Brasil está no top 3 de países mais afetados por malware em 2023

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Brasil no topo dos países mais afetados por malware em 2023

Em um cenário digital cada vez mais conectado, a cibersegurança tornou-se um pilar indispensável para a proteção de dados e infraestruturas. Um recente estudo da Acronis coloca o Brasil em evidência, não por conquistas tecnológicas, mas por figurar entre os três países mais afetados por software malicioso em 2023, mais conhecido como malware.

O aumento dos ciberataques, impulsionado pelo avanço e popularização de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa, como o ChatGPT, coloca em risco não apenas a segurança das informações corporativas, mas também a integridade digital dos cidadãos. A rápida disseminação e o constante aprimoramento destes malwares exigem uma resposta igualmente ágil e eficaz por parte das organizações brasileiras.

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Imagem: MacMagazine

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Como o Brasil se posiciona frente à ameaça dos malwares?

De acordo com o relatório, o Brasil ocupa a terceira posição entre os países-chave mais afetados, ficando atrás apenas de Singapura e Espanha. A análise destaca um cenário preocupante, onde a taxa de detecção de malwares manteve-se em índices alarmantes ao longo do fim de 2023, reforçando a necessidade de investimentos robustos em soluções de cibersegurança.

Qual o papel da inteligência artificial nos ataques de malware?

IA generativa, uma vez celebrada por suas inúmeras aplicações benéficas, agora serve também como uma ferramenta para criminosos cibernéticos. Ferramentas maliciosas baseadas em IA, como WormGPT e FraudGPT, estão facilitando a criação de ataques de phishing e spam altamente sofisticados, desafiando as medidas de segurança tradicionais.

Principais desafios da cibersegurança impulsionados por IA

  • Spear phishing e engenharia social: A personalização de ataques através da IA está tornando o phishing mais perigoso.
  • Deepfake: A capacidade de clonar vozes e imagens aumenta o risco de fraude e roubo de identidade.
  • Desenvolvimento de exploits automatizados: IA pode analisar e explorar vulnerabilidades de sistemas de forma mais eficiente.
  • Malware dinâmico: IA permite que malwares alterem seu comportamento rapidamente, dificultando sua detecção.
  • Botnets impulsionados por IA: Redes de computadores comandadas por IA podem executar ataques massivos e coordenados.

Como fortalecer a segurança digital contra invasores tecnologicamente avançados?

A detecção e a resposta rápida a ameaças, por meio de tecnologias de Detecção e Resposta de Endpoint (EDR) e Detecção e Resposta Estendida (XDR), são essenciais para combater a onda de ataques impulsionados por IA. A implementação de tais soluções permite uma análise abrangente e uma resposta eficaz, fortalecendo significativamente a segurança digital das organizações brasileiras.

Dicas para proteção individual e corporativa contra malwares

  1. Mantenha todos os softwares e sistemas operacionais atualizados.
  2. Implemente soluções robustas de segurança, como antivírus e firewalls, e mantenha-os atualizados.
  3. Capacite funcionários e indivíduos sobre práticas seguras na internet, enfatizando a importância da precaução com emails e sites desconhecidos.
  4. Realize backups regulares de informações importantes para mitigar o impacto de possíveis ataques de ransomware.

À medida que avançamos para 2024, a luta contra os ciberataques, especialmente aqueles impulsionados por novas tecnologias como a IA, continua sendo uma prioridade máxima. A conscientização, aliada à adoção de medidas estratégicas de segurança, é fundamental para proteger nosso espaço digital.