episódios e uma aprovação bastante alta entre os críticos, combinação que ajuda a explicar por que a série conseguiu permanecer tantos anos no ar.
A produção em questão é Elementary, releitura moderna das histórias de Sherlock Holmes criada por Robert Doherty e exibida originalmente entre 2012 e 2019. Jonny Lee Miller assume o papel do famoso investigador, enquanto Lucy Liu interpreta Joan Watson, uma das mudanças mais marcantes da adaptação.
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Em vez de simplesmente transportar as histórias de Arthur Conan Doyle para a televisão, Elementary constrói uma identidade própria. Sherlock deixa Londres, passa a viver em Nova York e começa a colaborar com a polícia local na resolução de crimes aparentemente impossíveis.
A produção está disponível atualmente no catálogo brasileiro do Paramount+ com suas sete temporadas e 154 episódios. Para quem procura uma série concluída, longa e com muitos casos para acompanhar, é uma opção que pode preencher facilmente várias semanas de maratona.
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Elementary coloca Sherlock Holmes na Nova York contemporânea
A premissa de Elementary utiliza personagens conhecidos da literatura, mas faz mudanças importantes para adaptar Sherlock Holmes ao formato de uma série policial americana.
Depois de enfrentar problemas relacionados à dependência química e passar por um período de reabilitação, Sherlock Holmes deixa Londres e se estabelece em Manhattan. Seu pai decide contratar alguém para acompanhar sua recuperação e evitar uma recaída.
É dessa maneira que Joan Watson entra em sua vida.
Interpretada por Lucy Liu, Watson é uma ex-cirurgiã que passou a trabalhar como acompanhante de pessoas em recuperação. Inicialmente, sua função é apenas permanecer próxima de Sherlock e ajudá-lo na nova fase da vida.
A relação entre os dois, porém, muda rapidamente.
Sherlock começa a colaborar com o Departamento de Polícia de Nova York como consultor, utilizando sua capacidade de observação e dedução para solucionar crimes. Joan passa a acompanhá-lo e, pouco a pouco, demonstra que também possui talento para a investigação.
A dinâmica deixa de ser simplesmente entre um detetive e sua acompanhante e se transforma em uma verdadeira parceria.

Joan Watson é uma das maiores diferenças da série
Transformar Watson em uma mulher foi uma das decisões que mais chamaram atenção antes da estreia de Elementary. Lucy Liu assumiu uma personagem tradicionalmente retratada como homem em adaptações das histórias de Sherlock Holmes.
A mudança, entretanto, não se limita ao gênero da personagem.
Joan possui sua própria trajetória dentro da série e ganha cada vez mais independência conforme as temporadas avançam. Ela aprende métodos investigativos, participa diretamente da resolução dos casos e desenvolve habilidades que permitem que deixe de ocupar somente uma posição de apoio.
Esse crescimento ajuda a evitar que a produção dependa exclusivamente de Sherlock.
Os dois personagens possuem personalidades diferentes, cometem erros e frequentemente discordam sobre métodos e decisões. Ainda assim, a confiança construída entre eles se torna um dos principais elementos emocionais da história.
Outro aspecto importante é que Elementary não transforma automaticamente essa aproximação em um romance convencional. A série dedica bastante espaço à amizade, à parceria profissional e à relação de confiança formada entre os protagonistas.
Os casos policiais facilitam uma maratona longa
Com 154 episódios, começar Elementary pode parecer um compromisso considerável. Ao mesmo tempo, o formato procedural torna a experiência mais acessível para quem prefere assistir aos poucos.
Boa parte dos episódios apresenta um novo crime.
Sherlock e Joan recebem uma investigação, analisam as pistas, interrogam suspeitos e tentam descobrir o responsável antes do encerramento do capítulo. Isso significa que o espectador não precisa necessariamente assistir vários episódios seguidos para acompanhar uma única trama.
Paralelamente, existem histórias maiores desenvolvidas ao longo das temporadas.
Problemas pessoais de Sherlock, a trajetória profissional de Joan e a relação dos protagonistas com outros personagens formam arcos contínuos. O resultado mistura casos independentes com acontecimentos que recompensam quem acompanha a produção em ordem.
Esse equilíbrio é um dos motivos pelos quais Elementary funciona tanto como série para maratonar quanto como programa para assistir alguns episódios por semana.
Dependência química é parte importante da história de Sherlock
Uma das diferenças de Elementary em relação a algumas adaptações de Sherlock Holmes está na importância dada à recuperação do protagonista.
A dependência química não aparece simplesmente como um detalhe utilizado para tornar o personagem mais excêntrico. Ela possui consequências reais dentro da história.
Sherlock participa de reuniões, precisa enfrentar situações capazes de colocar sua sobriedade em risco e aprende que sua capacidade intelectual não o torna imune aos problemas pessoais.
Joan entra inicialmente em sua vida justamente por causa desse processo.
Ao longo das temporadas, a série retorna ao assunto sem reduzir toda a personalidade do personagem à dependência. O trabalho, as amizades, os traumas e as relações familiares passam a fazer parte de um retrato mais amplo do detetive.
Isso também permite que Elementary encontre espaço para histórias dramáticas entre os crimes investigados em cada episódio.
Série encontrou sua própria identidade apesar das comparações
Quando Elementary estreou em 2012, outra adaptação contemporânea do personagem já fazia enorme sucesso.
Sherlock, produção britânica protagonizada por Benedict Cumberbatch e Martin Freeman, havia começado dois anos antes e rapidamente se transformado em uma das versões mais conhecidas dos personagens de Arthur Conan Doyle.
