Sessão da Tarde hoje: veja o filme desta sexta-feira (2)

A Sessão da Tarde hoje, 2 de outubro de 2026, encerra a programação da semana com uma produção brasileira que mistura romance, comédia e uma sequência de confusões. A escolha da Globo para esta sexta-feira traz personagens conhecidos do público e uma história que atravessou gerações desde sua chegada aos cinemas.
O longa acompanha uma jovem apaixonada pela magia do cinema que começa a questionar o futuro que havia planejado depois de conhecer um homem completamente diferente de tudo aquilo que fazia parte de sua rotina. O problema é que esse novo romance vem acompanhado de perseguições, ciúmes e perigos inesperados.
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Com nomes como Selton Mello, Débora Falabella e Marco Nanini no elenco, a atração desta sexta fecha uma semana bastante variada na Sessão da Tarde. Confira abaixo qual é o filme de hoje, relembre sua história e saiba por que a produção continua tão conhecida mais de duas décadas depois.
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Qual filme passa na Sessão da Tarde hoje, 2 de outubro?
O filme da Sessão da Tarde desta sexta-feira é Lisbela e o Prisioneiro, comédia romântica brasileira lançada em 2003 e dirigida por Guel Arraes.
A história coloca no centro da trama Lisbela, uma jovem apaixonada por cinema que vive no interior de Pernambuco e está prestes a se casar. Sua rotina, porém, muda depois da chegada de Leléu, um malandro conquistador acostumado a viajar, improvisar negócios e escapar das confusões que cria pelo caminho.
A aproximação entre os dois desperta uma paixão inesperada, mas o romance está longe de ser simples. Lisbela já possui um noivo, enquanto Leléu carrega problemas suficientes para colocar sua própria vida em risco.
Entre eles está Frederico Evandro, um perigoso matador que começa a persegui-lo depois de descobrir que o aventureiro se envolveu com sua esposa. A partir daí, romance, humor e perseguição passam a dividir espaço durante toda a história.

