Julia Reichert deixou seu nome no mercado na indústria cinematográfica com American Factory, documentário pelo qual ela levou o Oscarpara casa em 2019. Aos 76 anos, a cineasta americana teve sua morte confirmada por seu marido na última quinta-feira, 1° de dezembro.
A informação veio pelo Deadline nesta sexta-feira, 2 de dezembro, a qual detalha que ela perdeu a batalha contra seu câncer de bexiga aos 76 anos de idade. Sua morte foi anunciada pela estação de rádio WYSO em Yellow Springs, no Ohio, onde tinha anteriormente estrelado.
Nos trabalhos de Julia Reichert, podemos citar Union Maids (1976), Seeing Red: Stories of American Communists (1983) e The Last Truck: Closing of a GM Plant (2009), os quais foram indicados ao Oscar.
As temáticas nas quais a cineasta focava eram dificuldades de classe, desigualdade de gênero, raça e o impacto da economia global na classe média.
Ela também era uma professora de filmes na Wright State University in Dayton, onde atuava desde 1970 com intenção de ensinar que filmes também poderiam servir como uma ferramenta de organização para movimentos sociais.
Reprodução: The New York Times
Julia Reichert também ganhou destaque com Lion in the House, produção de 2006 na qual focava em crianças com câncer, algo que ela devido a trajetória de vida da sua filha, que vivia com Linfoma de Hodgkin. Este, inclusive, acabou recebendo até mesmo um Primetime Emmy.
Em seu projeto de maior sucesso, como mencionado no começo, temos American Factory, o qual mostrava as dificuldades de pessoas chinesas viverem no ‘sonho americano’ após serem empregadas em uma fábrica nos Estados Unidos. Em parceria com a Netflix, esse projeto foi produzido pela Higher Ground Productions, de Michelle e Barack Obama.
Julia Reichert deixa seu diretor parceiro e marido, Steven Bognar, sua filha, Leia Klein Holt, três irmãos, dois netos e um sobrinho.
Confira o trailer de American Factory, sucesso de Julia Reichert