Review TBX | The Get Down – Parte 2

Segunda parte da temporada de The Get Down já está disponível na Netflix. Trilha sonora musical impecável com um roteiro um pouco previsível.

 

A segunda parte da temporada de The Get Down que foi lançado meses depois que a primeira parte chegou com o mesmo ritmo que a primeira parte. A série criada por Baz Luhrmann e Stephen Adly Guirgis, que destaca o surgimento do hip-hop na cidade de Nova York, na época das disco music, segue contando a aventura do personagem Ezequiel, que agora tem um estágio em Manhattan, e seu grupo The Get Down Brothers comandados pelo Shaolin Fantastic, o dj da banda.

 

Nessa segunda parte, o protagonista lida com sua vida dupla assim como seus companheiros lidam com problemas como perseguição policial, tráfico de drogas e a violência das ruas, comandadas pelos traficantes do bairro do Bronx. Assim como Mylene Cruz, a protagonista da série, segue sua carreira musical no ápice, junto com o grupo feminino Mylene and The Soul Madonnas, marcadas por grandes decisões e dúvidas durante os episódios.

 

(Mylene And The Soul Madonnas – grupo feminino da série)

 

Comparado com a primeira parte, os episódios da segunda parte teve grandes melhorias, principalmente na fotografia, cenário e a música. Elas já eram bastante visuais e chamativas na primeira parte mas, na segunda parte, eles foram mais perfeccionistas, principalmente com a iluminação que ajudava bastante o figurino da série e a adição de storyline HQ, que traz os personagens como super heróis de histórias em quadrinhos. A música também teve seu destaque. A primeira parte conquistou os fãs pela música e, pro incrível que pareça, a trilha sonora da segunda parte veio cada vez melhor. O hip-hop está mais consolidado e o sucesso Toy Box, cantado pela personagem Mylene Cruz – o qual foi escrito pela cantora Sia – foi um dos grandes destaques da temporada.

 

 

Vale ressaltar também a apresentação da famosa Misty Holloway, cantora preferida da protagonista, interpretada pela talentosa Reneé Elise GoldsBerry, mais conhecida como Angelica Schuyler do musical hit Hamilton.

 

 

Mesmo que a segunda parte veio com a melhor produção que a primeira parte, a simplicidade do roteiro de The Get Down ainda traz um pouco a previsão de alguns acontecimentos. Do decorrer da temporada, já podia perceber que os personagens iriam usar a música para livrar os artistas das mãos dos traficantes. Apesar sendo uma história válida, a cena já era um pouco já imaginativa antes dela de fato acontecer. O caso que a personagem Mylene enfrenta – além do pai extremista religioso e aproveitador –  era muito comum entre as cantoras da época: facilmente sexualizadas e descartadas antes de chegar aos 30-40 anos. Apesar de ser um assunto bastante importante em ser tocado (já que isso acontece até nos dias de hoje) o assunto foi tocado de forma rasa e praticamente foi esquecido no final da temporada.

Outro ponto fraco da série fica também um pouco fora da série em si. The Get Down, comparada com várias séries originais da Netflix, tem sido um pouco prejudicada na divulgação. E isso é muito mais perceptível no Brasil, onde nem propaganda brasileira foi criada para série, o que não traz ibope pra série e traz o tão famoso e temível cancelamento.  O que é uma pena pois, apesar do roteiro um pouco previsível, ela tem um enredo melhor que algumas originais da Netflix.

 

(The Get Down Brothers – Grupo de Hip-hop mais famoso da série)

 

A série The Get Down está disponível apenas no catálogo da Netflix.

 

8.4
Série: The Get Down - Parte 2
PRÓS
  • Fotografia e música de ótima qualidade
  • História com bastante ação o que não cansa o espectador
  • Houve melhoras na atuação comparada com a primeira parte
CONTRAS
  • Melodrama bastante previsível e, às vezes, clichê
  • Assuntos importantes trabalhados de forma rasa
  • O canal ainda peca na divulgação da série
  • História
    8.5
  • Elenco
    8
  • Desenvolvimento
    8
  • Produção
    9
  • Originalidade
    8.5

Professora, cantora de chuveiro, viciada em séries e musicais e costumo dançar nas horas vagas, nem que seja no meu quarto enquanto meu gato dorme na minha cama. Maranhense mas com o coração não só pelo nordeste, mas também pelo mundo inteiro. Como diz Aaron Burr no musical Hamilton, existe um motivo para que eu ainda esteja viva enquanto muitos entes meus se partem, então fico alegre em esperar minha chance de melhorar o mundo que me cerca.
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