Sobre o que é Lisbela e o Prisioneiro?
Lisbela tem uma relação especial com o cinema. Ela frequenta as sessões, acompanha romances e aventuras e conhece tão bem a lógica dos filmes que muitas vezes parece prever aquilo que acontecerá com os personagens antes mesmo do final.
Na vida real, entretanto, seu caminho parece bem mais previsível. Ela está comprometida com Douglas e aparentemente pronta para seguir uma rotina já definida, até que Leléu aparece na cidade e transforma completamente essa segurança.
Leléu é o oposto da estabilidade. Charmoso e improvisador, ele vive de pequenas oportunidades e costuma conquistar as pessoas com conversa e criatividade. Suas aventuras, no entanto, frequentemente terminam em problemas dos quais precisa fugir.
O encontro com Lisbela cria algo diferente para os dois. Ela percebe que talvez possa viver uma história tão emocionante quanto aquelas que vê nas telas, enquanto Leléu começa a encontrar motivos para deixar para trás sua vida de conquistas passageiras.
Romance e cinema caminham juntos durante a trama
Uma das características mais marcantes de Lisbela e o Prisioneiro é a forma como o próprio cinema faz parte da história. Lisbela não apenas gosta de filmes: ela interpreta acontecimentos da vida a partir das histórias que acompanha na tela.
Essa relação permite que o longa brinque com clichês tradicionais de romance, aventura e ação. Em vários momentos, a trama parece seguir exatamente aquilo que Lisbela espera de um filme, apenas para modificar a situação logo depois.
A produção utiliza esse recurso para criar humor e também para comentar a maneira como o cinema constrói expectativas sobre o amor. Lisbela espera emoções grandiosas, mas descobre que viver sua própria aventura pode ser bem mais complicado.
Essa metalinguagem ajuda a diferenciar o longa de uma comédia romântica convencional. O romance é central, mas existe uma brincadeira constante entre aquilo que acontece na tela e aquilo que Lisbela gostaria que acontecesse em sua própria vida.
Selton Mello interpreta Leléu
Selton Mello vive Leléu, personagem responsável por movimentar boa parte dos acontecimentos. Ele aparece como um homem esperto, sedutor e acostumado a escapar de situações complicadas por meio de improviso e conversa.
Seu estilo de vida faz com que esteja sempre em movimento. Permanecer muito tempo em um mesmo lugar significa correr o risco de enfrentar as consequências das confusões que deixou para trás.
A relação com Lisbela começa de maneira inesperada, mas rapidamente se torna diferente das outras conquistas do personagem. Pela primeira vez, Leléu encontra alguém capaz de fazê-lo considerar uma mudança mais profunda em sua vida.
Selton Mello equilibra humor e romance no papel, construindo um personagem que pode ser malandro em uma cena e vulnerável na seguinte. Essa combinação ajudou Leléu a se tornar uma das figuras mais lembradas do filme.
Débora Falabella dá vida a Lisbela
Débora Falabella interpreta Lisbela, personagem que começa a história dividida entre a segurança de uma vida previsível e a vontade de experimentar algo mais próximo das aventuras que conhece pelo cinema.
A jovem não aparece apenas como alguém esperando por um romance. Sua paixão pelos filmes revela uma personagem curiosa, observadora e cheia de expectativas sobre como a própria história deveria se desenvolver.
A chegada de Leléu coloca essas expectativas em conflito com a realidade. O novo sentimento faz Lisbela questionar tanto o casamento quanto a ideia de seguir um caminho simplesmente porque ele parecia estar definido.
O relacionamento entre os dois funciona justamente porque ambos representam mundos diferentes. Enquanto Lisbela sonha com grandes histórias, Leléu vive de improviso, e essa combinação cria boa parte da força do casal.
Marco Nanini é o perigoso Frederico Evandro
Outro grande nome do elenco é Marco Nanini, responsável por interpretar Frederico Evandro. O personagem é um matador temido que começa a perseguir Leléu depois de descobrir o envolvimento dele com Inaura.
Apesar de representar uma ameaça real, Frederico também participa de vários momentos de humor. A interpretação combina perigo e exagero na medida certa para manter o personagem dentro do tom da comédia.
Virginia Cavendish interpreta Inaura, responsável por iniciar uma das maiores confusões da vida de Leléu. Já Bruno Garcia vive Douglas, o noivo de Lisbela, que também se transforma em obstáculo para o novo romance.
O elenco ainda conta com André Mattos e outros nomes conhecidos da televisão e do cinema brasileiro, criando um grupo de personagens secundários tão importantes para o humor quanto o casal principal.
Filme é adaptação de uma obra de Osman Lins
A história de Lisbela e o Prisioneiro não nasceu no cinema. O longa é inspirado na peça homônima escrita por Osman Lins, importante nome da literatura brasileira.
A obra foi publicada na década de 1960 e posteriormente ganhou diferentes adaptações. Antes de chegar às salas de cinema, a história também passou pela televisão, ampliando o alcance de seus personagens.
Guel Arraes levou a trama ao cinema em 2003, mantendo elementos centrais da obra ao mesmo tempo em que criou uma linguagem muito ligada ao audiovisual e à cultura popular brasileira.
A adaptação também reforçou a relação de Lisbela com o cinema, transformando essa paixão em parte essencial da estrutura narrativa.
Cultura nordestina dá identidade ao filme
O Nordeste não aparece apenas como cenário em Lisbela e o Prisioneiro. O ambiente influencia diretamente o humor, os personagens, a linguagem e até a maneira como os conflitos são apresentados.
A produção utiliza elementos culturais da região para criar uma identidade muito particular, distante das comédias românticas que poderiam acontecer em qualquer lugar.
Leléu, por exemplo, representa a figura do malandro que precisa usar inteligência e criatividade para sobreviver. Já os personagens que cruzam seu caminho carregam características que ajudam a construir esse universo específico.
A mistura entre cultura regional, romance e humor foi uma das razões pelas quais o filme conseguiu se destacar no cinema nacional dos anos 2000.
Trilha sonora virou parte da memória do público
A trilha sonora é outro elemento muito associado a Lisbela e o Prisioneiro. As músicas reforçam o romance e ajudam a construir a atmosfera emocional da produção.
Entre as canções mais lembradas está Você Não Me Ensinou a Te Esquecer, na voz de Caetano Veloso. A música ganhou ainda mais projeção depois de aparecer no filme e acabou ficando diretamente ligada à história para parte do público.
Outras faixas brasileiras também complementam as cenas e ajudam a reforçar a identidade cultural do longa.
A força da trilha mostra como o filme conseguiu combinar diferentes elementos — música, literatura, televisão e cinema — em uma produção com personalidade própria.
Vale a pena assistir ao filme da Sessão da Tarde hoje?
Para quem gosta de comédia romântica brasileira, Lisbela e o Prisioneiro reúne vários elementos que ajudam a explicar por que a produção continua conhecida mais de vinte anos depois de seu lançamento.
O romance entre Lisbela e Leléu é o ponto central, mas o filme não depende apenas dele. Humor, perseguições, personagens excêntricos e referências ao próprio cinema mantêm a história movimentada.
O elenco também é um grande atrativo. Selton Mello, Débora Falabella, Marco Nanini e Virginia Cavendish ajudam a criar personagens que continuam facilmente reconhecíveis pelo público.
Para espectadores que já assistiram ao longa, a exibição pode funcionar como uma oportunidade de revisitar um título marcante dos anos 2000. Para quem ainda não conhece, é uma chance de acompanhar uma das comédias românticas brasileiras mais populares de sua época.

Sessão da Tarde fecha a semana com cinema nacional
A escolha de Lisbela e o Prisioneiro encerra uma semana de gêneros bastante variados na Sessão da Tarde. A Globo começou com romance, passou por drama religioso, aventura familiar e fantasia antes de chegar à comédia brasileira.
Nesta sexta-feira, a programação troca grandes efeitos visuais e ameaças sobrenaturais por um romance cheio de humor, perseguições e referências ao cinema.
O filme do dia 2 de outubro também reforça a presença do cinema nacional na faixa vespertina, com uma produção que reuniu nomes importantes do audiovisual brasileiro e conquistou espaço na memória do público.
Entre o sonho de Lisbela de viver uma grande história e as confusões que acompanham Leléu por onde passa, a Sessão da Tarde encerra a semana com uma aventura romântica que já se tornou um clássico popular do cinema brasileiro.
Imagem: Reprodução Globo



