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Review TBX | Tomb Raider: A Origem. Uma adaptação de respeito

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Review do filme Tomb Raider: A Origem. Uma adaptação de respeito

 

O novo filme Tomb Raider: A Origem é perfeito para os fãs do game… e para os leigos também!

 

Um reboot da franquia Tomb Raider nos cinemas foi algo inevitável. A franquia já não tinha condições de seguir de onde parou e isso pedia uma mudança drástica. Não faria nenhum sentido dar sequência aos filmes da Lara Croft interpretada pela musa Angelina Jolie, até porque a personagem já havia mudado bastante no universo dos games.

 

Review do filme Tomb Raider: A Origem. Uma adaptação de respeito

Desde o primeiro Tomb Raider (1996) ao Tomb Raider: Underworld (2008), Lara Croft foi representada como uma mulher extremamente sexy (peitões, lábios carnudos e trajes curtos) e sagaz. Não havia obstáculos para a musa dos videogames. Quando a franquia passou pelo seu reboot, Lara foi “humanizada”, se tornando uma mulher com traços mais delicados. Agora a heroína deixa de ser um sexy symbol para dar lugar a uma mulher de carne e osso, que sofre, sangra e se machuca, que precisa aprender a lidar com armas e sobreviver no meio do nada.

 

Lara Croft deixou de ser a sexy symbol dos games dos anos 90 e se redefiniu no reboot do game de 2013. A heroína passou a ser uma jovem arqueóloga, com traços mais humanizados e um ar de feminilidade, sem explorar da sensualidade.

Daí temos o primeiro acerto na escolha da atriz Alicia Vikander para interpretar a nova Lara Croft. Vikander é uma mulher bela, que tem tantos traços delicados em sua face quanto um corpo ligeiramente atlético. Tais características favoreceram para que a atriz tivesse a melhor semelhança com a personagem dos games. E deu muito certo.

 

Review do filme Tomb Raider: A Origem. Uma adaptação de respeito

A produção do filme contou com a colaboração direta da Square Enix. Sendo assim a publisher garantiu uma semelhança ainda maior com a personagem dos games. Nessa imagem podemos comparar bem os detalhes da adaptação.

 

A direção do longa ficou aos cuidados de Roar Uthaug (A Onda e Fuga), que garantiu todo um ar de sobrevivência ao extremo à trama. A experiência de Uthaug com outros filmes do mesmo gênero permitiu que Tomb Raider: A Origem tivesse ação e drama na medida certa.

Um dos pontos mais positivos foi a escolha do elenco. Os personagens foram bem construídos e os atores souberam manter todo o clima da história com naturalidade e fluidez. Eu particularmente não sou fã da atriz Alicia Vikander, mas a atuação dela como Lara foi marcante, conquistando o meu respeito e a minha admiração.

 

Review do filme Tomb Raider: A Origem. Uma adaptação de respeito

O ator Daniel Wu interpreta o filho de pescador Lu Ren, que aceita ir com Lara até a ilha Yamatai. Apesar de ser um personagem criado para o filme, Lu Ren acaba conquistando seu espaço na trama.

 

Review do filme Tomb Raider: A Origem. Uma adaptação de respeito

Walton Goggins deu vida ao grande vilão da história, Mathias Vogel. As diferenças entre o Mathias do filme para o Mathias do game são extremas, mas Goggins consegue fazer um vilão à altura. A frieza e a ganância são características fortes do personagem.

 

Review do filme Tomb Raider: A Origem. Uma adaptação de respeito

O ator Dominic West interpreta o Lorde Richard Croft, o pai de Lara. O multi-empresário não tem papel de destaque nos games, mas no filme é uma peça mais que importante para o desenrolar da trama.

 

É uma adaptação do game de 2013, não relacione com o antigo Tomb Raider

Vale lembrar que Tomb Raider: A Origem é baseado no game de 2013. Os elementos descritos no filme são ligados diretamente à história do game. Apesar de ligeiras mudanças, desde personagens e detalhes da trama, a fidelidade existe em maior parte da produção. A grande vilã da história é a organização Trindade (Trinity), que é constantemente mencionada. O cenário também é a ilha Yamatai, assim como no game. O navio em que Lara e Lu navegam até a ilha também é chamado de Endurance, apesar da diferença de formato.

 

Review do filme Tomb Raider: A Origem. Uma adaptação de respeito

Em uma das cenas do filme Lara aparece comprando armas para iniciar a sua saga contra a Trindade. O penteado trançado e a pose com as duas pistolas faz referência direta aos games clássicos da franquia Tomb Raider.

 

A busca pelo túmulo da Rainha Himiko é semelhante, mas não igual. Apesar de que a trama toda do filme foca na busca de Lara pelo paradeiro do seu pai. Isso muda de foco ao chegarem na maldita ilha Yamatai.

 

CUIDADO! A PARTIR DAQUI HÁ SPOILERS DO FILME!

Alguns pontos negativos podem ser vistos em Tomb Raider: A Origem. Não é difícil fazer uma adaptação fiel, mas a indústria do cinema insiste em fazer aquelas mudanças para dar uma cara mais original à produção. Felizmente dessa vez tais mudanças não ofuscaram o brilho do filme.

A primeira coisa a ser destacada é a vida de Lara. No game ela se formou em arquelogia, já no filme ela desistiu dos estudos para viver uma vida normal (e bem comum). Os primeiros minutos do longa podem ser descartados sem dó, pois são desnecessários.

Um outro ponto é a mudança dos personagens entre a história do filme e a história do game. Quem é fã vai sentir muita falta deles, mas não ficará insatisfeito com o resultado. Apesar da ausência, tudo fluiu muito bem. Digamos que até melhor que a história do game (calma que é só em relação aos personagens!).

Agora vem o ponto mais “como assim?” do filme. O pai de Lara, Richard Croft, deveria estar morto desde o início do filme. Pois é, ele não está… Talvez esse tenha sido o maior vacilo do filme. Todos os fãs da franquia Tomb Raider sabem quem Richard Croft morreu antes de Lara começar a se aventurar como uma caçadora de tumbas. No novo filme Richard é encontrado vivo na Ilha Yamatai, isso pela própria Lara Croft. É um momento meio frustrante, mas faz todo o sentido no decorrer do filme. Como falei no início, o filme é uma adaptação “baseada” no game. Mudanças sempre acontecerão, portanto se conforme.

 

 

O filme traz uma nova Lara Croft, uma nova história e um gancho para várias sequências. Apesar de não haver confirmação por parte da Warner Bros. Pictures se teremos uma continuação, o final do filme deixa uma abertura clara para tal.

Tomb Raider: A Origem vale muito a pena ser conferido. O longa é uma excelente adaptação de um game, contendo referências valiosas da franquia. Vá assistir sem se prender aos rótulos ou a críticas tendenciosas. Com toda certeza você irá se divertir muito com o filme.

 

Em tempo, a Square Enix divulgou recentemente o terceiro game da nova série, intitulado de Shadow of the Tomb Raider. Saiba mais clicando aqui.

 

Filme: Tomb Raider: A Origem
9.1 TRECOBOX
HISTÓRIA9
ELENCO9
DESENVOLVIMENTO10
PRODUÇÃO9.5
ORIGINALIDADE8

Publicitário, cosplayer, gamer, otaku, viciado em séries e colecionador de action figures. Um mix de tudo o que um verdadeiro geek pode ser. Vivendo a vida intensamente a cada segundo, mantendo-se sempre antenado nas novidades desse incrível e expansivo universo. Um pernambucano de nascimento e paulista de coração.

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