Quem foi quem no tricampeonato? Conheça os craques retratados em Brasil 70: A Saga do Tri

Conheça os jogadores retratados em Brasil 70: A Saga do Tri e descubra como a Netflix revive a conquista histórica da Copa de 1970.
A chegada de Brasil 70: A Saga do Tri ao catálogo da Netflix reacendeu o interesse do público por uma das maiores conquistas da história do esporte brasileiro. A minissérie dramatiza os bastidores da campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970, disputada no México, quando o país conquistou seu terceiro título mundial e entrou definitivamente para a história do futebol.
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Embora Pelé seja naturalmente o nome mais lembrado daquela geração, a produção aposta em uma narrativa que valoriza o coletivo. Ao longo dos episódios, outros jogadores fundamentais para o sucesso da equipe ganham destaque e ajudam a mostrar como aquele elenco se transformou em um dos maiores times já vistos dentro de campo.
Mais do que recontar partidas históricas, a série procura apresentar ao público atual os homens por trás das camisas amarelas, revelando desafios, personalidades, conflitos e a pressão que cercava a Seleção após o fracasso na Copa de 1966.
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Brasil 70: A Saga do Tri mostra uma Seleção construída por vários talentos
Ao contrário de muitas produções esportivas que concentram toda a narrativa em uma única estrela, Brasil 70: A Saga do Tri busca mostrar que o tricampeonato foi resultado da união de diferentes talentos.
A equipe comandada por Mário Zagallo reunia jogadores com características complementares. Havia os goleadores, os criadores de jogadas, os líderes dentro de campo e os atletas responsáveis pelo equilíbrio tático da equipe.
Essa abordagem ajuda a contextualizar para as novas gerações por que a Seleção de 1970 continua sendo considerada uma das maiores da história do futebol mundial.
Pelé: o principal símbolo da conquista
Interpretado por Lucas Agrícola, Pelé aparece como o grande protagonista da narrativa. Em 1970, o Rei do Futebol já era bicampeão mundial e chegava ao torneio carregando enorme expectativa.
Após sofrer com lesões e marcações violentas em competições anteriores, Pelé entrou em campo determinado a provar que ainda era o melhor jogador do planeta.
Na Copa do México, o camisa 10 marcou gols decisivos, distribuiu assistências memoráveis e participou diretamente de algumas das jogadas mais famosas da história dos Mundiais.
A série procura mostrar não apenas o atleta genial, mas também o homem que lidava com a responsabilidade de representar milhões de brasileiros.
Tostão: inteligência e visão de jogo
Entre os personagens que mais chamam atenção está Tostão, interpretado por Ravel Andrade.
Considerado um dos jogadores mais inteligentes daquela geração, Tostão tinha uma função que ia muito além de marcar gols. Seu entendimento do jogo permitia que atuasse como um elo entre o meio-campo e o ataque.
Muitas vezes ofuscado pela fama de outros companheiros, Tostão foi essencial para o funcionamento ofensivo da Seleção.
Sua movimentação constante abria espaços para Pelé, Jairzinho e Rivellino, criando oportunidades que ajudaram a tornar o ataque brasileiro praticamente imparável.
A série explora justamente essa importância tática, mostrando como sua inteligência foi decisiva para o sucesso coletivo.
Jairzinho: o Furacão da Copa
Outro nome que recebe grande destaque é Jairzinho, interpretado por Gui Ferraz.
Conhecido como Furacão da Copa, ele protagonizou uma façanha histórica: marcou gols em todos os jogos disputados pelo Brasil no Mundial de 1970.
Jairzinho encerrou a competição com sete gols e se tornou uma das figuras mais importantes da conquista.
Sua velocidade, força física e capacidade de decidir partidas fizeram dele uma das grandes armas ofensivas da equipe de Zagallo.
Na série, o personagem representa a explosão ofensiva daquela Seleção e ajuda a ilustrar o talento extraordinário presente no elenco.
Gérson: o maestro do meio-campo
Interpretado por Fillipe Soutto, Gérson surge como um dos líderes técnicos da equipe.
