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Review TBX | Bela Vingança: Com potencial para ser ousado, mas desastroso para não sair do óbvio

Review TBX | Bela Vingança: Com potencial para ser ousado, mas desastroso para não sair do óbvio

Confira o que achamos de Promising Young Woman, a “bela vingança”

 

Dirigido por Emerald Fennell, Bela Vingança, originalmente intitulado Promising Young Woman, é um dos indicados ao Oscar de melhor filme esse ano. Com tema latente da atual geração, conferimos o longa e trazemos a seguir a impressão sem spoilers.

 

 

Crítica sem spoilers

 

Para começar, expliquemos a trama: Cassie é uma garota na margem de seus vinte e poucos anos, solteira, que tem uma vida comum e pacata, como atendente de uma cafeteria. Seu passado é marcado por uma tragédia durante a época da faculdade e este mesmo fato a motiva a executar seu desejo secreto. Cassie durante as noites e momentos oportunos, simula estar embriagada ou sob efeito de entorpecentes, para punir quaisquer rapazes que ousem se aproveitar da sua fraqueza encenada para abusar sexualmente dela. Alguns desses rapazes, inclusive, estão envolvidos na trama de seu passado e fazem parte de sua “bela vingança”.

 

Pontos positivos

 

O filme apresenta pontos fortes em sua direção de arte, cenografia, jogo de luzes e cores, filtros e enquadramentos estratégicos. Com predominância de tons pasteis, conferem ao longa, ares de uma obra cult.

 

 

Outro dos acertos é a escolha da protagonista. A atriz Carey Mulligan cumpre com maestria o desafio de seu papel, entregando uma interpretação convincente. Mas, dentro do esperado e nada fora do comum.

 

Efeito auréola, que conferem a personagem ares imaculados de razão e soberania.

A dinâmica também é boa, e a levada do filme, com seus pontos de virada, agrada críticos e espectadores populares, constituindo um título que bem poderia ser qualquer suspense juvenil mainstream do horário nobre.

 

A trilha sonora é uma atração a parte e conta com versões de Toxic, de Britney Spears, Boys, de Charli XCX e Stars Are Blind, de Paris Hilton. Esta última em uma divertida cena diegética.

 

 

Pontos negativos

 

A partir de então, os pontos fracos começam a aparecer no desenvolvimento do filme, roteiro e semântica.

 

O desenvolvimento do filme, se confunde entre o suspense do “porque ela pratica seus atos vingativos”, o drama do que “a protagonista vivenciou para desencadear seus desvios em relacionamentos” e até de significado amplo, onde a mensagem do filme, que tem potencial legítimo e feminista, se perde com um final totalmente injusto e com falhas de verossimilhança.

 

 

Bela Vingança é um daqueles filmes de potencial, que iniciam com objetivos ousados, mas decepcionam por não conseguir sair do óbvio e do medíocre. Parece, que na intenção de surpreender o espectador tentando fugir do clichê, finda de maneira desastrosa deixando o gostinho de revolta e catarse reprimida em quem assiste. O que é tão óbvio quanto o famoso clichê.

 

 

Por fim, Bela Vingança toca em uma ferida importante sobre a temática do abuso de mulheres em situação de incapacidade, mas desenvolve-se como um longa mediano, diminuindo bastante suas vantagens na premiação.

 

Contudo, Bela Vingança concorre ainda nas categorias de melhor direção, melhor atuação feminina, melhor roteiro original e melhor montagem.

 

Para entretenimento e ordem de conhecimento, vale conferir.

 

Filme: Bela Vingança
7.4 TRECOBOX
HISTÓRIA7
ELENCO8
DESENVOLVIMENTO6
PRODUÇÃO8
ORIGINALIDADE8

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Radialista formado se especializando em direção de arte. Sagitariano, sonhador levando a vida buscando paz, amor e um lugar ao Sol. Cinéfilo, aspirante a roteirista. Aquele otaku paulistano que vê animes nas horas vagas, lê mangás no transporte público e faz cosplays pra tirar uma onda. Geek por consequência. Sucesso é uma jornada, não um destino, tenha fé na sua capacidade, esse é meu lema.

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