Review TBX | A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell

Explicando o contexto

 

Ghost in the Shell é originalmente um mangá com temática cyberpunk do autor Masamune Shirow. O mangá acabou sendo adaptado para um filme de animação com o mesmo nome em 1995. Posteriormente foi lançada uma continuação Ghost in the Shell 2: Innocence e uma versão remasterizada do primeiro filme. Entre 2002 e 2015 foram lançados Ghost in the Shell: Stand Alone Complex (com duas temporadas e um filme) e Ghost in the Shell Arise (composto de quatro OVAs dez episódios).

A história do primeiro Ghost in the Shell se trata basicamente de um futuro onde as pessoas estão sempre conectadas a rede de informação, e podem substituir partes do corpo por próteses robóticas de última geração. Motoko Kusanagi, ou Major como é chamada, é uma exceção, pois todo seu corpo é robótico, sendo apenas seu cérebro humano. Ela faz parte de uma equipe policial chamada Section 9 que acaba se envolvendo na caça a um cyber-terrorista que tem invadido a memória das pessoas.

Além da ação e do suspense, o mangá e a animação de 1995 abordam questões filosóficas como o que é ser humano. E de quanto da humanidade você está pronto para abrir mão em troca de algo?

 

Ghost in the Shell foi uma boa adaptação afinal?

 

O filme é obviamente adaptado, portanto, o diretor e o roteirista tiveram certa liberdade quanto ao enredo. A trama do filme é baseada quase que inteiramente no filme de 1995, por outro lado, algumas cenas e a dinâmica do filme remetem as outras versões do anime. Obviamente, buscando alcançar um público maior, as partes contemplativas que existiam na animação original foram minimizadas, mas ainda sim as questões filosóficas quanto a existência ficaram presentes.

 

Comparação entre o novo filme e o anime de 1995.

 

Então por que o filme deu prejuízo?

 

A grande questão sobre o filme começou quando Scarlett Johansson foi anunciada como Major. Muitos “fãs” acharam a escolha equivocada e acusaram os produtores (e Hollywood) de racismo, afinal, para eles, se tratava de uma obra japonesa e deveria ter uma atriz japonesa no papel.

No entanto ao assistir aos trailers (e ao filme) é mais do que obvio que as escolhas de atores para os papéis foi excelente. A atuação e a caracterização são muito boas e conseguem transmitir autenticidade, isso, junto a ambientação, tornam o filme espetacular.

 

As gueixas são com certeza um espetáculo visual.

 

Sobre a “ocidentalização” de alguns personagens não deveria ser um problema, já que o estilo de ilustração oriental não faz distinção de nacionalidades, e mesmo animes que se passam em outros locais que não o Japão (como Fullmetal Alchemist, que se passa em uma Alemanha alternativa) os personagens falam japonês (por motivos óbvios).

A verdade é que o filme saiu em um momento difícil no mercado, já que o público aguardava ansiosamente por outros filmes, como A Bela e a Fera, e o título acabou por não trazer nada de inovador se comparado com obras que, ironicamente, foram influenciadas pelo mangá original, como Matrix.

No fim, o filme acaba sendo um espetáculo visual, que deixa um sentimento de quero mais, principalmente pela necessidade de aprofundar mais a relação entre os integrantes da equipe. Vale a pena assistir primeiro o filme original de 1995 (ou sua versão remasterizada) e depois assistir o novo filme. Você irá se surpreender com as referências.

 

 

E você? Já assistiu Ghost in the Shell? O título está mais do que recomendado.

 

8.8
Ghost in the Shell
PRÓS
  • Efeitos especiais incríveis.
  • Ótima caracterização dos personagens.
  • Várias referências ao anime.
CONTRAS
  • História pouco inovadora.
  • Vilão é uma ameaça fraca.
  • Pouco desenvolvimento dos personagens.
  • HISTÓRIA
    8
  • ELENCO
    10
  • DESENVOLVIMENTO
    8
  • PRODUÇÃO
    10
  • ORIGINALIDADE
    8

24 anos, natural de Itatiba, São Paulo. Professor de História na rede Estadual de Ensino. Grande leitor de livros de ficção e fantasia. Jogador e mestre de RPG. Pseudo artista (tento desenhar e tocar contra-baixo). Se fosse obrigado a escolher três coisas que me definem, seriam: The Beatles, Senhor dos Anéis e Star Wars.
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