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Redes sociais vão combater a divulgação de fake news

 

Novas medidas serão adotadas contra conteúdos enganosos

 

As fake news (notícias falsas) são um problema crescente quando falamos em criação e divulgação de conteúdo. Não apenas pelo fato de vivermos em uma sociedade constantemente conectada, como pela velocidade com que as informações se propagam nesses meios. As redes sociais, como o Facebook ou Twitter, são os alvos preferenciais para difusão de tais conteúdos. Uma única notícia falsa pode gerar diversas consequências políticas e econômicas, dependendo do seu alcance.

 

Redes sociais vão combater a divulgação de fake news

 

A polêmica em torno da divulgação de fake news é imensa. Uma das maiores redes sociais do mundo, o Facebook, chegou a ser investigada a respeito da influência russa nas eleições de 2016. O Google também foi alvo de críticas recentes por apresentar notícias falsas em seus mecanismos de busca. Buscando diminuir o impacto de tais atividades, diversas plataformas estão anunciando medidas de combate à propagação das fake news. Confira algumas ações abaixo:

 

Google

Redes sociais vão combater a divulgação de fake news

 

O Google vem adotando medidas expressivas para combater tais conteúdos, incluindo a criação do Google Notícias, vertente voltada ao jornalismo. A empresa pretende direcionar pouco mais de R$ 1,1 bilhões para o financiamento de projetos e cursos nesta área. Visando verificar os conteúdos disponibilizados, foi criado também um selo eletrônico. Segundo o diretor de Relações Governamentais e Políticas do Google “o selo não irá priorizar a busca, apenas checará a veracidade os fatos”.

Além de atualizar os algoritmos de sua ferramenta de busca, a empresa realizará programas específicos em ano de eleições. Em parceria com diversos veículos de mídia, será lançado o programa “comprova”, que validará as informações divulgadas.

 

Facebook

Redes sociais vão combater a divulgação de fake news

 

Após todas as polêmicas envolvendo a gigante, foi anunciado um conjunto de medidas que serão adotadas na plataforma. O Facebook fará acordos com as principais agências de checagem de fatos, em cada país que a plataforma atua. No Brasil, as agências envolvidas são a Lupa, Aos Fatos e France Press. Os conteúdos marcados como “falsos” pelos usuários serão submetidos à análise e, posteriormente, classificados em sete níveis:

  1.  “Verdadeiro” – Indicará que a informação é correta;
  2.  “Verdadeiro, mas…” – Indicará a necessidade de mais detalhes;
  3.  “Ainda é cedo pra dizer” – Possível antecipação aos fatos;
  4.  “Exagerado” – O conteúdo foi amplificado de alguma forma;
  5.  “Contraditório” – O conteúdo é incoerente;
  6.  “Insustentável” – Para conteúdos baseados em fatos fictícios;
  7.  “Falso” – Indicará que a informação é errada.

A empresa anunciou ainda que removeu cerca de seis milhões de perfis falsos de sua rede social desde o ano passado. Tais perfis são um dos principais instrumentos na divulgação e propagação de notícias falsas na plataforma.

 

Twitter

Redes sociais vão combater a divulgação de fake news

 

O Twitter anunciou diversas melhorias no sistema de criação de novas contas para sua plataforma. Segundo a empresa, também foram implementados alguns processos de auditoria em perfis já existentes. O sistema de detecção de atividades “mal-intencionadas” também foi aprimorado, sendo responsável pelo aumento no número de contas bloqueadas de 2,5 milhões em 2017 para 10 milhões em 2018.

 

Instagram

Redes sociais vão combater a divulgação de fake news

 

Embora pouco tenha se ouvido à respeito das práticas adotadas pelo Instagram para combater as fake news, ele também passou por mudanças. Desde 2016, o feed de postagens não é mais exibido em ordem cronológica para os usuários. Embora seja uma prática condenada por alguns, a empresa alega que seus algoritmos buscam selecionar o conteúdo para o usuário por relevância.

Para ordenar as publicações, a plataforma considera os seguintes “sinais”: interesse, frequência e relacionamento. A grande crítica dos usuários é que tais práticas não são suficientes para contenção de conteúdos enganosos. Segundo eles, a saída seria investir pesado na auditoria dos conteúdos publicados, ao invés de apostar em um algoritmo.

 

 

As diferente medidas adotadas pelas redes sociais refletem a preocupação com a difusão de tais fake news, porém estão longe de ser um consenso. A Trecobox ressalta que não é à favor desta prática, buscando sempre trazer seu conteúdo de maneira transparente e ética.

Em tempo, não esqueça de compartilhar e deixar a sua opinião nos comentários abaixo. Nos vemos na próxima!

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