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Review TBX | Fate/Apocrypha como um típico shounen de batalhas

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Review TBX | Fate/Apocrypha como um típico shounen de batalhas

 

Existe um pouco de Fate/Apocrypha nesse battle shounen…

 

Para todos aqueles que sempre quiseram um Fate que levasse a batalha mais a sério, Fate/Apocrypha definitivamente atenderá a todos os seus desejos. Agora se o que tocou o seu coração foi o enredo e a relação entre cada personagem, sinto muito, decepção é a única coisa que irá encontrar aqui.

 

 

Sinopse:

O Santo Graal é uma relíquia poderosa e antiga capaz de conceder qualquer desejo para aquele que o possuir.
Para obter esse poder, vários magos conhecidos como “mestres” convocam espíritos heróicos lendários chamados de “servos”
para lutar por eles em uma guerra de destrutiva – a Guerra do Santo Graal. Somente o último par, mestre e servo, em pé
pode reivindicar o Graal para si. No entanto, a terceira guerra terminou inconclusivamente, já que o Graal desapareceu
misteriosamente após o conflito.

Muitos anos depois, o clã dos magos Yggdmillennia anuncia a posse do Santo Graal, e pretende deixar a Associação dos magos.
Em resposta, a Associação envia 50 magos de elite para recuperar o Graal; No entanto, todos menos um são mortos por uma
criado desconhecido. O sobrevivente solitário é usado como um mensageiro para transmitir a declaração de guerra de
Yggdmillennia na Associação.

Como há apenas duas partes envolvidas no conflito, o do Santo Graal assume uma forma incomum. Yggdmillennia e a
Associação dos Magos vão invocar sete pares de mestres e servos, e o lado que perde todos os seus combatentes perderá o
artefato. À medida que os 14 mestres convocam seus servos e se reúnem no campo de batalha, o mundo mágico arrepia
antecipadamente com o surgimento da Guerra do Santo Graal.

 

Fate/Apocrypha é um spin-off da TYPE-MOON, criado por Yūichirō Higashide e inspirado na franquia original de Kinoko Nasu, Fate/Stay Night. Possui um total de 25 episódios e até o fechamento desta resenha, possuía 14 episódios disponíveis na Netflix, que comprou os direitos do anime para exibição. Ele possui dublagem e vou começar por aqui, antes de “descer o pau” na obra.

A dublagem foi feita na Dubbling Company. Para quem é fã deste trabalho, a revolta foi algo geral. O áudio está tão ruim que a impressão que temos é da gravação de cada dublador ter sido enviada via WhatsApp. Simplesmente está terrível! Audível, mas desrespeitoso. Fate é uma obra maravilhosa que, no quesito dublagem, não está recebendo a devida atenção. Fate/Stay Night, a rota Fate, foi o primeiro a passar por isso e tivemos adaptações horríveis e um bom áudio. Já em Apocrypha até que o texto faz sentido com o original, mas a qualidade está igual ou inferior a fan-subs. Por conta disso, vários outros animes que foram dublados por eles, após Fate, tiveram uma melhora significativa. Espero que a Netflix tenha mandado redublar, o que justificaria a demora da liberação dos demais episódios.

 

Review TBX | Fate/Apocrypha como um típico shounen de batalhas

 

Agora vamos falar sobre o enredo da obra. Posso resumir em uma única palavra: Desperdício. Todos que acompanham no minimo as animações sabem o quão detalhado e imersivo é qualquer Fate. Existe um respeito, uma tradição. E isso foi completamente jogado por fora aqui. Devido ao prazo curto e principalmente a quantidade pequena de episódios, não foi possível adaptar o enredo de Apocrypha na íntegra. A cena logo do começo, mostrando como é a morte da Joana D’Arc é uma das coisas mais lindas. Você sente o peso que ela carrega com sigo e a dor daqueles que a observam. Só que na animação, eles não conseguem fazer isso. É só mais uma cena e ponto. Cada diálogo que a novel original e o mangá possuem é completamente substituído por diálogos rápidos e super estereotipados, para que chegue logo a cena da ação. O enredo de Fate/Apocrypha que tem tudo para trazer uma reflexão, não passa de um pano de fundo para ver personagens trocando soco. Mérito este da direção de Yoshiyuki Asai, que possui uma experiência com episódios de animes de ação como: Fairy Tail, Soul Eater e Inuyasha: Toki Wo Koeru Omoi, o fazendo ter uma pré-disposição para esse tipo de conteúdo. A ação aqui não é ruim. Muito pelo contrário. É o que te faz querer ver a obra. Portanto, se seu desejo é ver servos de Fate trocando porrada alá Dragon Ball, vai fundo que isso tem e de sobra. Esqueça o enredo. Não passa de um pano de fundo para a próxima cena ter mais e mais porrada.

