Review TBX | A Torre Negra: Um filme que não surpreende, mas funciona

Saiba o que achamos do mais novo título baseado na obra de Stephen King

 

O autor americano Stephen King teve várias de suas obras reproduzidas no ambiente cinematográfico. Desde o clássico Carrie, A Estranha, passando por O Iluminado, que deu a Jack Nicholson uma marca impressionante em sua carreira pelas mãos de Stanley Kubrick, até o emocionante A Espera de Um Milagre (The Green Mile), com Tom Hanks. Chega 2017 e temos finalmente nos cinemas a adaptação de A Torre Negra.

Primeiramente, A Torre Negra é uma aclamada série iniciada em 1982, com um total de oito livros. Já o recente filme, com Matthew McConaugheyIdris Elba não surpreende, mas funciona. Entenda o porquê.

 

Matthew McConaughey e Idris Elba.

 

Se atendo apenas a obra cinematográfica que aqui será analisada, temos Nikolaj Arcel como diretor, que resolveu construir seu filme pautado em receitas que dão certo nos tempos modernos: um elenco experiente, efeitos especiais de encher os olhos, linearidade e arquétipos claros e definidos.

 

Elenco

 

Idris Elba não chega a dar um show de interpretação, mas convence e entrega um personagem convincente no papel de Pistolero. Matthew McConaughey que outrora explorou bastante suas capacidades em Interestellar, não faz diferente, entregando um vilão decente na pele do feiticeiro Walter, mas sem grandes surpresas.

O garoto Tom Taylor, no papel de Jake Chambers, também se posiciona bem no arquétipo de garoto problemático com figura paterna ausente conquistada no decorrer do longa.

 

 

Estética

 

Esteticamente falando, o filme trás uma paleta condizente com a proposta, carregada de tons terrosos, pouca saturação, ambientes externos abertos, vazios e atemporais, mostrando valor histórico nos figurinos e ambientes internos das locações.

 

Porque não surpreende

 

O filme não surpreende porque não ousa.  Não há uma fotografia diferenciada ou exploração de ângulos. Os plot twists são previsíveis, muito embora não tornem o filme cansativo. Apresenta começo, meio e fim bem amarrados, mas foge um pouco da atmosfera obscura criada por Stephen King até mesmo no tragicômico Christine, o carro assassino.

 

 

Quem leu os livros, não pode ser tão exigente. Pela falta de ganchos no final do título, fica claro que a proposta era resumir o melhor de oito títulos em apenas um filme.

Longe de ser ruim, A Torre Negra é um longa-metragem que vale as horas investidas durante um agradável passeio no cinema. É bonito visualmente, é legal e entretêm.

Vá sem expectativas.

 

 

7.8
A Torre Negra
PRÓS
  • Bons efeitos especiais.
  • Bela cenografia e figurinos.
  • Elenco preparado.
CONTRAS
  • Clichê.
  • Sem ousadia.
  • Previsível.
  • HISTÓRIA
    9
  • ELENCO
    9
  • DESENVOLVIMENTO
    8
  • PRODUÇÃO
    8
  • ORIGINALIDADE
    5

Radialista formado se especializando em direção de arte. Sagitariano, sonhador levando a vida buscando paz, amor e um lugar ao Sol. Cinéfilo, aspirante a roteirista. Aquele otaku paulistano que vê animes nas horas vagas, lê mangás no transporte público e faz cosplays pra tirar uma onda. Geek por consequência. Sucesso é uma jornada, não um destino, tenha fé na sua capacidade, esse é meu lema.
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