Ótimo thriller policial da Netflix promete ação e tensão do começo ao fim

Suspense e ação!

“Cruzando a Linha” um filme Netflix, retrata a realidade dos assistentes sociais e famílias desestruturadas nos EUA

O novo filme do italiano Michele Civetta, “Cruzando a Linha“, mergulha na vida dos assistentes sociais e das famílias desestruturadas nos Estados Unidos. Essa realidade, muitas vezes, é negligenciada e pouco discutida. Civetta parte da estatística de que 250 mil crianças entram no sistema de adoção nos EUA todos os anos e, com muita sensibilidade, cria personagens que demonstram a complexidade e a dureza dessa situação.

O protagonista, Parker Jode, interpretado por Shea Whigham, é um assistente social que cuida de tudo e de todos, menos de si mesmo. A história gira em torno de suas ações e decisões, que muitas vezes são tomadas no limite da legalidade e moralidade, enquanto enfrenta seus próprios problemas e vícios.

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Como se desenvolve a trama de “Cruzando a Linha”?

Jode assume a responsabilidade de proteger e cuidar de várias famílias com problemas familiares e sociais. Algumas situações são especialmente difíceis, como o caso da jovem Ashley, interpretada por Taegen Burns, que vive com sua mãe Dahlia (Olivia Munn) e o padrasto Mike (Zach Avery), um homem envolvido com o tráfico e outros crimes.

Além de enfrentar a crise familiar, “Cruzando a Linha” também aborda aspectos políticos e policiais envolvidos nessa realidade, como a relação corrupta entre a detetive King (Shannon Adawn) e o criminoso Duke Harmaday (Frank Grillo). O desenrolar do enredo envolve ainda a tentativa de reconciliação entre Jode e seu pai, Marcus (Bruce Dern), que ocorre de maneira emocionante e surpreendente.

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Qual a mensagem que “Cruzando a Linha” nos traz?

O filme mostra a difícil realidade enfrentada pelos assistentes sociais, que muitas vezes precisam lidar com o fardo emocional e moral de se envolverem com famílias problemáticas, além das consequências legais de suas ações. O desfecho de “Cruzando a Linha”, em muitos aspectos, leva o espectador a refletir sobre tudo o que poderia ter sido diferente na história, e até onde estamos dispostos a ir para proteger aqueles que amamos.

A estreia de Michele Civetta como diretor de longa-metragem é promissora, apesar de algumas falhas na narrativa e na direção. “Cruzando a Linha” comprova o potencial de Civetta em abordar temas profundos e complexos, e esperamos que ele continue a explorar essas questões em suas futuras obras.