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Aprendi nos Games | A campanha que deu voz aos Gamers do eSports

Aprendi nos Games | A Campanha que deu voz aos Gamers do eSports

Campanha Aprendi nos Games é resposta a uma pressão social

 

Historicamente, os games de modo geral são vítimas de concepções pré-formuladas. Afinal, quem nunca ouviu frases como: “Esse videogame vai deixar seu filho violento” ou ” essas coisas atrapalham a criança a pensar”? Certamente, muitos preconceitos também atingiram os Sports. Entretanto, como resposta, a Campanha Aprendi nos Games surge como um contraponto a esse preconceito. Criado pela AOC e pela E-Content Lab, o movimento visa atingir não só o público gamer e expectador de eSports, mas a sociedade em geral. Porém, antes de tratar propriamente da campanha, vale traçar um breve histórico dos Sports.

 

Como o eSports saiu dos clubes de fliperamas para as arenas lotadas

 

Se engana quem acredita que o eSports começou recentemente. Ao contrário, as primeiras competições de que se tem notícia denotam dos anos 70. Dessa forma, pode-se dizer que Intergalactic Spacewar! Olympics de 1972 na Universidade Starford foi o marco inicial desse movimento. Assim, graças à  evolução das tecnologias, principalmente da internet, aquele evento que começou com um público de 20 pessoas ao redor de fliperamas se desdobrou em outros que lotam arenas e batem recordes de audiência hoje. Para ter uma ideia, segundo a Exame  indicou,  o esporte eletrônico já conta com 21,2 milhões de fãs. Certamente, um número que supera a terceira maior torcida de futebol do país. Sem contar o número de arenas lotadas para assistir finais como a de Rainbow Six e o Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLOL).

 

 

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Mas o que não mudou para os gamers

 

Embora os videogames e suas competições estejam evoluindo há quase 45 anos, velhos preconceitos parecem resistir a todo esse avanço. Tal como a geração X foi criticada por passar tempo demais assistindo TV, tanto a geração Y, quanto Z são freqüentemente alvo de críticas graças ao tempo que passam jogando ou assistindo competições de eSports. Por vezes, os jogos são considerados culpados por ações violentas e pontuais. Recentemente, políticos dos EUA culparam o jogo Call of Duty pelo terrível massacre em El Passo. Aqui no Brasil não foi diferente, jogos de tiro foram responsabilizados pelo tiroteio em uma escola em Suzano.

Porém, o principal fato que não tinha mudado até hoje foi o de haver um espaço para que os próprios integrantes dessa comunidade de jogadores online e de eSports pudessem falar abertamente.

 

 

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Afinal, o que aprendi nos games? A campanha que ouviu os gamers

 

Após uma declaração do Vice-Presidente Hamilton Mourão, que atribuiu o massacre em Suzano aos videogames, a comunidade gamer ficou enfurecida. Em protesto, a mesma fez a tag SomosGamersNãoAssassinos. Simultaneamente, a fabricante de monitores AOC (confira Instagram da marca), junto da agência E-Content Lab criou a campanha  Aprendi Nos Games, na intenção de provocar uma discussão e estimular as pessoas a olharem os pontos positivos dos jogos. Além disso, trouxe aprendizados contundentes com personagens que fazem a diferença no mundo gamer.

Outra questão a se considerar é que dentro da própria comunidade gamer, há uma certa hostilidade entre os membros. Principalmente contra as mulheres. Afinal, durante muito tempo o universo dos games foi dominado pelos homens. Talvez por isso, ainda hoje casos de assédio sejam comuns no cenário de games/eSports, infelizmente. Nesse sentido, a Aprendi nos Games busca conscientizar os próprios jogadores sobre igualdade e combate aos preconceitos.

 

 

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A agência optou por uma campanha focada  no Instagram, especialmente no IGTV. Isso porquê atualmente é a rede social que apresenta o maior engajamento no Brasil, segundo a Rockcontent. Embora esteja em 4° lugar em número de membros no país, entre 2017 e 2018, o Insta teve um aumento de 16,9% , sendo o maior crescimento observado no relatório da Social Media Trends 2018. Certamente, a escolha do Instagram como meio de divulgação da campanha

A Tecobox conversou sobre a campanha com a E-Content Lab sobre a Aprendi nos Games e traz os principais pontos. Veja:

 

 Como foi o processo de criação da campanha?

 

E-content Lab: A campanha surgiu de um brainstorm entre nós da E-Content Lab (agência) e o time de Marketing da AOC, que merece um destaque aqui pela visão e coragem. Após a infeliz declaração do nosso Vice-Presidente Mourão, que atribuiu a culpa do massacre de Suzano aos jogos, os gamers reagiram, criando a famosa tag #SomosGamersNãoAssassinos.

Como um dos propósitos da marca é apoiar a comunidade gamer, nós criamos um conteúdo divulgando a tag e posicionando a marca. No meio desse processo, a ideia de aprofundar a discussão ganhou força, então decidimos criar a campanha para dar voz a gamers que passam ou passaram por grandes lições de vida através dos jogos, ressaltando alguns dos diversos pontos positivos que os jogos podem trazer para a vida dos jogadores.

 

Embora o eSports seja um assunto bem popular hoje em dia, ainda temos pessoas que são resistentes, por vezes até contrárias. Para vocês como a campanha pode ajudar a quebrar essas barreiras?

 

E: Acreditamos muito nessa ideia. Sabemos que mudanças acontecem aos poucos, portanto, não existe milagre nesse sentido (é um trabalho de médio/longo prazo). De toda forma, entendemos que hoje vivemos mergulhados em nossas bolhas de informação, consumindo basicamente conteúdo que corrobora com a nossa visão de mundo e com o que pensamos.

Então, pensamos que cutucar em algumas feridas (mesmo dentro do próprio universo gamer), é uma maneira de apresentar outros pontos de vista consistentes de pessoas que tiveram e têm experiências ímpares no mundo gamer. #AprendiNosGames é uma forma de questionar e contrapor os discursos rasos e generalistas que existem sobre o universo dos jogos.

 

 Após a conclusão da campanha, o que vocês aprenderam com os Gamers?

 

E: Aprendemos que existem muitas histórias e realidades diferentes atrás de cada tela. Que, no final das contas, embora estejamos em um ambiente absurdamente conectado e mergulhado no digital, estamos falando sobre pessoas e lidando com emoções. E como não poderia deixar de ser, compreender diferentes pontos de vista é fundamental para o desenvolvimento de um ambiente mais justo e saudável para todos.

 

 

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Agora o chegou a sua vez o Player 1. Conte para gente nos comentários o que vocês aprenderam com os games? A equipe Trecobox mal pode esperar para ouvir seus testemunhos.

 

 

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Um geólogo nascido no Rio. Apaixonado por filmes, séries, videogame. Produtor de stories no Instagram. curioso pra caramba. Não sei muito bem o que tô fazendo aqui, me convidaram porque devo ser legal, nunca saberei.

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