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Crítica Arcane – É a carta de amor aos fãs e a melhor forma de apresentar League of Legends para quem não é fã

Arcane conseguiu mostrar como uma adaptação bem feita pode conversar com todos os públicos, desde dos fãs mais fervorosos do jogo até quem não conhecia nada sobre o jogo e seus personagens.

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Você provavelmente conhece o League of Legends, ou LOL, como um jogo MOBA que é um grande sucesso no mundo todo, e assim como qualquer outro jogo online, não é um jogo que todo mundo vá gostar e gastar horas jogando.  No entanto, a produtora do jogo a Riot Games procurou trazer para seu jogo algo mais consistente para seus jogadores do que apenas as infinitas partidas, e isso é justamente a história que é pensada pra cada personagem, os diálogos e as interações entre os personagens que são feitas esporadicamente durante as partidas, tudo isso é apenas mais um detalhe dentro jogo, mas isso traz uma nova visão sobre os embates feitos dentro do jogo.

E é justamente pegando um pedaço dessa história que está sendo feita a mais de 10 anos que Arcane chegou na Netflix e está se mostrando mais um sucesso da locadora vermelha.

A história e o mundo de Arcane:

Em Arcane, temos uma história que aborda a relação entre Piltover e a Subferia, que mais tarde vai se tornar Zaun, enquanto Piltoveer é uma cidade abastada que é governada por um conselho que não se preocupa em ajudar a melhorar outras partes menos abastadas da cidade. E com isso temos a Subferia que por descaso da cidade alta se torna um local pobre e quase sem lei, nesse local todo tipo de crime ocorre a revolta dos moradores e então uma revolta acontece e a Subferia perde, e assim a clara distinção entre as duas cidades ainda se mantém.

A história da série continua e se divide basicamente em dois núcleos, o primeiro acontece com as duas irmãs Violet e Powder e seu grupo de amigos tendo que lidar com as consequências de um roubo mal sucedido que tomou proporções gigantescas e que ameaça abalar ainda mais a já conturbada relação entre as duas cidades. E o segundo núcleo é focado em Jayce e em sua pesquisa que procura mistura magia e tecnologia para criar melhorias nos mais diversos pontos dentro de Piltover, no entanto devido a sua pesquisa ser considerada perigosa e ilegal, ela tem que ser feita em segredo, porém o alvo do roubo das duas irmãs é justamente sua casa.

Ao decorrer dos episódios somos apresentados a aliados e inimigos dos dois núcleos, a maioria deles sendo campeões dentro do jogo ou tem alguma relação muita próxima a algum dos campeões. Apesar de a maioria dos personagens principais serem personagens do jogo, isso não afeta em momento algum a história de Arcane, acaba funcionando mais como referências e easter eggs do que algo que quem acompanha e joga League of Legends vai saber e identificar.

Apesar da história de passar toda em Piltover e na Subferia outras localidades conhecidas são citadas como é o caso de Noxus que é citada várias vezes. A primeira temporada de Arcane explorou apenas um minúsculo pedaço de o que realmente é o mundo onde League of Legends se passa, e claro que com o final da 1ª temporada a vontade de conhecer mais ainda de outros lugares e outras histórias.

O show à parte que é a animação de Arcane:

Quando falamos de animações geralmente o modo como a animação e a arte são feitas é uma parte fundamental da obra como um todo, as vezes a arte e a animação podem se destacar muito ou pode ser apenas o meio de como a história é contada. E em Arcane a animação é algo que se destaca muito, a arte que remete a algo mais cartunesco se encaixa muito bem na proposta de trazer os personagens do jogo para a animação e contar a história de origem desses personagens, assim como as expressões dos personagens muitas vezes conseguem passar o sentimento deles sem a necessidade de verbalizarem o que estão pensando.

As cenas de lutas são um espetáculo, são cenas rápidas mas que fazem você entender tudo o que está acontecendo, assim como cada luta possui uma dinâmica diferente ao mostrar alguns personagens usando seus poderes a forma como a luta é feita é diferente de quando outro personagem luta e isso também acaba fazendo referência aos poderes de cada campeão.

Outro ponto que foi bem trabalhado é a loucura da personagem Jinx desde do momento que ela é apresentada a forma como é tudo feito é um excelente trabalho. A personagem que alterna entre uma mulher indefesa e uma ameaça real para seus inimigos, sofre com seus traumas da vida, desde do abandono ou morte de seus familiares e amigos até a relação paternal conturbada com Silco são os pilares que fazem a relação do espectador com ela passar de amor ao ódio em muito pouco tempo.

Os outros personagens também fazem você passar de amor ao ódio por cada um deles, todos os personagens do núcleo principal são humanizados, eles tem desejo, sonhos e vontades e cada um tem formas diferentes de alcança-los, mesmo que isso signifique começar uma guerra entre duas cidades ou fazer uma tecnologia que tinha como objetivo ser algo pacifico e prospero se tornar uma arma. Todos os personagens principais conseguem fazer com que você entenda o objetivo deles, mesmo que considere o meio pelos quais se alcançam errados, e mostram que nem sempre tudo é tão preto no branco como era esperado.

A trilha sonora não se destaca muito, mas ainda tem seus momentos de destaque, no entanto a música tema da série é uma música que com certeza vai ficar na sua cabeça por vários dias. Mas no geral a trilha sonora funciona bem com os momentos necessários e não destoa com nenhum momento da história.

Considerações Finais:

Arcane é uma excelente série e talvez o maior acerto dessa série foi justamente conseguir conversar com dois públicos, tanto com os fãs do jogo que com certeza aguardavam ansiosamente por essa série, como também o espectador que não conhecia nada do jogo e muito menos do universo. E apesar da série trazer diversos elementos dentro dos seus 9 episódios a trama não se perde nenhum um pouco e sem mantém seguindo a mesma linha de história do primeiro episódio até o último.

Inclusive existe um artigo aqui no Trecobox onde falamos sobre como é difícil adaptar jogos para o cinema, e Arcane se mostrou uma excelente adaptação, e junto de Castlevania é uma ótima animação da Netflix baseada em jogos.

Série: Arcane;

Diretores: Ash Brannon, Arnaud Delord Pascal Charrue;

Roteiristas: Alex Yee, Ash Brannon, Christian Linke e Connor Sheehy;

Elenco: Haille SteinfieldElla PurnellKevin Alejandro, Kate Leung, Jason Spisak, Toks Olagundoye, JB Blanc, Harry Loyd e Mia Sinclair Jenness;

Nota: 4,5/5,0.

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