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Felipe Neto e outros influenciadores alertam para o Artigo 13, medida que pode dar “fim ao Youtube”

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Felipe Neto e outros influenciadores alertam para o Artigo 13, medida que pode dar "fim ao Youtube"

 

Entenda a problemática envolvendo o artigo 13 e o “fim do YouTube” aos países da União Europeia

 

O YouTube, entre outras redes sociais, corre o risco de ser extinto. Pelo menos na Europa, o gigante site que agrega milhares de vídeos, com os mais diversos conteúdos de infinitos youtubers pode ser definitivamente desligado.

Tudo em detrimento do temido Artigo 13, que entre outras coisas, faz parte de uma Diretiva dos Direitos Autorais que se divulga como protetora dos criadores de conteúdo, que se estende desde youtubers e vão até músicos, jornalistas e etc.

Aprovada com 438 votos a favor e 226 contra, a proposta exige que plataformas, como o YouTube e o Facebook, se responsabilizem (inclusive e principalmente de maneira financeira) pelos usuários que compartilharem materiais protegidos por direitos autorais não licenciados. Assim sendo, os detentores dos direitos poderiam exigir das plataformas os valores cabíveis pela divulgação da determinada obra. Tal medida, logo, tornaria impossível que tais plataformas dessem conta financeiramente dessas demandas, visto que milhares de usuários de todo o mundo usam diariamente seus acessos ativamente, podendo assim ferir constantemente a decisão.

Dito isso, a atual CEO do YouTube, Susan Wojcicki, declarou que irá desligar a plataforma dos países onde essa medida vigorar, visto que ela não poderá correr o risco de arcar com uma, ou mais provavelmente, milhares de infrações de seus usuários.

 

 

As consequências afetam diretamente youtubers e outros produtores de conteúdo independente da internet, que tem o risco de uma ou mais de suas produções serem excluídas, ou definitivamente, terem seus canais apagados.

Felipe Neto, um dos mais influentes youtubers brasileiros, o português Wuant, diretamente afetado pela medida, junto a Nando Moura, Davy Jones, Cadê a Chave e outros já se manisfestaram contra a decisão.

Felipe Neto, cujo o alcance foi mais abrangente, divulgou o seguinte vídeo, apresentando toda a situação:

 

 

Segundo ele, os maiores beneficiados seriam as mídias offline, como gravadoras e emissoras de TV que veem na internet a iminente perda de seu monopólio.

A repercussão foi tão grande que chegou aos ouvidos de uma das Representantes da Comissão Europeia em Portugal, Sofia Colares Alves, que entre outras declarações respondeu:

 

“Caros youtubers, os vossos vídeos não vão ser apagados e a vossa liberdade de expressão não vai ser limitada. O artigo 13º não se dirige a youtubers e não vai afetar os vossos canais. Dirige-se, isso sim, a plataformas como o YouTube, que têm lucrado graças a conteúdos que não cumprem as leis de direitos do autor.”

 

Refutando essas informações, o youtuber respondeu com outro vídeo (ambos ultrapassam mais de 1 milhão de visualizações) , alertando para os riscos da medida ir a frente, para os Europeus e principalmente para os portugueses, grupo deste continente que mais consome conteúdo brasileiro.

 

 

Reforçado ainda pelo artigo 11, a diretiva ameaça “tributar” até mesmo o Google News, que em tese diante da medida, deveria pagar cada site que divulgasse em sua plataforma.

Em tempo, a diretiva vai para uma votação final em 2019. No entanto, a probabilidade dela ser estacionada é extremamente baixa.

 

Comentários via Facebook

Radialista formado se especializando em direção de arte. Sagitariano, sonhador levando a vida buscando paz, amor e um lugar ao Sol. Cinéfilo, aspirante a roteirista. Aquele otaku paulistano que vê animes nas horas vagas, lê mangás no transporte público e faz cosplays pra tirar uma onda. Geek por consequência. Sucesso é uma jornada, não um destino, tenha fé na sua capacidade, esse é meu lema.

Um comentario

Um comentario

  1. rogeriomaestri

    07/12/2018 em 02:35

    O direito autoral era na época que existiam praticamente os Blogs era totalmente respeitado, tanto que as pessoas empregavam as licenças tipo Creative Commons para autorizar a divulgação NÃO MONETIZADA dos conteúdos. Em artigos técnicos, por exemplo, ou se recebia autorização para apresentação de uma imagem como um gráfico ou tinha-se que refazê-lo.
    Eu mantive um Blog durante dois anos e só tive uma reclamação de direito autoral neste tempo.
    Porém com a entrada de plataformas como YouTube e Facebook virou uma zona. Qualquer um recortava vídeos de outros e repassava para qualquer um.
    Isto pode ser superado facilmente pelas grandes plataformas, é somente nas imagens colocar algo como o Creative Commons, que necessariamente não aparecerá para o quem acompanha o vídeo ou a música, indicando a origem da mesma, que poderá ser verificada automaticamente pela plataforma.
    Não tem nada de notável e difícil de fazer, porém com isto quem quiser bloquear a sua produção poderá fazer.
    A legislação é um contraponto entre o direito do autor e do direito do plagiador!

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