Conhecido como Canhotinha de Ouro, ele era responsável por organizar o jogo e controlar o ritmo das partidas.
Gérson possuía uma visão privilegiada de jogo e era capaz de encontrar companheiros em posições difíceis com passes precisos.
Sua participação foi fundamental para que o Brasil conseguisse impor seu estilo ofensivo sem perder o controle das partidas.
Na decisão contra a Itália, por exemplo, ele marcou um dos gols e participou diretamente de jogadas que entraram para a história do futebol.
Rivellino: criatividade e técnica refinada
Daniel Blanco interpreta Roberto Rivellino, um dos jogadores mais talentosos daquela geração.
Dono de um chute potente e de grande habilidade técnica, Rivellino era conhecido por sua capacidade de desequilibrar partidas.
Rivellino representava a criatividade do futebol brasileiro.
Além dos gols marcantes, ele se destacava pela facilidade em criar jogadas improváveis e surpreender adversários.
A série utiliza sua trajetória para mostrar como o talento individual contribuía para fortalecer o conjunto da equipe.
Carlos Alberto Torres: o capitão do tri
Interpretado por Caio Cabral, Carlos Alberto Torres aparece como uma das lideranças mais importantes da Seleção.
Capitão da equipe, ele tinha a responsabilidade de manter um elenco repleto de estrelas focado no objetivo principal.
Seu nome ficou eternizado graças ao quarto gol da final contra a Itália, considerado por muitos especialistas um dos gols mais bonitos da história das Copas.
A jogada envolveu vários passes até que Pelé encontrou Carlos Alberto livre para finalizar com precisão.
A cena é frequentemente lembrada como a síntese do futebol coletivo apresentado pelo Brasil em 1970.
Félix: segurança debaixo das traves
Embora os jogadores ofensivos recebam maior atenção do público, a série também destaca a importância de Félix, interpretado por Hugo Haddad.
Félix foi o goleiro titular durante toda a campanha do tricampeonato.
Mesmo não sendo tão lembrado quanto Pelé ou Jairzinho, sua atuação transmitia segurança para a equipe em momentos importantes.
A inclusão do personagem ajuda a reforçar a ideia central da produção: o título foi conquistado por um grupo completo, e não apenas pelos craques do ataque.
Paulo Cézar Caju também ganha espaço na narrativa
A minissérie ainda reserva momentos importantes para Paulo Cézar Caju, interpretado por Maicon Rodrigues.
O jogador fez parte daquele elenco histórico e contribuiu para ampliar as opções ofensivas da equipe durante a competição.
Sua presença na trama ajuda a retratar a profundidade do elenco brasileiro, considerado por muitos especialistas um dos mais talentosos já reunidos em uma Copa do Mundo.
Entre realidade e ficção: como a série recria os bastidores
Um dos aspectos mais interessantes de Brasil 70: A Saga do Tri é a forma como mistura fatos históricos com elementos dramatizados.
Como não existem registros completos de todas as conversas e acontecimentos ocorridos nos bastidores da Seleção, os roteiristas precisaram reconstruir diálogos e situações para criar uma narrativa envolvente.
A produção, no entanto, busca respeitar os eventos históricos conhecidos e preservar a essência dos personagens reais.
O resultado é uma obra que funciona tanto como entretenimento quanto como porta de entrada para quem deseja conhecer melhor a história da conquista do tricampeonato mundial.
Por que Brasil 70: A Saga do Tri pode conquistar novas gerações?
Mais do que contar a história de uma Copa do Mundo, a série apresenta ao público atual um capítulo fundamental da cultura esportiva brasileira.
Ao humanizar jogadores que se transformaram em lendas, a produção permite que jovens espectadores entendam por que a Seleção de 1970 continua sendo referência mais de cinco décadas depois.
Brasil 70: A Saga do Tri mostra que o tricampeonato não foi obra de apenas um gênio, mas de um grupo extraordinário de atletas que soube unir talento, disciplina e espírito coletivo para construir uma das maiores conquistas da história do futebol mundial.
Imagem: Reprodução Netflix




