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Review TBX | Godless: Tem que ser “muito mulher”

 

Uma história onde mulher de verdade, limpa, cozinha, cuida dos filhos e dá tiro em homem sem noção

 

Cara gente nerdGodless entrou em dezembro para o catálogo da Netflix, chegando com o propósito de inovar as tramas de velho oeste tradicionalistas. A produção tem como premissa básica acompanhar a vida da pacata cidadezinha de La Belle, onde sua população é de grande maioria formada por mulheres (não direi o porquê, assista e descubra).

 

Análise da série Godless, uma produção original da Netflix que mostra um novo velho oeste.

 

A série conta com sete episódios e entrega uma história digna dos princípios do gênero, tendo bandidos, mocinhos, mocinhas, índios, tiroteio, bebedeira e muitas reviravoltas para nos deixar envolvidos. A preocupação identificada aqui é de contar uma história fechada, sem pretensões futuras. Existe um propósito de desenvolver da melhor maneira seus personagens, de modo que todos tem seu tempo para ser apresentados na tela.

 

Análise da série Godless, uma produção original da Netflix que mostra um novo velho oeste.

 

Os destaques vão para:

Jack O’Connell, o rapaz conseguiu enterrar o saudoso e insuportável Cook de Skins e entregar uma atuação branda, carismática e interessante. Michelle Dockery, que também se livrou facilmente de sua Lady Mary de Downton Abbey, entregou-se de corpo e alma à sofrida e destemida Alice Flecther. Mas o grande destaque (meu coração, com muito amor, carinho e esperança de um Emmy) vai para Merritt Wever. Meu Deus! Essa garota já tem a minha atenção desde Sinais, depois me ganhou em Nurse Jackie e na sua breve passagem por The Walking Dead. Agora em Godless é simplesmente lindo vê-la à frente de Mary Agnes, tomando as rédeas da situação e, junto com Alice, mostrando o Girl Power para o oeste.

 

Análise da série Godless, uma produção original da Netflix que mostra um novo velho oeste.
Merritt Wever em cena de Godless.

 

Com uma fotografia suja e quente, mesmo nas cenas que não são em espaço aberto ou no deserto, Godless nos deixa a todo momento incomodados, com uma sensação de garganta seca. É passada uma constante tensão no roteiro, com um senso de insegurança e perigo iminente, já que não fica nítida a distância que La Belle está de todo o resto.

 

https://youtu.be/mMUiRYoc76A

 

Por fim, a produção se torna uma ferramenta de empoderamento feminino e admiração masculina. Agradando assim todos os que buscam um bom entretenimento. A série faz referências saudosistas às velhas fórmulas de produções western, mas deixando claro que a mídia deve constantemente estar abordando temas atuais. É uma forma de dar à sociedade ferramentas para reflexão de assuntos que estão imersos em seu meio.

 

Definitivamente, Godless vem para nos apresentar um novo velho oeste. A série está disponível na íntegra no catálogo da empresa de streaming.

 

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