Review TBX | It – A coisa: Uma obra-prima do medo

O remake faz jus ao título do primeiro filme gravado na década de 90

 

Carregado de expectativas, It – A Coisa estreou finalmente no Brasil. Dirigido por Andrés Muschietti, responsável pelo famoso terror Mama, o título faz jus ao subtítulo do clássico telefilme da década de 90: Uma obra-prima do medo. 

 

Andrés Muschietti, diretor.

 

Para quem não sabe, It, conta a história de uma entidade maligna que se alimenta do medo alheio e se personifica na maioria das vezes na pele de um assustador palhaço, conhecido por Pennywise. Na pacata cidade de Derry ele faz suas vítimas, que para o conhecimento público são crianças misteriosamente desaparecidas. É nesse plano de fundo que sete crianças se envolvem na trama em busca de vencer seus maiores medos.

 

Cena clássica do esgoto: It, Uma Obra-prima do Medo (1990) em cima. It – A coisa, parte I (2017) embaixo.

 

Baseado na obra de Stephen King, Muschietti mantém-se fiel ao livro, e quando ousa adaptar, o faz na medida certa: intensificando as cenas de medo de maneira sagaz e totalmente artística.

A fotografia do filme é excelente, com planos-detalhe certeiros, posicionamento de objetos e personagens inseridos de forma inteligente, objetivando elevar ao máximo a nossa experiência fílmica. Atente-se a cor vermelha, ela grita e faz sinal de alerta. 

 

 

O figurino e cenografia são exemplares. Referências diretas aos anos 80, torna o filme verossímil sem muitos exageros. O palhaço também está encantadoramente assustador. O casamento da maquiagem e efeitos especiais não devem nada e ainda superam o telefilme de 27 anos atrás. Sim, uma coincidência muito propícia. A entidade que se manifesta dentro da história a cada 27 anos, quase que numa meta-linguagem, volta a aparecer nas telas, exatamente 27 anos depois do primeiro filme ser exibido.

 

As crianças: Filme de 1990 (em cima) em comparação com o filme de 2017 (embaixo).

 

Quanto ao roteiro, este entregou ótimos resultados. Com uma fórmula clássica e linear, evidenciou de maneira inteligente várias cenas de susto e aflição e conciliou com alívios cômicos que tira vários risos da platéia com o personagem Richie, que tanto no livro, quanto no antigo filme, era o responsável por fazer graça.

 

 

A propósito, o elenco foi muito bem selecionado. Desde Finn Wolfhard, o Mike de Stranger Things, passando pela talentosíssima Sophia Lillis, que ganhou os holofotes com o curta-metragem The Lipstick Stain, até chegar em Bill Skarsgård que interpreta Pennywise. Bill, é mais um dos irmãos Skarsgård que brilha frente as câmeras. Gustaf Skarsgård é famoso por interpretar Floki na série Vikings e Alexander Skarsgård é eternizado na pele de Eric Northman na série True Blood.

 

Da esquerda para direita: Gustaf Skarsgård (Vikings), Bill Skarsgård (Pennywise) e Alexander Skarsgård (True Blood).

 

Sem mais delongas, se você está esperando mais algum estímulo para ver It – A coisa nos cinemas, a dica é: Vá. Além de ter uma experiência plenamente satisfatória com um filme de terror, você encontrará referências fotográficas exemplares, fidelidade a história original, cenas criativas de encher os olhos e alívios cômicos inteligentes, que humanizam os personagens nos trazendo para mais próximo da realidade.

 

 

It vale a pena e é o nosso 10 aqui no review.

Pode confiar.

 

 

10
It - A coisa
PRÓS
  • História bem adaptada.
  • Fotografia excelente.
  • Boa sintonia entre maquiagem e efeitos especiais.
  • Ótima caracterização dos personagens.
  • Terror extremamente funcional.
CONTRAS
  • Não há pontos negativos.
  • HISTÓRIA
    10
  • ELENCO
    10
  • DESENVOLVIMENTO
    10
  • PRODUÇÃO
    10
  • ORIGINALIDADE
    10

Radialista formado se especializando em direção de arte. Sagitariano, sonhador levando a vida buscando paz, amor e um lugar ao Sol. Cinéfilo, aspirante a roteirista. Aquele otaku paulistano que vê animes nas horas vagas, lê mangás no transporte público e faz cosplays pra tirar uma onda. Geek por consequência. Sucesso é uma jornada, não um destino, tenha fé na sua capacidade, esse é meu lema.
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