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Review TBX | O Culto de Chucky: De volta ao terror

Crítica do filme O Culto de Chucky

Chucky está de volta! E ele não vem sozinho…

 

Quem não lembra do clássico filme de terror Brinquedo Assassino? A saga do boneco possuído pela alma do serial killer Charles Lee Ray e do pequeno Andy Barclay, o afortunado menino que ganhou o tal boneco de presente.

 

Crítica do filme O Culto de Chucky

Andy Barclay (Alex Vincent) ao ganha o boneco bonzinho em seu aniversário (cena de Brinquedo Assassino, 1988).

 

Crítica do filme O Culto de Chucky

Cena de Brinquedo Assassino 2 (1990). Quem nunca levou um mega susto ao ver esse trechinho?

 

A franquia Child’s Play é um verdadeiro sucesso do gênero terror clássico. Após três filmes assustadores (Brinquedo Assassino, Brinquedo Assassino 2 e Brinquedo Assassino 3), o boneco Chucky caiu nas graças das tendências humorísticas nos filmes de terror, no início dos anos 2000, e se perdeu em duas sequências rasas e de baixa bilheteria (A Noiva de Chucky e O Filho de Chucky).

 

Crítica do filme O Culto de Chucky

Cena do filme A Noiva de Chucky (1998). O longa marca o retorno de Chucky aos cinemas, mas com um novo direcionamento. Com a aparição da personagem Tiffany (Jennifer Tilly), o enredo do filme abandona o terror clássico e passa a aderir a um estilo de horror cômico.

 

Crítica do filme O Culto de Chucky

Cena do filme O FIlho de Chucky (Seed of Chucky, 2004). A produção foi o extremo fracasso da franquia. Com a adição de Glen, o filho de Chucky e Tiffany, a história toma um rumo confuso e se apega ao humor em quase que todo o tempo. Não há terror, apenas mortes exageradas e muito sangue jorrando na tela. Em nossa opinião, este é um filme que não precisaria ter existido.

 

Após um longo hiato, o criador da franquia, Don Mancini, resolveu assumir de vez a direção e produziu um sexto filme, A Maldição de Chucky, lançado diretamente em Home Video (DVD, Blu-ray e Streaming). O sexto capítulo da saga de Chucky marcou o retorno ao terror. Com uma história instigante,  e que faz um link direto com o passado de Charles Lee Ray, A Maldição de Chucky agradou o público e garantiu a revitalização da franquia.

 

Crítica do filme O Culto de Chucky

A Maldição de Chucky (2013) visita elementos do passado de Charles Lee Ray e adiciona novos personagens à franquia. Na cena vemos a pequena Alice (Summer H. Howell) com o boneco bonzinho Chucky.

 

Foi então que Don Mancini decidiu continuar com a saga e assumiu a produção de um sétimo filme. Com a promessa de ser um dos mais assustadores da franquia, Mancini investiu pesado no novo filme. O design do boneco foi melhorado, contando com o uso dos famosos animatronics para dar vida ao Chucky. Desta forma Mancini abandonou as animações em computação gráfica utilizadas em A Maldição de Chucky e volta a produzir no método que o consagrou.

 

Crítica do filme O Culto de Chucky

Em A Maldição de Chucky as cenas com a aparição de Chucky são, em sua maioria, feitas em computação gráfica. A mudança é bastante visível, principalmente quando há close no rosto do boneco. Dá para ver que as expressões faciais são animadas. Mesmo com os efeitos em CGI ainda foram utilizados bonecos animatronics em boa parte do filme.

 

Mancini apostou em fazer algo que revivesse todo o terror que a franquia Child’s Play causava nos anos 80 e 90. A ideia era reunir elementos importantes e com eles compor algo que relembraria os filmes clássicos. Assim surgiu O Culto de Chucky, um projeto audacioso que daria um novo rumo a tudo que já conhecemos sobre o Chucky.

 

Crítica do filme O Culto de Chucky

O novo design do boneco Chucky em O Culto de Chucky. Finalmente foi abandonado o estilo “Frankenstein”, retornando ao visual do boneco bonzinho dos primeiros filmes. Ponto mais que positivo!

 

Sequência direta de A Maldição de Chucky

 

Quem assistiu ao filme A Maldição de Chucky sabe muito bem que a história não acabou com um final feliz. A personagem Nica (Fiona Dourif) acaba presa como culpada dos homicídios cometidos por Chucky. Já a pequena Alice (Summer H. Howell) é dominada pelo boneco para completar o seu ritual de transferência de alma. Além disso, A Maldição de Chucky nos apresenta uma cena pós-créditos intrigante, onde o personagem Andy Barclay (sendo interpretado pelo próprio Alex Vincent) reaparece já adulto.

Em O Culto de Chucky a história segue como sequência dos acontecimentos de A Maldição de Chucky. Nica agora está internada em um hospital psiquiátrico e passa constantemente por tratamentos agressivos na tentativa de acabar de vez com a sua obsessão por culpar um boneco pelos assassinatos de seus familiares. Depois de ser convencida como a culpada pelas mortes, Nica é transferida para uma clínica mais afastada da cidade, onde poderá ter uma vida mais “livre e tranquila”.

 

Crítica do filme O Culto de Chucky

Nica (Fiona Dourif) passa por tratamentos pesados para ser convencida de que assassinou seus familiares.

 

Tudo parecia ir normalmente bem até que um boneco bonzinho é trazido até a clínica…

 

O retorno de Andy Barclay à franquia

 

Do outro lado há Andy Barclay tentando ter uma vida normal, mas acaba por sempre ser atormentado pelo seu terrível passado. O retorno do personagem marca também o retorno do ator Alex Vincent, que interpretou Andy Barclay, quando criança, nos dois primeiros filmes da franquia Child’s Play.