Os personagens têm todo o carisma da obra original, mas com toda a falta de tempo que o anime lhes dá. Como diz Jack, The Ripper, que está no anime: Vamos por partes. E pra facilitar vou dividindo por servos.

 

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Os Sabers sem dúvidas são as estrelas aqui. Principalmente o da facção Negra, Siegfried. Honrado, carismático e com uma coisa muito diferente do original. Na light ele não pode falar ao menos que seu mestre o permita. No anime isso é completamente ignorado, tanto que ele chega a questionar várias coisas. A maior fraqueza de um servo é permitir que sua identidade seja revelada. Coisa que ele, junto do Lancer vermelho, fazem na primeira vez que se encontram. Essa simples menção do nome tira todo o brilhantismo que Fate levou anos para construir. Ok, é uma “adaptação”. Só que mesmo as “adaptações” precisam obedecer certas naturezas da obra original. Isso é uma coisa que lerão repetidamente e muito por aqui.

Já a Saber vermelha, Mordred, é um dos servos mais casca grossa que existe. Agora ela está sob um sexismo muito grande na série. O modo que ela age, por que ela age e o motivo de se vestir, tem uma justificativa na novel, mas no anime é deixado de lado. A coisa que mais exploram dela é o fan service. Não só por conta das vestimentas, mas também para explorar o Arthur num flash back enorme.

 

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A Archer vermelha é aquele dos servos que tem um dos arcos mais rápidos. Ela serve apenas para jogar flecha o anime inteiro. Só vão lembrar de trabalhar com ela depois da metade da obra e ainda assim de forma muito rápida. Atalanta possui uma ferocidade indiscutível e a luta dela final é uma das melhores da série.

O Archer negro é Chiron, um dos melhores servos e também o personagem com o arco mais próximo da novel.

 

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O Lancer Negro, Vlad III, tem uma importância enorme em toda a história. Sem contar que ele é um dos servos mais poderosos aqui. É dele a intenção de ir contra a Associação de Magos e ter o domínio completo do Santo Graal. A influência sobre a família Yggdmillennia. O porquê disso? Só assistindo para entender.

O Lancer Vermelho, Karna, diferente do Negro, praticamente não tem desenvolvimento. Seu papel aqui é apenas ser um obstáculo. O que tira e muito o potencial dele.

 

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O Rider Vermelho é Achilles. Possui uma relação direta com o Archer Negro e isso é tudo o que posso dizer para não estragar a experiência. O arco deles é bem feito e é o único que o flash back faz sentido. Existe outra história envolvendo o personagem que fica muito mau explicada apenas para quem vê o anime. Agora quem pesquisar sua história com a da Archer vermelha, vai conseguir o porquê de algumas cenas na série.

Rider negro é Astolfo, o 12° Paladino de Charmemagne e o dono da melhor piada de trap até o momento em todos os anime que usam este elemento. Além disso, existe um fan service enorme devido à essa natureza de Astolfo. Embora o tempo de tela tenha sido relativamente curto, a importância de Astolfo foi o mais próximo em relação a novel.

 

Review TBX | Fate/Apocrypha como um típico shounen de batalhas

 

Solomon ibn Gabirol é o Caster da facção negra. Ele na vida real foi um poeta do anos 1093. Seus trabalhos eram mais voltados para a poesia religiosa e uma de suas obras, Fons Vitae, é o que justifica não só seu fantasma nobre como seu desejo na obra. Infelizmente esse comentário é totalmente ignorado no anime. Como dito antes, há muitos servos que são ignoradas as suas naturezas, identidades e estudo. Tudo é muito rápido e Solomon é um dos prejudicados nisso.

William Shakespeare ou Caster Vermelho tem um papel muito importante na obra. Tanto que se aquele que assistir não pegar as referências no ar, não vai entender o como ou o porquê das coisas acontecerem. Exemplo é a interação dele com o Berserker que apenas fica uma pista por causa do sorriso dele numa cena, mas que na obra mostra o porquê dele ter feito o Berserker sair como um tanque atrás da base da família Yggdmillennia.

 

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Falando no Berserker Vermelho, Spartacus não faz outra coisa a não ser um rolo compressor aqui. Normalmente berserkers são isso e em Apocrypha não será diferente.

Já a Berserker Negra é o que mais foi estragado dentre todos os servos. Para começar, fazer o monstro de Frankenstein ser uma garota fofinha e ficar falando “Berserker”, parecendo um “pokémon” que vive dizendo o seu nome, foi horrível! Na história, e sim, vou dar esse spoiler, ela é dita que foi odiada pelo seu criador, pois ele tinha medo. Sendo que na realidade o monstro do doutor louco era e muito amado por ele. A população, temendo a aberração criada, foi até a torre para a destruir. Uma das boas coisas que a dublagem fez, foi tirar esse “Berserker” da boca dela e trocar pro grunidos. E isso de botar Frankenstein fofa foi apenas para vender action figures.

