Siga-nos também em

Anime

Review TBX | Godzilla: Monster Planet, uma nova visão do lendário lagarto gigante

Godzilla: Monster Planet, uma nova visão do lendário lagarto gigante

 

O lagarto gigante mais amado da indústria pop nipônica chegou ao catalogo da Netflix e mostrou o porquê de ser tão memorável

 

A animação de 2017, Godzilla: Monster Planet (Godzilla: Kaijū Wakusei), produzida pelo estúdio Polygon Pictures (Ajin, Knights of Sidonia e Blame!)  estreou no Japão em 17 de novembro do ano passado. Agora chega para todo o ocidente através da Netflix.

 

Godzilla: Monster Planet, uma nova visão do lendário lagarto gigante

 

Este é o primeiro filme anime de uma trilogia. O segundo filme, com o nome de Godzilla: The City Mechanized for the Final Battle (Godzilla: Kessen Kidou Zoushoku Toshi), está programado para estrear em maio de 2018 nos cinemas japoneses.

 

 

Sinopse:

No último verão do século XX. Naquele dia, os seres humanos aprenderam que eles não são o único governante do planeta Terra.

A aparência das gigantes criaturas vivas “Kaiju” e a última existência que destruiu todos os monstros: Godzilla.
Através da batalha contra o kaiju que durou meio século, os seres humanos sofreram uma derrota contínua e, finalmente,
escaparam do planeta Terra. E em 2048, apenas aqueles que foram selecionados pelo A.I. administrado sob o governo central
embarcou na nave espacial inter-sideral “Aratrum” para se dirigir para “Tau Cetus e”, o planeta além da distância de
11,9 ano-luz. No entanto, as diferenças de condição ambiental entre a Terra e Tau e, finalmente, chegaram após 20 anos foram
muito além dos números previstos e não era um ambiente considerado habitável pelos seres humanos.

O jovem do navio emigrante: Haruo, que viu seus pais mortos por Godzilla diante de seus olhos quando tinha 4 anos,
havia apenas uma coisa em sua mente durante 20 anos: retornar à Terra e derrotar Godzilla.
Saia da possibilidade de emigração, à medida que o ambiente vivo no navio se deteriora,
o grupo de “Earth Returnists” liderado por Haruo tornou-se a maioria e determinam voltar para a Terra através de uma
perigosa navegação de hiperespacial de longa distância. No entanto, a Terra que eles retornaram já passou
mais de 20.000 anos, e tornou-se um mundo desconhecido com o ecossistema reinado por Godzilla.

No final, os seres humanos vão conquistar a Terra? E o que Haruo verá além de seu destino?

 

A direção do filme ficou por conta de Hiroyuki Seshita. Ele foi diretor de todas as obras da Polygon Pictures, por isso já está familiarizado com o ritmo e estilo do estúdio. Existem momentos que a história nos faz pensar “o que é necessário para sobreviver no espaço” e nos questionar sobre “ética social”. Só que o foco aqui não é debater filosofia ou biologia celular e sim o homem contra a fera. Então temos o filme dividido em três partes: a volta dos humanos para o planeta, a apresentação do planeta Terra após milênios sem humanos e o combate deles contra Godzilla. Uma coisa muito legal em toda a obra é a explicação científica de como funciona o corpo do Godzilla, além da ambientação. Eles fazem questão de sempre explorar tudo a cada novidade que surge.

Quem já assistiu qualquer trabalho do estúdio não vai se incomodar com o estilo do filme. A computação gráfica é uma marca registrada da Polygon e tudo aqui é feito exatamente assim. Já para quem não tem essa experiência, vai achar esquisito, principalmente o Godzilla. Cada pedaço dele foi muito bem detalhado. É visível o capricho aqui. Dá para sentir o quão grande ele é em comparação a tudo que existe no planeta. O anime faz questão de te lembrar isso sempre, principalmente nos momentos finais, que são de emocionar qualquer fã.

 

Godzilla: Monster Planet, uma nova visão do lendário lagarto gigante

 

O vilão, se podemos dizer assim, é visualmente imponente, poderoso e lento. A lentidão dele é visível e chega a incomodar. Todas as obras que já tiveram o lagarto nas telas o fizeram mais ágil. Ele parece mais um canhão que fica parado atirando do que o clássico monstro que conhecemos. Eu não estou dizendo que queria um salto mortal ou cambalhotas, mas em todos os outros longas ele não ficava parado só levando porrada. Apesar deste incômodo, existe uma cena que me fez perdoar essa falta de agilidade e é justamente o que justifica haver uma continuação.

Os personagens não são muito carismáticos, com a exceção do Godzilla. Você entende a razão de cada um, compra a ideia e o sentimento que eles possuem, mas não há desenvolvimento deles o suficiente para se importar. Aliás, os sentimentos que predominam são sobrevivência e vingança.

 

Godzilla: Monster Planet, uma nova visão do lendário lagarto gigante

 

A trilha sonora está presente para reforçar cada cena do filme. Satoshi Motoyama é o diretor de áudio e possui uma vasta experiência com animes, tais como SchwarzesmarkenMahouka Koukou no Rettousei91 Days. Embora não haja uma trilha memorável, todas se encaixam bem.

O encerramento se destaca com a música White Out, da cantora Xai. Ela foi composta para o filme e tem um bom ritmo. Vale conferir.

 

 

Existe uma cena pós créditos que dá uma ideia do que será o próximo filme da trilogia.

 

Fãs de Knights of Sidonia e Ajin irão com certeza adorar o longa metragem. Aqueles que amam o Godzilla vão se sentir bem representados pelas revelações que o filme trará. Apesar da trama simples e direta, estamos falando do primeiro filme de uma trilogia e o papel dele é introduzir o universo. Por conta disso há detalhes que foram deixados de lado e muito provavelmente serão trabalhados nos outros que ainda estão por vir.

 

Anime: Godzilla Monster Planet
8 TRECOBOX
HISTÓRIA7
PERSONAGENS8
DESENVOLVIMENTO9
PRODUÇÃO9
ORIGINALIDADE7

Comentários via Facebook

Cinéfilo, Detonador, Farmacêutico, Gamer, Nerd, Otaku e apaixonado por novidades deste mundo que não para de surpreender. Editor nas horas a vagas e amantes de animação de todos as etnias. Severino na maioria das vezes. "Estou aqui pra ajudar, se precisar é só chamar".

Mais lidas