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Desalma | Autora fala sobre fala sobre a mais nova série original do Globoplay

Desalma | Autora fala sobre fala sobre a mais nova série original do Globoplay

 

Autora do drama sobrenatural Desalma fala sobre a série, que estreia no dia 22 no Globoplay

 

Grande fã de histórias do terror, a estreia de Ana Paula no audiovisual não poderia ser diferente: Ela é a autora da série Desalma, original Globoplay, que estreia no próximo dia 22. O elenco reúne nomes consagrados e jovens talentos: Cassia Kis, Claudia Abreu, Maria Ribeiro, Bruce Gomlevsky, Anna Melo, Camila Botelho, Valentina Ghiorzi entre outros. “Desalma é um drama sobrenatural, com camadas. É a não aceitação da morte e tem relação com transmigração de almas. Esse tema tem muito a ver com o meu universo. Gosto de terror e sobrenatural desde pequena e tenho uma trajetória com histórias do gênero em toda a minha vida.”, conta Ana Paula.

A premiada escritora de livros, vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura, se mudou do Rio de Janeiro para Curitiba há quatro anos, onde começou a identificar os costumes e tradições de outros povos. “Meu primeiro impacto foi na comida, até que eu comecei a ver os bosques, os parques da cidade, as festas típicas, os vários grupos folclóricos. Achei isso muito impressionante e pensei que o resto do Brasil precisava conhecer o que existe ali”, conta Ana Paula.

Foi em Prudentópolis, cidade do Paraná, que a escritora se aprofundou nas tradições da Ucrânia e se inspirou para a série. “O leste europeu é extremamente místico. Peguei essa atmosfera muito rica culturalmente para uma história com elementos sobrenaturais. A ideia é trazer um costume diferente, que é lindo e está praticamente apagado, e que também faz parte do Brasil”, completa.

 

Desalma é uma série original Globoplay, desenvolvida pelos Estúdios Globo, criada e escrita por Ana Paula Maia com direção artística de Carlos Manga Jr. e direção de João Paulo Jabur e Pablo Müller.

 

Autora Ana Paula Maia.

Você tem sete livros publicados. É de onde vêm a sua linguagem e o seu interesse por esse tipo de tema?
A grande influência da minha literatura é Sergio Leone, então meus livros têm cara de faroeste, onde os personagens não são pobres coitados. É um universo muito diferente do que fiz para o audiovisual. Desalma não tem absolutamente nada a ver com os livros, é um projeto que tem a ver com as minhas referências de série e cinema.

Quem é o protagonista de Desalma?
Desalma não tem um protagonista, mas uma linha de frente. São basicamente as mães das famílias diretamente envolvidas na tragédia e nos mistérios. As mulheres têm um protagonismo muito grande em Desalma – muito diferente da minha literatura, que fala sobre homem. É a primeira vez que eu escrevo sobre mulheres, a história tem uma relação forte com a maternidade.

De onde veio a ideia de inserir a cultura ucraniana?
Eu moro em Curitiba há quatro anos e foi lá onde comecei a identificar os costumes e tradições de outros povos. Meu primeiro impacto foi na comida, até que comecei a ver os bosques, os parques da cidade, as festas típicas, os vários grupos folclóricos. Comecei a achar isso muito impressionante e pensei que o resto do Brasil precisava conhecer o que existe ali. Então, me aprofundei nessa cultura em Prudentópolis, cidade do interior do Paraná, foi lá que me inspirei para criar Desalma. A maior comunidade ucraniana fora da Ucrânia é no Brasil. Eles mantêm vivas as festas, as tradições, e quase ninguém sabe nada sobre isso. Além disso, o leste europeu é extremamente místico. Peguei essa atmosfera muito rica culturalmente para uma história com elementos sobrenaturais. A ideia era trazer um costume diferente, que é lindo e está praticamente apagado, e que também faz parte do Brasil.

Como foi o trabalho com o Carlos Manga Jr. e a equipe de produção?
Como eu escrevo sozinha e tenho essa independência criativa, fico encantadíssima quando o projeto vai para a mão de outros profissionais. O Manga é um diretor que tem mão para histórias mais densas, um lugar mais sombrio e estrear nesse gênero com ele é uma alegria muito grande. A gente tem um gosto parecido e as referências semelhantes. Quando o diretor e o autor transitam no mesmo universo ajuda muito. Fico impressionada com todo o processo, uma coisa que nunca vivi antes, ver o texto tomando forma, se materializando. Poder ver o projeto se tornando algo grandioso, com muitos atores, é algo incrível.

 

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