 

Review TBX | Fate/Apocrypha como um típico shounen de batalhas

 

A Assassin Negra é sem dúvida um dos personagens mais bem feitos em toda a animação. Para começo, vamos falar de história. Jack O Estripador não foi capturado, apenas sessou seus ataques. Todas as suas vítimas foram mulheres e a maioria eram prostitutas e estavam grávidas. Por conta disso, acredita-se que Jack na verdade tenha sido uma mulher, o que justificaria não haver estupro, e que poderia muito bem ter sido uma criança. Então o fato de terem feito Jack uma Loli foi proposital, não simples fan service. A interação dela com a mestra é uma das coisas mais parecidas com a novel.

Para encerrar, a Assassin Vermelha Semiramis é uma prova que Assassin não pode ser subestimada. Aliás, o fantasma nobre dela é gigante. Além disso, a interação dela com Shirou Kotomine é outra das poucas coisas bem trabalhadas em comparação a novel, mas, devido ao pouco tempo, existe muito diálogo perdido.

 

Review TBX | Fate/Apocrypha como um típico shounen de batalhas

 

Entre os servos, a última a ser mencionada aqui é Joana D’Arc, a Ruler que tem o papel de fazer a guerra andar de forma correta. Todas as vezes que ocorre uma Guerra do Santo Graal, eles são invocados, mas apenas em Apocrypha que ela precisa interagir tão agressivamente. O personagem aqui tem o arco principal e sem dúvidas é o que salva o anime inteiro. Ela e Sieg, outro protagonista masculino, são personagens que fazem a obra girar em relação aos demais. Cada decisão deles interfere na obra e tudo é muito bem trabalhado. É um dos poucos relacionamentos que foi bem trabalhado.

 

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Os efeitos sonoros são incômodos. O choque de espadas é igual a batidas de panelas. O som estoura na maioria das cenas. A trilha ambiente já é algo que casa muito bem, embora não fixa como as dos outros Fate.

São duas as aberturas e encerramentos:

 

A primeira abertura é Eiyuu Unmei no Uta, de Egoist.

 

 

A segunda aberturaé  Ash, da cantora Lisa. A melhor entre as duas.

 

 

O primeiro encerramento é Désir, de GARNiDELiA. O melhor dos dois encerramentos.

 

 

E o segundo encerramento KOE, de ASCA.

 

 

O estúdio responsável pela produção do anime foi o A-1 Pictures. Ele foi responsável por grandes battle shounen, como Fairy Tail, Sword Art Online, Nanatsu no Taizai, Magi e Ao no Exorcist, além de comédias e ecchi como Eromanga-sensei, Working!!!Ore no Imouto ga Konnani Kawaii Wake ga Nai. Fan service é uma coisa que a A-1 Pictures sabe fazer e muito bem, além da qualidade de animação. Por isso temos uma animação belíssima, um designer de personagens muito bem feito e cenas de ação belissimamente coreografadas. Existe um episódio, o 22, que está dividindo opiniões. Foi apelidado de versão Fate do confronto “Naruto vs Pain”. Quem gosta de ambientes vivos, rápida movimentação e explosão pra tudo quanto é lado, vai “pirar”. Agora quem não gosta daquela quebra de animação estilo Kill La Kill, então vai detestar esse episódio.

 

Review TBX | Fate/Apocrypha como um típico shounen de batalhas

 

Pra quem não conhece a saga Fate, dá para assistir. Não vai pegar as referências relacionadas aos demais Fates, mas consegue acompanhar a história. Já se está familiarizado com a saga, e sempre quis ver um anime onde a porrada come solta, Apocrypha é perfeita para seu desejo.

Agora se é fã do clássico e gosta do enredo elaborado, diálogos profundos e filosóficos, vai se decepcionar e muito com esta versão.

 

Atualmente Fate/Apocrypha possui dois cores, mas apenas um está disponível na Netflix.

 

Anime: Fate/Apocrypha
7.2 TRECOBOX
HISTÓRIA7
PERSONAGENS7
DESENVOLVIMENTO6
PRODUÇÃO9
ORIGINALIDADE7

Cinéfilo, Detonador, Farmacêutico, Gamer, Nerd, Otaku e apaixonado por novidades deste mundo que não para de surpreender. Editor nas horas a vagas e amantes de animação de todos as etnias. Severino na maioria das vezes. "Estou aqui pra ajudar, se precisar é só chamar".

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