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Crítica do filme À Sombra do Medo: renovação do gênero de horror

Quando falamos de filmes de horror, algumas expectativas são criadas. Gritos aterrorizados, sombras sinistras, sustos inesperados. Porém, na esfera do cinema independente, o longa-metragem “À Sombra do Medo” encontrou uma maneira inovadora de surpreender seus espectadores. Situado na Teerã dos anos 80, o filme combina com sucesso elementos do horror clássico com questões sociopolíticas estrategicamente colocadas.

Isso sem mencionar a figura feminina em um papel principal, um específico que geralmente é reservado para as personagens masculinas. Talvez mais impressionante é que tudo isso é conseguido no primeiro longa-metragem do cineasta iraniano Babak Anvari.

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E o que faz “À Sombra do Medo” ser um recurso único no gênero de horror?

Basicamente a trama gira em torno de Shideh (Narges Rashidi) e sua filha Dorsa (Avin Manshadi) que vivem de forma reclusa em um apartamento em Teerã durante iminentes bombardeios. Shideh, uma mulher que luta pelos seus direitos e por sua carreira em Medicina, muito embora tenha sofrido sabotagens por se envolver com movimentos políticos de esquerda no passado, se vê sozinha quando seu marido é chamado para a guerra.

As ameaças são apenas externas?

Não. Enquanto se deparam com a violência real de bombardeios e restrições de direitos, mãe e filha começam a sentir a presença de uma entidade no apartamento. Uma entidade chamada Djin, extraída de antigas lendas do Alcorão. No entanto, as expectativas clichês são revertidas quando Shideh, em vez de se tornar paranoica, assume o papel de cética e enfretará sozinha esse desafio.

E o que podemos esperar de “À Sombra do Medo”?

Pela descrição, podemos esperar um filme de terror intenso, sim; mas que também surpreende em cada nova etapa. Anvari desafia as convenções do gênero de terror, destacando as complexidades da sociedade iraniana e, em particular, a experiência feminina nesta sociedade. Com performances fortes tanto de Rashidi quanto de Manshadi, “À Sombra do Medo” promete manter o espectador na ponta da cadeira enquanto se debate questões de gênero, política e superstições culturais.

Em resumo, “À Sombra do Medo” apresenta uma nova perspectiva para o gênero de horror. Tem todas as marcas clássicas de um filme de terror, mas também tem uma profundidade e um senso de realidade que às vezes estão ausentes nestes filmes. É um lembrete poderoso de que os monstros mais assustadores podem ser aqueles que encontramos na vida real.