Na última semana foi anunciado que eu interpretaria o Major Ben Daimio no reboot de Hellboy. Eu aceitei o papel sem saber que o personagem nos quadrinhos originais era um asiático. Aconteceram algumas conversas intensas e compreensivelmente incomodadas desde o anúncio, e eu preciso fazer o que sinto que é certo.
Está claro que representar este personagem de uma forma culturalmente correta tem significância para as pessoas, e que negar esta responsabilidade iria continuar uma preocupante tendência de apagar histórias e vozes de minorias étnicas nas Artes. Eu sinto que é importante honrar e respeitar isso. Então eu decidi sair para que o papel possa ter algo apropriado.
Representação de diversidade étnica é importante, especialmente para mim, já que eu tenho uma família mestiça. É nossa responsabilidade fazer decisões morais em tempos difíceis e de dar voz para a inclusão. Eu espero que um dia estas discussões se tornem menos necessárias e que nós possamos ajudar a tornar igualdade de representação nas Artes uma realidade.
Fico triste de deixar Hellboy, mas se esta decisão nos deixa mais próxima deste dia, vai valer a pena. Espero que faça a diferença.
Com amor e esperança,
Ed Skrein
A polêmica vem a tona, uma vez que especulasse que a indústria cinematográfica, pratica o que é pejorativamente chamado de whitewashing (embranquecimento), onde se coloca um ator ou atriz branco(a) para representar personagens de diferentes etnias. Recentemente, o assunto foi colocado em pauta quando no filme Ghost In The Shell, Scarlett Johansson interpretava uma protagonista originalmente asiática.

Comprovado ou não, o fato é que agora o filme segue sem um interprete para o personagem Major Ben Daimio, que volta a se tornar uma incógnita.