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DC for Dummies Pt I: Tentando Explicar (um pouco) Pré e Pós-Crise

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DC for Dummies Pt I: Tentando Explicar (um pouco) Pré e Pós-Crise

Entenda um pouco da cronologia da DC

 

E ai serumaninho, tudo beleza?

Que o universo dos quadrinhos é marcado pela zona do que vale ou não vale naquele momento ninguém discute, e lá no nosso grupo de whatsapp não é diferente.

Durante uma conversa por lá surgiu “Saporra tá contradizendo o que eu li, antes e depois dessa fase também” e prontamente eu, este que vos escreve, fui intimado pelo pessoal a escrever um texto pra facilitar o entendimento da cronologia das mega sagas. Mas só de leve, portanto, caso se interessem, corram atrás para ler.

E como não poderia deixar de ser, comecemos com a pioneira dos super-heróis (e melhor editora #ChupaMarvel), a DC.

 

Terras Paralelas

 

 

A treta é a seguinte: A DC decidiu reformular os heróis clássicos da editora nos anos 50, com outra origem, outros alter-egos, em suma, só o nome se mantém. Dando origem a Era de Prata, criando o conceito de múltiplas terras e “jogando” os heróis antigos para “Terra 2”.

O primeiro da leva super heróica 2.0 foi Barry Allen, o novo Flash, e, nada mais justo que fosse ele e seu predecessor a realizarem o, oficiosamente, primeiro crossover multiversal.

Por que oficiosamente?

Bem, pouco tempo antes, a Mulher-Maravilha teve um encontro com uma versão paralela da mesma. Mas como foi em uma edição randômica e sem importância, o pessoal simplesmente ignora ou desconhece mesmo.

 

 

Mas voltando, na edição 123 da revista do velocista escarlate, Flash e Joel Ciclone se encontram e BOOOOM, encontros entre personagens de terras diferentes se tornaram tao comuns quanto grupos de axé na Bahia ou duplas sertanejas em Minas e Goiás. Durante as décadas, surgiram uma infinidade de terras com histórias completamente diferentes (a 2ª guerra se estendeu até os dias atuais; uma “liga da justiça” formada por vilões, Superman se separa em 2, um casa com Lana Lang e outro com Lois Lane; etc). Com o passar dos anos,os encontros da Liga e Sociedade se tornaram uma tradição.

 

Ai veio “Crise na Terra 1”, “Crise na Terra 2”, “Crise nas Múltiplas Terras” (Onde a Liga e a Sociedade descobrem a Terra 3 e caem na porrada com o Sindicato do Crime), enfim, os editores sugaram o multiverso e seus encontros super heroicos até o caroço.

 

“Ai tio, mas por que tanta terras paralelas?”

 

Então gafanhoto, a DC “abocanhou” várias editoras menores (ou nem tão menores) durante as décadas e, a cada nova adição, uma nova terra era criada.

Mas isso gerou outro problema: Muitos personagens (e versões de) de um jeito que ninguém mais estava entendendo bulhufas.

 

Crise Nas Infinitas Terras

 

 

Arrumando a casa (ou nem tanto)

 

Em 1986, Marv Wolfman e George Perez, dupla criativa que transformou Os Novos Titãs no maior sucesso da DC, foram incumbidos de “consertar” a cronologia e unificar as terras, pra simplificar pro leitor.

A mega saga reuniu todos os personagens possíveis, heróis e vilões, liderados pelo Monitor para combater a ameaça oriunda do universo de anti-matéria, o Anti Monitor e salvar o multiverso.

Se você não leu, essa é uma das mais icônicas e importantes dos quadrinhos. Um grandioso inimigo, heróis lutando brava e desesperadamente não só pela própria sobrevivência, mas a de todo o multiverso, vilões conspirando para lucrar, cenas épicas e, é claro, a magistral arte e roteiro da dupla que merece todos os elogios.

Numa tacada só, a DC deu uma arrumada na cronologia, gerou novas origens, vendeu horrores e é claro, gerou paradoxos, como por exemplo, Os Novos Titãs e seus membros (que mantiveram suas cronologias inalteradas até ali) e a “Família” Maravilha.

Resumidamente, na nova cronologia, a SJA foi formada na década de 40 pra combater, alem dos vilões, os nazistas. E nessa formação, tinha uma Mulher Maravilha. Mas…na nova origem, Diana não tinha saído da ilha paraíso até a saga seguinte a Crise, Lendas.

Então quem Hades era essa Mulher Maravilha da SJA?
Essa quizumba foi resolvida anos depois, quando justificaram essa Mulher Maravilha como Hypolita, que inspirou Donna Troy a assumir o manto de Moça Maravilha.

Diga-se de passagem, a cronologia da Donna é uma zorra igual a do Gavião Negro.

 

“Tiiioooo, por que os heróis não ganharam a 2ª guerra nos gibis?”

 

Então mancebo, “xo” te explicar esse trem (mineireis ModeON): Os heróis não podiam atacar diretamente, por que o “Seu Adolf” tinha em mãos A Lança do Destino, um artefato mistico que mantinha os heróis, literalmente, grilados de tentarem algo e causar uma catástrofe ainda maior.

 

Lendas

 

 

Se Crise nas Infinitas Terras veio pra juntar e arrumar a casa, Lendas é o editorial mostrando pra onde cada personagem iria fluir no novo e único universo.

Mostrando a invasão de Apocolypse a Terra com um plano espetacular: jogar a opinião publica contra os super heróis.

Além de ser o retorno do Maior Vilão da DC, ainda é uma historia que posiciona vários personagens importantes e relevantes nesse novo universo, temos a (re?!)Origem da Liga da Justiça, a reestreia da Forca Tarefa X, vulgo, Esquadrão Suicida, mostrando um pouco do que esta sendo estabelecido em Homem de Aço, Batman: Ano Um e na origem da Mulher Maravilha do Perez. Trabalhando e reapresentando a ideia de que os heróis da DC não são meros desenhos, diálogos e uniformes de gosto duvidoso. E sim icones, ou melhor, Lendas!

Bem pessoal, por enquanto é isso.  Daqui uns dias eu volto, no meu velho e querido banco, falando mais um pouco de gibis.

E comentem ai, nem que seja pra ofender. Comentários são nosso alimento.

Inté.

 

 

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