“Quem sabe faz a hora” – Livro de Mário Sérgio Cortella aborda os desafios de gerir e liderar em tempos pandêmicos

Iniciativas decisivas para gestão e liderança

O advento da pandemia do novo corona vírus impactou as relações profissionais de uma maneira tão significativa, como nenhum outro evento foi capaz de fazê-lo desde a aceleração da globalização no início dos anos 90. Palavras como distanciamento, isolamento e reinvenção foram introduzidas à força em nosso vocabulário e tornaram-se responsáveis por mudanças permanentes em nossa sociedade, na maneira como nos relacionamos e principalmente em nosso ambiente de trabalho.

“Quem sabe faz a hora” – Livro de Mário Sérgio Cortella aborda os desafios de gerir e liderar em tempos pandêmicos

Com o propósito de lançar luz sobre esse admirável mundo novo, o filósofo Paranaense Mário Sérgio Cortella apodera-se de trecho do refrão da bela canção “Pra não dizer que não falei das flores” de Geraldo Vandré para dar título a sua mais recente obra sobre liderança corporativa “Quem sabe faz a hora” (CORTELLA, Mário Sérgio. 2021. Planeta). Embora o autor discorra sobre os desafios da liderança corporativa em momentos de incerteza, os conceitos abordados no livro são tão atuais e didaticamente explorados que todo e qualquer profissional, exerça ele um cargo de chefia ou não, poderá ser beneficiado com os conhecimentos adquiridos.

mario sergio cortella
Imagem: G1 – Globo

O capítulo inaugural da obra aborda a questão da gestão nas relações, possivelmente o tema mais desafiador aos gestores em tempos nos quais a produtividade deve ser mantida mesmo que o mundo do trabalho estabeleça novas relações. Com a implementação das necessárias medidas de distanciamento social, o tele trabalho ou home office tornou-se realidade em grande parte dos lares e com isso passou-se a perceber como os longos deslocamentos entre casa e trabalho nos tiram parte considerável do usufruto do tempo. Esse tipo de reflexão era algo muito superficial antes da pandemia, mas depois que todos foram obrigados a passar por esse tipo de experiência, a comparação entre o antes e o agora tornou-se inevitável.

Evidentemente o trabalho remoto proporcionou aos profissionais, em um primeiro momento, uma sensação de euforia por poderem adaptar rotinas e horários ao conforto do seu lar, mas com o tempo as desvantagens relacionadas à ausência do encontro, a descontração da hora do café, as trocas de experiências que permitem a rápida solução dos problemas causaram uma certa angústia que refletiu-se na execução das atividades, consequentemente tornando mais árdua a tarefa do líder.

O mestre Cortella lembra com propriedade que liderança é diferente de chefia, que consiste apenas em fazer funcionar, girar a máquina. Já a liderança, em sua atividade de gestão, busca conduzir a instituição ao futuro, enquanto procura desenvolver as habilidades do próprio líder, considerando-se que ninguém nasce qualificado, “nós somos qualificantes”.

resenha livro
Imagem: FranklinCovey Brasil

A ética também recebe especial atenção em “Quem sabe faz a hora” a partir do capítulo 9 (Não fazemos qualquer negócio!) quando o autor aborda que qualquer empreendedor deve compreender que possui responsabilidades perante terceiros e dessa forma deve evitar fazer com que o lucro seja o único elemento direcionador de sua bússola moral.

Os conceitos de ambição e ganância, lembra o autor, podem parecer idênticos mas distinguem-se na medida que uma pessoa, ou até mesmo empresa, ambiciosa é aquela que almeja mais, que foge do comodismo buscando sempre patamares mais elevados. Já a pessoa gananciosa é aquela que quer somente para si e a qualquer custo. Nesse contexto a ética surge como linha divisória entre o ambicioso e o ganancioso, permitindo ao primeiro conquistar credibilidade ao passo que o segundo afasta-se dela irremediavelmente.

Outro ponto bastante relevante na obra do filósofo paranaense é a importância da exemplaridade da conduta do líder, nos ditames da célebre frase atribuída ao pensador e filósofo chinês Confúcio: “A palavra convence, mas o exemplo arrasta.” A liderança exemplar faz com que ocorra no ambiente de trabalho uma contaminação positiva de que a conduta correta e disciplinada conduz a um futuro mais fértil e isso mantém uma vitalidade maior na organização.

A abordagem leve e didática do livro de Cortella permitem aos mais variados tipos de leitores a assimilação de conceitos corporativos relevantes e de fácil aplicação. O fato é que a sociedade de uma maneira geral, assim como o mundo do trabalho, implementou diversas adaptações que permanecerão mesmo após a superação do período pandêmico e com isso os conceitos elencados no livro tornam-se urgentes ao conseguirem nos auxiliar na acomodação a um mundo que jamais voltará a ser o mesmo.

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