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Review TBX | O Rei do Show: Um filme de Showman feito por um Showman

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Review do filme O Rei do Show, com Hugh Jackman.

 

O musical assume da melhor maneira a tarefa de falar sobre diferença, tolerância e amor

 

O filme O Rei do Show (The Greatest Showman) tem a premissa de contar a história de P. T. Barnum, o homem responsável por criar o estilo de espetáculos, que hoje conhecemos como circo, consegue ir muito além de uma cinebiografia.

 

Review do filme O Rei do Show, com Hugh Jackman.

 

A produção, que conta com o ator Hugh Jackman no papel de protagonista, já acerta na partida por colocar um showman para dar vida a outro. Jackman já havia se provado digno de musicais, pois ficou à frente do aclamado Os Miseráveis. Partindo do seu histórico cinematográfico, ficar na frente dos holofotes nunca foi problema para ele, que visivelmente costuma aceitar papéis em filmes que possa se entregar cem por cento aos seus personagens.

Em O Rei do Show mais uma vez o ator não desaponta, entregando ao espectador momentos emblemáticos. O filme acerta também na escolha do seu elenco de apoio. Merecendo destaque a Zendaya, que defende uma trapezista de personalidade forte e muito orgulhosa por suas origens.

 

Review do filme O Rei do Show, com Hugh Jackman.

Zendaya como a trapezista Anne Wheeler.

 

O roteiro acaba sendo um elemento superficial, mas justificável, já que estamos diante de uma apresentação circense e os momentos definitivos acontecem por meio das músicas ou “números”.

O diretor estreante, Michael Gracey, acerta na mão ao não aprofundar a trama em pontos que apenas tornariam tudo mais truncado e duro. A verdade é que Gracey usa da história de P. T. Barnum para abordar assuntos que existiam no início do século XX e que estão vivos em nossa sociedade até hoje. Preconceito e discriminação, o longa usa de suas “aberrações” para forçar o público a questionar seus preconceitos particulares. Quando nos frustramos pela perseguição que os artistas sofriam, percebemos que também já nos colocamos na posição de agressores ou de agredidos. Visto que, dentro da sociedade em que vivemos, ao menos uma vez na vida, fomos discriminados e apontados por sermos negros, gays, pobres, gordos, magros, feios, altos, “de cabelo ruim” ou qualquer outro traço que nos difere do coletivo. Da mesma maneira, por estarmos envenenados por essa sociedade, em algum momento apontamos o dedo para alguém.

O Rei do Show mostra o quanto o poder da união é importante para criar laços com pessoas que sofrem o mesmo que você para superar a opressão do mundo.

 

Review do filme O Rei do Show, com Hugh Jackman.

 

A produção consegue se destacar também pela montagem. Já prevejo até um futuro espetáculo na Broadway, ou quem sabe uma adaptação para o Cirque Du Soleil (o que julgo mais apropriado).

A trilha sonora, assinada por Benj Pasek e Justin Paul, responsáveis por La La Land: Cantando Estações, é impecável ( já baixada no meu Spotify, a qual passarei 2018 cantando).

Menção honrosa à interpretação de Keala Settle, que interpreta a canção This Is Me.

 

 

Por fim, com certeza não estamos falando do maior nome dos musicais do cinema, que ficará salvo na mente dos cinéfilos como icônico. Mas O Rei do Show consegue cumprir o papel de entreter e trazer ao público algo para questionar e se encantar.

É reconfortante imaginar que, daqui a alguns anos, esse filme estará disponível na TV (aberta ou a cabo). Diante de todas essas diferenças nos tornamos uma sociedade mais tolerante. Até o dia em que o diferente nos torne todos iguais.

 

 

O Rei do Show estreou no dia 25 de dezembro nos cinemas de todo o país.

 

Filme: O Rei do Show
9 TRECOBOX
HISTÓRIA8
ELENCO9
DESENVOLVIMENTO10
PRODUÇÃO10
ORIGINALIDADE8

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Um apaixonado por livros, Lannister de nascença, sonserino por seleção. Um desbravador sob Terras Nerds. Que adora experiências e ideias, procurando sempre mais. Viciado em séries e filmes. Que vive por escrever e escreve porque/o que vive. Dono do blog @caragentenerd no Instagram.

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