 

Crítica do filme O Culto de Chucky

O ator Alex Vincent remota o papel de Andy Barclay. Este foi um dos maiores desejos dos fãs da franquia.

 

Demonstrando ser um homem forte, e preparado para enfrentar o seu maior pesadelo a qualquer momento, Andy marca presença em O Culto de Chucky como um dos protagonistas.

 

ATENÇÃO! A PARTIR DAQUI SERÃO DADOS SPOILERS IMPORTANTES DO FILME

 

A origem do culto: Existem vários bonecos?

 

A grande sacada de O Culto de Chucky foi a nova direção tomada por Don Mancini para que Chucky continue aterrorizando em próximos filmes. O terrível boneco possuído descobriu um novo ritual em que consegue dividir a sua alma em vários corpos diferentes. A partir daí surgem inúmeros bonecos Chucky e você nunca saberá ao certo se estão vivos ou não. É de deixar o telespectador aflito.

Uma das cenas iniciais do filme mostra a cabeça do Chucky original (que dá sequência à cena pós-créditos de A Maldição de Chucky) ainda com vida. Andy a mantem presa em um cofre para garantir que o boneco não ressurja de forma plena (e sedento por vingança).

 

Crítica de O Culto de Chucky

Esta sem dúvida alguma é uma das cenas iniciais mais perturbadoras da franquia. Ver a cabeça do Chucky destruída e ainda com vida causa uma certa aflição àqueles que tiverem estômago fraco.

 

O retorno de Tiffany

 

Quem pensava que A Noiva de Chucky seria deixada de lado eis que se enganou, e feio. Tiffany ressurge em O Culto de Chucky, dando sequência ao que foi mostrado no final de A Maldição de Chucky. A psicopata vai até a clínica onde Nica está internada para entregar uma “lembrancinha” deixada por sua sobrinha Alice.

 

Crítica de O Culto de Chucky

Cena em que Nica recebe a visita de Tiffany.

 

E a participação de Tiffany não para por aí! A boneca usada em A Noiva de Chucky reaparece para deixar os fãs bastante satisfeitos com o seu retorno. Sem dúvida a adição de tais personagens icônicos da franquia foi a sacada de mestre que Don Mancini tomou para garantir o sucesso de O Culto de Chucky.

 

Crítica de O Culto de Chucky

A boneca Tiffany aparece no filme. Garantimos que esta não é uma simples aparição. Vale muito a pena conferir o filme!

 

O Culto

 

Para quem ainda não entendeu o título do sétimo filme do Chucky, vamos fazer uma breve explicação. Desta vez não temos apenas um boneco possuído, mas sim vários. Isso mesmo! Confesso que de início a ideia me preocupou bastante, mas,  acompanhando o enredo do filme,  tudo começa a fazer sentido.

O Culto de Chucky traz uma nova proposta à franquia, retomando algo que havia se perdido em meio às tendências humorísticas de antes. O culto de fato é mostrado como um meio de Charles Lee Ray ser “eterno” nesse mundo. Assim Chucky poderá seguir seus planos diabólicos em vários corpos diferentes (em sua maioria bonecos bonzinho).

 

Inclusão de cena pós-créditos surpreendente

 

O Culto de Chucky faz links com os outros filmes da franquia (excluindo apenas O Filho de Chucky). São cenas, personagens e elementos que representam fortemente os 3 primeiros filmes.

Para dar o tiro de misericórdia,  e deixar os fãs ainda mais enlouquecidos, Mancini incluiu uma cena pós-créditos que traz de volta mais uma personagem importante. Kyle, a órfã adolescente de Brinquedo Assassino 2 reaparece para dar continuidade às torturas contra a cabeça destruída de Chucky.

 

Crítica de O Culto de Chucky

A atriz Christine Elise retorna à franquia para reviver a personagem Kyle. A cena pós-crédito causa uma certa euforia aos fãs de Child’s Play. Kyle aparece usando a sua famosa boina.

 

De volta ao terror

 

Após assistirmos ao filme O Culto de Chucky podemos chegar à conclusão de que Don Mancini retomou o caminho certo para a franquia. Para aqueles que tanto queriam o retorno do terror clássico, essa sem dúvida é uma grande pedida. A produção traz tudo o que fãs e simpatizantes do boneco assassino queriam ver em um novo filme e, como um “plus”, adiciona outros rumos para que a franquia tenha mais sequências.

Apesar dos pontos positivos serem de grande destaque, O Culto de Chucky ainda peca em alguns pontos. Em algumas cenas importantes a sincronia dos animatronics com a dublagem do ator Brad Dourif (que dá voz ao Chucky) falha absurdamente. Outro detalhe que tira um pouco do brilho da produção é o fraco elenco secundário. Alguns atores interpretam tão mal em cenas importantes que causam um certo constrangimento (vergonha alheia, para ser mais exato).

Mesmo com esses pequenos defeitos o filme cumpre o que promete e proporciona horas de diversão com suspense e o bom e velho terror clássico dos anos 80. Vale muito a pena conferir!

 

Em tempo, O Culto de Chucky será disponibilizado no catálogo da Netflix. No momento o filme encontra-se disponível apenas em Home Video (DVD e Blu-ray).

 

FILME: O Culto de Chucky
8.8 TRECOBOX
HISTÓRIA9
ELENCO8
DESENVOLVIMENTO9
PRODUÇÃO8.5
ORIGINALIDADE9.5

Publicitário, cosplayer, gamer, otaku, viciado em séries e colecionador de action figures. Um mix de tudo o que um verdadeiro geek pode ser. Vivendo a vida intensamente a cada segundo, mantendo-se sempre antenado nas novidades desse incrível e expansivo universo. Um pernambucano de nascimento e paulista de coração.

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