As comparações eram praticamente inevitáveis.
As duas produções, porém, seguiram caminhos bastante diferentes.
Enquanto Sherlock apostava em temporadas menores e episódios mais longos, Elementary adotava a estrutura tradicional da televisão aberta americana, com temporadas extensas e dezenas de investigações.
A mudança de Londres para Nova York também ajudou a criar uma atmosfera diferente.
Em vez de reproduzir constantemente situações clássicas das histórias originais, a produção americana utiliza o universo de Arthur Conan Doyle como ponto de partida para construir seus próprios casos e relações.
Com o avanço das temporadas, essas diferenças permitiram que Elementary se estabelecesse como uma adaptação independente, e não simplesmente como uma alternativa americana a outra série de Sherlock Holmes.
Elementary tem 96% de aprovação da crítica
A longevidade não é o único número que chama atenção.
No Rotten Tomatoes, Elementary registra média de 96% de aprovação da crítica e 89% de aprovação do público. A página do agregador também confirma as sete temporadas produzidas entre 2012 e 2019.
Esses índices são especialmente relevantes considerando a quantidade de episódios.
Produções com mais de 100 capítulos precisam renovar conflitos, desenvolver personagens secundários e apresentar novos casos sem abandonar aquilo que inicialmente conquistou o público.
No caso de Elementary, a relação entre Sherlock e Joan permanece como um dos principais pilares durante toda a história.
A série também desenvolve personagens recorrentes ligados à polícia de Nova York, incluindo o capitão Thomas Gregson, interpretado por Aidan Quinn, e o detetive Marcus Bell, vivido por Jon Michael Hill.
Eles deixam de funcionar apenas como contatos policiais e ganham conflitos próprios conforme a produção avança.
Quantas temporadas e episódios tem Elementary?
Elementary possui sete temporadas e 154 episódios.
A estreia original ocorreu em setembro de 2012, enquanto a última temporada chegou à televisão americana em 2019. A produção foi exibida originalmente pela CBS.
Atualmente, o Paramount+ brasileiro disponibiliza as sete temporadas em sua página oficial da série. O próprio serviço informa os 154 episódios disponíveis para assinantes.
Isso elimina um problema relativamente comum para quem decide começar produções antigas: descobrir que somente parte das temporadas está disponível em determinado streaming.
Quem pretende iniciar a maratona pode acompanhar a história desde a apresentação de Sherlock e Joan até o encerramento da série.
Vale a pena assistir Elementary atualmente?
Para quem gosta de séries policiais procedurais, Elementary ainda possui características que ajudam a produção a funcionar bem mesmo anos depois de seu encerramento.
O primeiro atrativo é a quantidade de conteúdo.
Com 154 episódios, dificilmente será uma série consumida inteira durante um único fim de semana. Ela é mais indicada para quem procura algo que possa acompanhar durante várias semanas ou meses.
Outro ponto favorável é o formato dos casos.
Muitos capítulos contam histórias relativamente independentes, permitindo assistir um episódio e interromper a maratona sem ficar necessariamente preso a um grande gancho.
Ao mesmo tempo, acompanhar a série desde o início permite perceber mudanças significativas em Sherlock e Joan.
Joan, principalmente, apresenta uma evolução bastante clara. A personagem que surge como acompanhante de sobriedade passa gradualmente a ocupar um espaço cada vez maior nas investigações.
Sherlock também enfrenta transformações importantes, principalmente em sua maneira de lidar com outras pessoas e com seus próprios problemas.

Para quem Elementary pode ser uma boa escolha?
A produção tende a agradar principalmente espectadores que gostam de investigação, mistério e séries com muitos episódios.
Quem acompanha títulos policiais como Criminal Minds, NCIS, The Mentalist ou outras produções baseadas em casos semanais encontrará uma estrutura bastante familiar.
A diferença está na personalidade de Sherlock Holmes.
Sua capacidade de observar pequenos detalhes permite que investigações aparentemente simples tomem rumos inesperados, enquanto o comportamento pouco convencional frequentemente gera conflitos com policiais, suspeitos e até mesmo Joan.
Também não é necessário conhecer profundamente os livros de Arthur Conan Doyle para acompanhar a história.
Referências ao material original aparecem durante a produção, mas a série apresenta seus personagens e conflitos de maneira suficientemente independente para novos espectadores.
Quem já conhece o universo de Sherlock Holmes, por outro lado, pode encontrar versões diferentes de personagens e conceitos famosos das histórias clássicas.
Elementary é uma maratona extensa disponível no Paramount+
Encontrar uma série longa que já tenha sido encerrada possui uma vantagem importante: não existe a incerteza sobre cancelamento antes de um desfecho.
No caso de Elementary, são sete temporadas completas para acompanhar Sherlock Holmes e Joan Watson investigando crimes em Nova York.
Os 154 episódios representam um catálogo considerável, especialmente para quem está cansado de produções encerradas depois de apenas seis ou oito capítulos.
Ao combinar investigações semanais, desenvolvimento contínuo dos protagonistas e uma releitura própria do universo criado por Arthur Conan Doyle, a série conseguiu atravessar sete temporadas sem depender exclusivamente da fama de Sherlock Holmes.
A aprovação de 96% da crítica também demonstra que sua longa duração não impediu uma recepção positiva.
Para quem costuma abrir o Paramount+ sem saber o que assistir e procura uma história policial capaz de render uma maratona realmente longa, Elementary é justamente aquela série que pode ter ficado esquecida no catálogo por tempo demais.




