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Famosa mangaká de BL, Hatoko Machiya, faz apelo aos fãs

Famosa mangaká de BL, Hatoko Machiya, faz apelo aos fãs

 

Apelo de mangaká é assunto delicado e constante

 

A mangaká Hatoko Machiya se pronunciou através da sua conta no Twitter nesta segunda (02) pedindo aos fãs para não comprarem as versões em inglês não oficiais de seus trabalhos. Machiya se refere aos scans que trabalham com seu mangás de forma “ilegalmente traduzida” e lembrou aos leitores que ela não está “em uma posição financeira para oferecer seu trabalho gratuitamente…”.

Machiya possui várias trabalhos como Orokamono Wangel Night, Chotto Matte yo Hanaya-san e Koi to wa Yobenai, mas nenhum publicado oficialmente em inglês. As versões japonesas são publicadas pelas revistas Craft da Taiyo Tosho, Hertz, Be x Boy Gold e outras revistas da Be x Boy da Libre Shuppan.

 

 

Para minha audiência de língua inglesa. Recentemente confirmei com meus editores que todas as traduções em inglês do meu trabalho na internet não são oficialmente, mas ilegalmente traduzidas uploads. Por favor, não pague para lê-los!

Passo tanto tempo e esforço para criar cada trabalho. Não estou em condições financeiras de oferecer meu trabalho gratuitamente, e o dinheiro que é gasto em cópias ilegais NÃO me beneficia. É um problema sério para mim como artista profissional.

Como é agora, pensei que é minha esperança ver meu trabalho oficialmente traduzido no futuro, os editores não têm planos de lançar uma versão em inglês e não podem comentar sobre isso.

Eu pedi para traduzir essa mensagem. Eu não falo inglês, e eu não posso responder se você me enviar uma mensagem.
Muito obrigado por sua atenção sobre este assunto.

Machiya Hatoko

 

Uma reclamação que já vem de muito tempo

Além do mais, não é de hoje que autores usam suas contas nas redes sociais para se pronunciar sobre o delicado assunto, de modo a tentar estreitar os laços com seus fãs. Outro que fez o mesmo apelo foi o criador de Gangsta, Kohsuke, em outubro do ano passado. Vale lembrar que diversos outros criadores fizeram comentários de apoio depois que o site de mangá pirata Mangamura foi encerrado no ano passado.

Com isso, ela alega que a prática a afeta diretamente, já que seus trabalhos não estão sendo publicados por editoras americanas. Muitos desses sites não são de pagamento obrigatório e é feito de forma voluntária até para manter as publicações e os custos de se ter um site em dia.

Infelizmente, é compreensível o lado de quem está pedindo para que seu trabalho seja pago. É possível compará-lo ao uso de arte sem os devidos créditos e que muitos fazem campanha de “apoiem seu artista”, mas nem sempre o cumprem.

 

Capa do mangá Orokamono Wangel Night.

 

Mesmo assim, é possível ver que, através desses “sites piratas”, uma boa parte dos leitores acabam adquirindo, de alguma forma, uma edição original de algum trabalho desses artistas.

Por outro lado, muitos desses mangakás não tem a noção da tamanha extensão que o seu trabalho consegue atingir, então fica difícil pedir que pessoas dos fandoms, e que tem um pouco mais de conhecimento, não façam a gentileza de traduzir para sua língua materna esses trabalhos, o que ajuda a divulgar ainda mais esses artistas. A barreira linguística é real e, no caso do Brasil, o índice é alto, já que nem todos tem acesso ao inglês, muito menos japonês.

Resumindo, essa discussão e tais apelos devem perdurar por um bom tempo. Além disso, não sabemos o quanto esses sites afetam de forma monetária esses mangakás e, eventualmente, as editoras. Um meio termo está longe de ser encontrado.

 

E você? O que acha disso tudo? Usa sites para ler seus mangás favoritos? Compra de forma legal algum produto dos mesmos? Não deixe de comentar!

 

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Graduada em Arquitetura & Urbanismo, aficionada pelo universo da cultura japonesa, fujoushi convicta, colecionadora de action figures e apreciadora de um bom e velho rock'n roll. \m/

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