Primeiro as Damas mal estreou na Netflix e já conquistou o Top 2 dos filmes mais vistos hoje

Com Sacha Baron Cohen e Rosamund Pike, Primeiro as Damas estreia na Netflix misturando sátira, humor e crítica social.
A Netflix acaba de adicionar ao catálogo o filme Primeiro as Damas, nova comédia estrelada por Sacha Baron Cohen e Rosamund Pike. Misturando humor constrangedor, crítica social e ambiente corporativo, o longa aposta em uma premissa provocativa: e se homens e mulheres trocassem completamente de posição na sociedade?
Abaixo você pode continuar a
leitura do artigo
Dirigido por Thea Sharrock, o filme tenta usar a sátira para discutir desigualdade de gênero, privilégios e relações de poder dentro do mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, também entrega situações absurdas e desconfortáveis típicas das comédias modernas da Netflix.
Mesmo dividindo opiniões entre crítica e público, o longa rapidamente entrou na lista de produções mais comentadas da plataforma no Brasil. Parte disso acontece pelo elenco conhecido, mas também pelo tema polêmico que transforma o ambiente corporativo em um verdadeiro campo de batalha social.
A seguir, veja detalhes da história, do elenco, das críticas e por que o filme vem chamando tanta atenção nas redes sociais.
Leia mais:
Sessão da Tarde na Globo: veja os filmes de 25 a 29 de maio
Qual é a história de Primeiro as Damas?
Em Primeiro as Damas, Damien Sachs é um executivo arrogante de uma grande agência de publicidade chamada Atlas. Rico, influente e acostumado a tratar colegas com superioridade, ele acredita que herdará naturalmente a presidência da empresa quando o atual CEO deixar o cargo.
Interpretado por Sacha Baron Cohen, Damien representa o típico executivo convencido que domina reuniões, interrompe funcionários e trata mulheres como peças secundárias dentro da companhia.
Tudo muda quando investidores começam a pressionar a Atlas para colocar mulheres em cargos de liderança. O movimento não surge por consciência social, mas sim por pressão pública e necessidade de melhorar a imagem da empresa diante do mercado.
É nesse momento que Alex Fox entra na história.
Vivida por Rosamund Pike, Alex é uma executiva extremamente competente, respeitada e preparada para ocupar posições de poder. No entanto, Damien quer apenas usar sua presença como fachada para aliviar críticas externas.
Ao perceber que está sendo tratada como uma peça decorativa dentro da empresa, Alex abandona o cargo. Durante uma discussão, Damien sofre um acidente e acorda em uma realidade completamente diferente.
O mundo invertido apresentado pelo filme
Após bater a cabeça, Damien desperta em uma sociedade dominada por mulheres. Nesse novo universo, são elas que controlam empresas, ocupam cargos importantes e determinam as regras sociais.
Os homens, por outro lado, passam a enfrentar exatamente os mesmos comportamentos machistas que mulheres enfrentam há décadas.
O roteiro transforma pequenas situações do cotidiano em momentos de constrangimento para o protagonista. Damien começa a ser ignorado em reuniões, recebe comentários sobre aparência física e percebe que perdeu completamente o respeito profissional que tinha anteriormente.
A própria Atlas muda radicalmente.
Personagens femininas antes invisíveis dentro da empresa assumem posições de comando. Felicity, antes recepcionista, torna-se presidente da companhia. Já Glenda, antiga faxineira, assume o controle financeiro da empresa.
Enquanto isso, Damien tenta desesperadamente recuperar o espaço que perdeu.
Rosamund Pike rouba a cena no longa
Mesmo com o nome de Sacha Baron Cohen estampado como principal destaque do filme, muitos espectadores apontam que quem realmente domina as cenas é Rosamund Pike.
A atriz constrói Alex como uma personagem fria, elegante e extremamente calculista. Sem precisar levantar a voz, ela consegue intimidar Damien apenas com postura e presença dentro das reuniões corporativas.
A dinâmica entre os dois personagens se torna o centro da narrativa. Enquanto Damien tenta recuperar influência, Alex passa a ocupar naturalmente espaços que antes pertenciam exclusivamente aos homens.
Essa disputa corporativa acaba gerando algumas das melhores cenas do filme, especialmente nos momentos ambientados dentro da Atlas.
Humor constrangedor de Primeiro as Damas divide opiniões
Desde o lançamento, Primeiro as Damas vem dividindo opiniões justamente pelo tipo de humor escolhido pelo roteiro.
Parte do público elogiou a tentativa de inverter papéis sociais para discutir desigualdade de gênero de forma mais acessível. Outros espectadores, porém, criticaram o excesso de exageros e a repetição constante da mesma piada ao longo da narrativa.
O longa aposta frequentemente em situações desconfortáveis, trocando comportamentos tradicionalmente associados ao machismo para criar humor. Em alguns momentos, isso funciona bem. Em outros, o filme parece insistir demais na mesma ideia.
Há também críticas ao fato de a produção não aprofundar suas discussões sociais. Em vez de construir debates mais sofisticados sobre desigualdade no mercado de trabalho, o roteiro prefere focar em cenas absurdas e situações caricatas.
Ainda assim, a proposta consegue gerar conversas nas redes sociais justamente por tocar em temas atuais ligados ao ambiente corporativo, privilégio masculino e relações de poder.
Elenco reúne nomes conhecidos do cinema e da TV
Além de Sacha Baron Cohen e Rosamund Pike, o filme reúne diversos nomes conhecidos do público.
O elenco também conta com:
- Charles Dance
- Fiona Shaw
- Emily Mortimer
- Richard E. Grant
- Weruche Opia
A direção fica nas mãos de Thea Sharrock, conhecida por trabalhos que misturam humor e drama em histórias mais humanas e emocionais.
Primeiro as Damas tenta criticar o machismo corporativo
Apesar do tom leve e exagerado, o filme deixa clara sua intenção de provocar reflexões sobre desigualdade de gênero dentro do ambiente profissional.
O longa mostra como comportamentos considerados “normais” por muitos homens passam a parecer absurdos quando direcionados a eles mesmos.
Interrupções constantes em reuniões, comentários sobre aparência física, desvalorização profissional e pressão estética aparecem o tempo inteiro na rotina de Damien após a mudança de realidade.
O problema, segundo parte da crítica especializada, é que o roteiro prefere transformar quase tudo em piada, sem desenvolver discussões mais profundas sobre o tema.
Mesmo assim, o filme consegue funcionar como entretenimento justamente por apostar em situações desconfortáveis que fazem o espectador perceber como certos comportamentos continuam presentes no cotidiano corporativo.
Vale a pena assistir Primeiro as Damas?
Para quem gosta de comédias satíricas e humor constrangedor, Primeiro as Damas pode ser uma experiência divertida, principalmente pelo elenco e pela proposta inusitada.
Já espectadores que procuram uma crítica social mais sofisticada talvez saiam decepcionados com o excesso de exageros e a repetição de algumas piadas.
O filme funciona melhor quando foca nas disputas dentro da empresa e nas pequenas situações de humilhação cotidiana enfrentadas por Damien. Nessas cenas, o roteiro consegue equilibrar humor e desconforto de maneira mais eficiente.
Mesmo sem reinventar o gênero, a produção certamente entra na lista de lançamentos da Netflix que mais devem gerar comentários nas próximas semanas.
Com apenas 84 minutos de duração, o longa entrega uma experiência rápida, provocativa e carregada de ironia sobre poder, privilégio e relações sociais dentro do mundo corporativo.




