Realidade ou Lenda : A história de Rei Arthur através do cinema

Um camponês que vira Rei. Isso já é o suficiente para um grande enredo.

 

Uma figura lendária como Rei Arthur e suas batalhas para defender a Grã-Bretanha de Saxões no século V, correram por anos no folclore e literatura. Autores como Chrétien de Troves, exploraram ainda mais lenda de Arthur para criação de novos personagens e elementos, como Lancelot, a busca do Santo Graal e o gênero de romance arthuriano. Muitos buscam a possibilidade real por trás da lenda. O livro de Geoffrey de Mommouth, autor da “Historia Regum Britanniae” (História dos Reis Britânicos, no Brasil), foi o que chegou mais perto de uma evidência. Mas os historiadores são bem céticos sobre a credibilidade da escrita por ter sido posterior aos contos. O que nos resta são centenas de anos de história e até cantos sobre a távola redonda em um mundo medieval fascinante.

Enquanto não encontram provas da existência do Rei Arthur, buscamos a representação da sua estória no cinema. Confira os títulos já lançados para as telonas.

 

1 – Os Cavaleiros da Távola Redonda, de 1953. dirigido por Richard Thorpe.

 

 

Se for assistir ao trailer seria bom passar o primeiro minuto de letreiros. Nele temos a cena clássica em que Arthur tira a espada de um tipo bem estranho de pedra, e também o romance sofrego da época entre Lancelot e Guenevere. Como primeiro longa, a MGM caprichou no figurino e atores. Temos Robert Taylor como Lancelot, Ava Gardner sendo a Rainha Guenevere e Mel Ferrer como o “respeitado” Rei Arthur.

 

2- “Camelot” de 1967, Musical dirigido por Joshua Logan.

 

 

Protagonizado pelos gigantes Richard HarrisVanessa Redgrave, (Rei Arthur e Guenevere), sem muitas surpresas, o enredo já começa no casamento real, seguido da traição e ruptura de um reino perfeito.  A Warner Bros caprichou no elenco, figurino e trilha sonora. Não é a toa que o drama musical levou a estatueta no melhor figurino, direção de arte e trilha sonora no Oscar de 1968.

 

3-“Monty Python – Em Busca do Cálice Sagrado” em 1975, dirigido por Terry Gilliam e Terry Jones.

 

 

Depois do drama intenso de Camelot, chega uma das melhores comédias, quase que insuperável. Quando os cavaleiros da Távola Redonda são até ameaçados por um coelho. Já dá pra ter uma idéia do filme. Desafios absurdos são postos na busca do cálice sagrado, e fica a dica de um filme atemporal. Monty Python, foi um grupo britânico de comédia de um programa popular de televisão da BBC, de 1969 até 1974. Quando saiu do ar, primeiro com material todo novo, o filme foi feito. É Estrelado por Graham Chapman e John Cleese.

 

4- “Excalibur”, em 1981. Dirigido por John Boorman.

 

 

O enredo fica mais focado na história da espada do que no próprio Rei Arthur. Mais mística e lendária, segue um padrão típico dos anos 80, com ritmo mais lento, tudo mais brilhante e intenso. É considerado uma das melhores versões da lenda. O filme deu bastante destaque a outros personagens, como Merlin, interpretado por Nicol Williamson, Morgana por Helen Mirren, e os principais, Nicholas Clay como Lancelot, Cherie Lunghi sendo a Guenevere, e por último Nigel Terry  interpretando o Rei Arthur.

 

5-“Lancelot, O Primeiro Cavaleiro”, em 1995. Dirigido por  Jerry Zucker.

 

 

Esse aqui muitos assistiram. Era recorrente na famigerada Sessão da Tarde. Richard Gere ainda com cor nos cabelos. O filme focou mais nos personagens, não em magias e cálice. Gere arrasa negando beijo para Guenevere e fazendo charme com o convite para ser cavaleiro. Um filme bom, mas não épico. Chegou a ser indicado ao Oscar somente, por incrível que pareça, na categoria de melhores efeitos especiais. Muita luta de espada, corrida de cavalos e paixão. Temos além de Richard Gere como prato principal, Julia Ormond sendo Guenevere, o grande Sean Connery interpretando o justo Rei, e o vilão Malagant pelo ator Ben Cross.

 

6-“As Brumas de Avalon”, em 2001. Dirigido por Uli Edel

 

 

Mesmo sendo um filme voltado para a televisão, teve inúmeros fãs, pois conta um outro lado da história. No filme, a Rainha Morgause é interpretada por Joan Allen (atriz que faz a personagem que sempre persegue Jason Bourne), sendo uma personagem bem fria e maquiavélica como vilã da trama. Temos também o Rei Arthur sendo menos manipulável pela esposa. Morgana, Julianna Margulies (da série ER), apesar de ser uma fanática religiosa na maioria dos filmes, nesse ela é mais calma e compreensiva. Uma das cenas demonstra bem a interpretação da religião no filme, onde uma imagem pagã, parecida com uma estatueta de Maria, que era adorada antes por pagãos, acaba se tornando símbolo cristão. Um filme muito bom, dramático e nada previsível.

 

7-O Rei Arthur, de 1994, dirigido por Antoine Fuqua

 

 

Um filme que tenta trazer a tona teoria e fatos possíveis da história do Rei Arthur, com enredo mais realista. O título leva Clive Owen no papel do Rei unificador das Nações e Keira Knightley (por ser uma atriz muito versátil) como Guenevere.  Com boas batalhas e efeitos especiais, poderia ter um melhor enredo. Quando finalmente se entende o que está acontecendo já estamos no meio da luta.

 

8-“Rei Arthur: A Lenda da Espada”, estréia em março desse ano. Dirigido por Guy Ritchie

 

 

O que esperar desse filme? Vamos começar com Guy Ritchie, diretor de RocknRolla – A grande roubada e Sherlock Holmes. Podemos esperar uma comédia sarcástica, muita luta, um filme com um ritmo rápido e pelo trailer já dá pra ver a pegada de flashback usado em Sherlock (rebobina a fita, por favor). Todavia, conta a história de Arthur antes de ser Rei. O que é excelente, pois todos os outros focaram na parte já madura de Arthur. Charlie Hunnam será o predestinado a Excalibur, unir o povo e enfrentar o tirano Vortigern (interpretado pelo Jude Law, imagina isso gente!) é seu principal objetivo. Até então a barra está limpa para o futuro Rei, sem Lancelot.

 

Gostou? Deixe nos comentários qual outro título você quer ver através do cinema? Sua opinião é muito importante!

Potterhead desde os 14 anos. Uma enciclopédia ambulante de frases de filmes e amante de séries nonsense. Passo o dia sendo arquiteta, vejo cálculos onde não precisa e rostos onde ninguém vê. Não consigo ler um livro devagar e não tenho paciência para anime drama. Sou do time mangá.
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