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Bubsy, o mascote dos games que não deu certo

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Relembre a história de Bubsy, o mascote dos games que não deu certo

Cativo título da Accolade, Busby foi promissor na década de 90

 

O que seriam dos atuais consoles, se não fossem os jogos de plataforma? Cativos nos consoles da década de 90, como Megadrive e Super-Nintendo, esses títulos traziam consigo figuras emblemáticas que até hoje representam uma legião de jogadores. Estamos falando dos aclamados Sonic e Mario e até do mais recente Crash, da Naughty Dog.

Mas nem todos os mascotes tiveram prestígio nos videogames. De título promissor a personagem fracassado tivemos o incrível Bubsy, o mascote que não deu certo.

 

Bubsy, o mascote dos games que não deu certo

 

Bubsy foi desenvolvido em 1992 pela Accolade, responsável por clássicos como Test Drive e Star Control. O primeiro título recebeu ótima recepção por parte da crítica e o título por vezes era colocado em comparação com Sonic The Hedgehog pelo seu estilo empolgante.

 

Bubsy, o mascote dos games que não deu certo

Para se inspirar, o criador de Bubsy jogou durante 16 horas seguidas Sonic The Hedgehog.

 

 

“Bem, o conceito original era de um ser que reagisse quando visse alguma coisa da qual não tinha tido experiência anterior. Seu ponto de exclamação iria piscar ou mudar para um ponto de interrogação para que o jogador percebesse a idéia ou soubesse a hora de ter cuidado. Uma comunicação para que o jogador sentisse como estava sendo a experiência para o personagem. Porém havia muitas coisas que tinhamos que passar para chegar a esse resultado, como o tempo, a capacidade de memória suportada pelos cartuchos para colocar a história inteira…Mas não falarei sobre cartuchos” – Disse Michael Berlyn, criador de Bubsy.

 

Bubsy era um gato divertido e engraçado que vestia uma camiseta branca com um ponto de exclamação, e reagia com expressões em voz diante de diversas situações. O sucesso do primeiro, rendeu um segundo jogo, Bubsy II, que apesar de ter uma jogabilidade divertida passou a apresentar decrescente recepção da crítica. No entanto, a Accolade ainda se empenhava em emplacar seu mascote na geração de consoles.

 

Bubsy, o mascote dos games que não deu certo

No primeiro jogo, Bubsy foi dublado por Brian Silva. Em Bubsy II por Rob Paulsen.

 

Michael Berlyn, o criador, atribui o fracasso de Bubsy a dois fatores: a má administração e a concorrência pesada. Berlyn saiu da Accolade assim que terminou o primeiro título, sendo Bubsy II desenvolvido por outras pessoas.

 

“Eu deixei o Accolade para iniciar um desenvolvimento de negócios com um sócio do passado logo antes que o Bubsy II fosse iniciado. O projeto foi dado a alguém que odiava o personagem, é visível o resultado (…) Al Miller, o então presidente da Accolade, sabia sobre os riscos de fazer um compromisso como esse criado para a empresa. A Sega tinha bolsos profundos, recebeu uma taxa de licenciamento para todo mundo embarcado em seu console (exceto os produtos da Accolade) e possuía a franquia mais bem sucedida na plataforma. Eles poderiam promover qualquer produto que gostassem, sempre e onde quisessem. Mas Accolade não estava nessa posição, então eles tomaram uma abordagem mais conservadora.”

 

Bubsy 3D foi a tentativa da Accolade de fazer seu mascote acompanhar o mercado dos consoles. A ideia, na época ousada, faria da Accolade uma das pioneiras na programação de títulos em 3D, conquistando assim uma grande parcela dos consumidores. Nessa época Michael Berlyn retorna a casa onde criou o personagem, mas encontra dificuldade em programar para 3D o que dificultou e muito a entrada do título de maneira confortável ao mercado.

 

“Eu não tinha ferramentas para ambientes de desenho, nenhum precedente de controle em que eu pudesse confiar, nenhuma maneira de relacionar a contagem de polígonos com o tipo de design que eu estava visualizando, e ao longo de tudo isso, não havia nenhum jogo de plataforma 3D antes.”

 

E em seguida, Bubsy sofre mais uma derrota do concorrente.

 

Bubsy, o mascote dos games que não deu certo

Em Bubsy 3D a dublagem ficou por conta de Lani Minella.

 

“Lembro-me de ir ao CES e mostrar uma versão beta do Bubsy 3D, enquanto a Nintendo estava mostrando uma versão comercial do Super Mario 64. Meu parceiro e eu olhamos para o Mario no estande da Nintendo e soubemos que precisávamos dobrar a complexidade do Bubsy 3D. Mas era muito tarde no ciclo de desenvolvimento, e a Accolade estava (com razão) pressionando por um produto acabado. Se Mario não tivesse saído, estou certo de que teríamos feito muito melhor.”

 

Bubsy, o mascote dos games que não deu certo

 

Bubsy 3D: Furbitten Planet foi então lançado em 1996 para PlayStation. A prerrogativa do game era ser uma continuação do primeiro Bubsy. Nesse título, o mascote explora o planeta Rayon, habitado por seres conhecidos como Woolies. Bubsy reage com voz conforme o jogador executa diferentes movimentos no jogo e a aventura é distribuída em 16 níveis. O fracasso foi iminente. Furbitten Planet foi duramente criticado pelos seus ângulos de câmera confusos e entrou no ranking da EGM como um dos 20 piores jogos de todos os tempos. Também ficou entre os 10 piores jogos de todos os tempos em 2006 pelo site Gametrailers, onde foi classificado como “Um clone horrível de Super Mario 64.”

Bubsy era autêntico, tinha potencial para bater os concorrentes de sua época, mas uma sequencia de fracassos resultou em tudo o que ele poderia ter sido e não foi.

Agora, em 2017, mais de 20 anos depois ele está de volta. Bubsy: The Woolies Strike Back pretende reviver a magia na memória dos fãs com um título feito para atual geração, desenvolvido pela Black Forest Games com a Tommo Inc. e UFO Interactive Games.

 

 

Bubsy de longe sabe que não conseguirá metade do prestígio que conseguiu nos anos 90. Mas se consolida entre os games como um título que tem todo o direito de estar ali como parte importante da história.

 

 

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Radialista formado se especializando em direção de arte. Sagitariano, sonhador levando a vida buscando paz, amor e um lugar ao Sol. Cinéfilo, aspirante a roteirista. Aquele otaku paulistano que vê animes nas horas vagas, lê mangás no transporte público e faz cosplays pra tirar uma onda. Geek por consequência. Sucesso é uma jornada, não um destino, tenha fé na sua capacidade, esse é meu lema.

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